4 de junho de 2026

Iniciada, na Comissão, a votação final do impeachment

 
Jornal GGN – A votação final da Comissão Especial do Impeachment ocorre na manhã desta quinta-feira (04). Os membros do colegiado finalizaram a sessão que discutiu o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), pelo afastamento definitivo de Dilma Rousseff do Planalto, nesta quarta. 
 
Os senadores que defendem o processo por crime de responsabilidade contra a mandatária caracterizaram o texto do parlamentar tucano como “irretocável” e “claro”. Já os aliados de Dilma concluíram que o documento concretiza um “golpe sorrateiro”.
 
A sessão para votar o texto de Anastasia pela Comissão está marcada para ter início às 9h. A derrota dos aliados de Dilma já é admitida, nesta fase. Pela manhã, os líderes partidários terão até 5 minutos, cada um, para defender seus votos e orientar suas bancadas.
 
Para o parecer de Anastasia ser aprovado e levado, então, para o Plenário do Senado, é preciso atingir a maioria simples dos membros do colegiado. Se aprovado, o texto que pede a saída definitiva de Dilma Rousseff seguirá para a análise do Plenário, devendo também atingir a maioria simples dos 81 senadores. Essa votação está prevista para ser julgada no fim do mês de agosto.
 
Acompanhe a sessão ao vivo:
 
https://www.youtube.com/watch?v=2M8mtxHjPpY width:700 height:394
Personalidade “centralizadora” de Dilma como “prova”
 

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A reunião que debate os argumentos apresentados pelo senador tucano Anastasia terminou por volta das 18h desta quarta. O advogado de acusação, João Correia Serra, elogiou o parecer e usou como um dos pontos de defesa temas aquém da denúncia de pedaladas fiscais ou decretos suplementares, que sustentam o processo.
 
Correia Serra criticou o caráter “centralizador” da presidente Dilma. Para ele, isso justifica a impossibilidade de Dilma de que não tivesse conhecimento ou que não comandasse diretamente os atos pelos quais é acusada.
 
“Não há como imaginar, sendo a presidente Dilma centralizadora e autoritária, como sempre se disse, não há como negar, porque isso é fato notório, que ela simplesmente ignorasse ou achasse que seus técnicos do Banco Central, do Banco do Brasil, da Secretaria do Tesouro Nacional, à sua revelia, teriam se juntado ao mesmo tempo numa ação concentrada para fazer uma ilegalidade gravíssima contra a Constituição. É claro que isso teve um comando, é inadmissível imaginar o contrário”, disse.
 
Já o advogado de defesa de Dilma, José Eduardo Cardozo, expôs que argumentos como esse e outros apontados no relatório do parlamentar tucano não comprovam que a presidente afastada tenha praticado crimes. Acusou o relator de agir de maneira “apaixonada”, sem isenção.
 
“Diante das provas dos autos, de tudo aquilo que foi provado pela perícia, pelas testemunhas, pelos documentos, eu tinha uma expectativa: conseguiria o senador Anastasia se libertar da paixão partidária e olhar os autos, olhar as provas, olhar direito? Conseguiria ele utilizar todo o potencial que sempre teve para buscar a verdade, ao invés de curvar-se à paixão? Com todas as vênias, o nobre relator, com toda a sua genialidade, não conseguiu isso; conseguiu defender, com o brilhantismo de praxe, a tese do seu partido, mas, efetivamente, ele não conseguiu reunir e captar a verdade desses autos”, disse Cardozo.
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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7 Comentários
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  1. CB

    4 de agosto de 2016 1:03 pm

    Vergonha. Como disse uma

    Vergonha. Como disse uma publicação Alemã, o Brasil poderia escolher o caminho da grandeza, mas preferiu equiparar-se ao Paraguai e Honduras. Não há mal que nunca se acabe e o importante é que os golpistas não saiam impunes desta aventura. O estrago será irrecuperável, atrasando ou até impedindo o progresso do país por muito tempo.

  2. Emma

    4 de agosto de 2016 1:31 pm

    Difícil aguentar !

    Deu engulhos ouvir o discurso/voto de Ronaldo Caiado pelo altíssimo grau de hipocrisia…

  3. Francisco Santos

    4 de agosto de 2016 2:22 pm

    54 milhões de votos

    54 milhões de votos vão ser jogados no lixo

    54 milhões de votos que não querem o governo do PSDB

    54 milhões de votos que rejeitaram o neoliberalismo

    54 milhões de votos de excluídos de uma farsa política orquestrada pelo que há de pior no Congresso Nacional

    Só assim pra esses escroques governarem o país, tem de passar por cima da democracia, chuta-la, joga-la pra escanteio

    54 milhões de votos que não significam NADA nem pra Justiça seletiva, nem pros políticos corruptos e muito menos pros enganadores midiáticos do POVO

    Não se rouba meu voto assim, na cara de pau

    Mas vai ter troco, não se rasgam 54 milhões de títulos eleitorais e se fica impune

    Nem no Brazil…

     

    http://placar.eleicoes.uol.com.br/2014/2turno/

    http://brasil.elpais.com/brasil/2016/08/02/politica/1470164620_917220.html

    http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2016-08-04/michel-temer.html

    http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/238151/VOXCUT-67-dos-brasileiros-rejeitam-Temer.htm

    http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/245998/Paran%C3%A1-Pesquisas-67-s%C3%A3o-a-favor-de-novas-elei%C3%A7%C3%B5es.htm

  4. eduardo lemos

    4 de agosto de 2016 3:11 pm

    FARSA

    Quando vejo caiado,perrela,cássio cunha lima e comparsas votando contra uma Presidenta Honesta e Digna como DILMA,fico certo de que isso aí é grande FARSA!

  5. Maria Luisa

    4 de agosto de 2016 3:15 pm

    Comissão dos que não conhecem a ética

    E assim concretiza-se o golpe e la vamos nos em direção a mais alguma décadas de atraso. E quando se pensa que um tipo metido em historias escusas em Minas, como Anastasia relata tal comissão…

  6. Celso Paulo da Silva

    4 de agosto de 2016 3:18 pm

    Até agora não me convenci de

    Até agora não me convenci de jeito nenhum que seja correto que a defesa da Dilma não tenha etrado no stf para este julgue o mèrito do golpe. Para mim, quando esse golpe passar pelo senado, já era. Não acho que o Levandovski após comandar a sessão do senado vá ter disposição para julgá-lo (o golpe) no so stf. e se por um acaso do acaso ele aceitar discuti-lo no no plenário, provavelmente algum minisinistro carrancudo irá pedir vista e colocará sobre o processo seus enormes glúteos, só tirando-os de sobre a papelada daqui a uns quinze anos. Nesse ínterim, como todos já saberão do golpe, até que enfim admitirão a inocência de Dilma, Farão, então,  aqueles discurso pra lá de cínicos e hipócritas dizendo ter sido a presidenta afastada de maneira vil pelos parlamentares. Admitir a culpa do judiciário, nem pensar. Quem viver verá!!

  7. GalileoGalilei

    4 de agosto de 2016 4:11 pm

    De Kátia Abreu

    “Se Temer achava que o (primeiro) governo estava muito ruim, podia ter recusado ser vice novamente. Mas não, ele continuou na chapa e foi eleito, até com a ajuda do meu voto”

     

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