Manifestantes e Exército voltam a se enfrentar na fronteira entre Venezuela e Brasil

Conflito sem vítimas fatais aconteceu na tarde deste domingo, terceiro dia desde que Maduro decidiu fechar fronteiras

Foto: Manuel Rueda/Agência Pública

Jornal GGN – Manifestantes e forças de segurança da Venezuela voltaram a se enfrentar neste domingo (24), na fronteira entre Brasil e Venezuela.

Segundo informações da Agência Brasil, o conflito aconteceu no início da tarde, quando um manifestante atirou pedras em direção aos militares que estavam dispostos em fila fazendo uma barreira na pista ao lado de um tanque.

A reação do Exército foi atirar bombas de gás lacrimogêneo sobre os manifestantes, em direção ao lado brasileiro da fronteira. Imagens divulgadas pela imprensa, mostram um militar brasileiro fazendo gestos para os ataques terminarem.

No sábado (23), duas pessoas morreram em uma área perto da fronteira entre Brasil e Venezuela durante confrontos. Ontem também foi registrado um enfrentamento na fronteira entre Venezuela e Colômbia.

Na última sexta-feira (22), o presidente Nicolás Maduro anunciou o fechamento das fronteiras com o Brasil e a Colômbia, recusando ajuda humanitária. Mesmo assim dois caminhões conseguiram entraram no território do país vizinho, ontem, segundo o governo brasileiro, com remédios e alimentos.

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4 comentários

  1. Não é possível que em questão dramática como essa não consigamos enviar alguém para relatar de outro ponto de vista os acontecimentos.
    Depender da agência brasil é lamentável.

    O barão de itararé podia fazer uma vaquinha para enviarmos equipe(s) à venezuela

  2. Todo mundo sabe que nenhum caminhão entrou na Venezuela.
    Publicar notas da Agência Brasil, é pura perda de tempo, pois mentir eu sei sozinho. Não preciso deles.

  3. provavelmente os dois caminhões entraram na Venezuela voando, ou é mentira da birosca brasileira, pois até agora ninguém confirmou essa versão.

  4. Texto ruim e incompleto.
    Em situações como esta a imprensa tem o dever de informar direito e com a maior exatidão possivel, e este texto não se coloca desta forma, pois:
    1. Os caminhões ( aliás duas pick-ups ) atravessaram a linha demarcatória, ficando na area de contenção – area de não Estado – portanto não no país limitrofe.
    2. As unidades venezoelanas participes da contenção não são do “Exército”, e sim da GNB, o que é uma grande, imensa, diferença, assim como…..
    3. Nenhum militar do EB, no caso da 1aBgda Selva, participou ou sequer estava diante do acontecimento, mas sim unidades da PRF e efetivos da Força Nacional que para lá foram deslocados.
    4. Após negociações entre o pessoal de segurança no terreno, oficiais brasileiros e venezoelanos, acordaram um perimetro de segurança relativo a area de contenção, os da GNB se retiraram ao setor de aduana, e efetivos da Força Nacional e PRF estabeleceram uma linha de bloqueio aos manifestantes.
    5. As FFAA, responsaveis junto ao ACNUR quanto a Operação “Acolhida”, não estão envolvidas, em nenhuma hipotese, com qualquer segurança ou apoio a esta ajuda humanitária.

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