O tenente-coronel Mauro Cid irá depor novamente à Polícia Federal nesta segunda-feira (28). A intimação da PF ocorre para dar prosseguimento ao depoimento prestado na sexta-feira, que durou mais de 6 horas. As informações são do jornal O Globo.
O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) está sendo ouvido no inquérito que cita o envolvimento do hacker Delgatti para a invasão das urnas eletrônicas.
Segundo Delgatti, Mauro Cid também teria participado de encontro promovido pela deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), em agosto do ano passado, no Palácio da Alvorada, com o ex-presidente, para o planejamento da ação golpista.
De acordo com informações do jornalista César Trali, da TV Globo, Delgatti declarou que teve “vários encontros com Mauro Cid que não estavam na agenda oficial do ex-ajudante de ordens”.
Apesar de a defesa de Zambelli, feita pelo advogado Daniel Bialski, dizer que a deputada não se lembra da presença do militar nas proximidades da sala onde ocorreu a conversa, Delgatti revela que ao entrar no Alvorada, o ex-presidente estava acompanhado de ambos – Cid e Zambelli.
Além disso, o hacker afirmou que o ex-braço direito de Jair ouviu toda a conversa, inclusive, esteve ciente de que, após a reunião no Alvorada, ele seguiu para o Ministério da Defesa para se reunir com o ex-ministro Paulo Sérgio Nogueira e outros militares da cúpula da pasta.
À PF, Delgatti revela que essa foi apenas uma das cinco visitas ao Ministério da Defesa, que tinham por objetivo construir uma narrativa enganosa sobre o sistema eleitoral brasileiro.
Próximo de perder a patente
Segundo militares ouvidos pela CNN Brasil, tudo indica que o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) pode ser julgado por um Tribunal de Honra.
A prisão do hacker
O hacker Walter Delgatti foi condenado a 20 anos e 1 mês de prisão na Operação Spoofing, deflagrada em 2019 para investigar as invasões de contas do Telegram que resultaram na Vaza-Jato.
Em entrevista ao jornal GGN, alguns penalistas se manifestaram sobre a condenação do hacker ao dizer que é “injusta, ilegal e precisa ser reformada”. [Leia a matéria completa]
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