Temer planeja outro discurso sobre as novas acusações

 
Jornal GGN – O presidente Michel Temer planeja fazer um novo pronunciamento, neste sábado (20), com o intuito de rebater as novas informações divulgadas pelas delações da JBS, principalmente do empresário Joesley Batista, e do inquérito aberto contra o mandatário, que traz notas fiscais e comprovantes de que recebeu diretamente R$ 3,540 milhões, “mensalinho” de R$ 100 mil por um ano e outro acordo de R$ 50 milhões de propina para este ano.
 
Informações divulgadas pelo noticiário dão conta que desde o início desta manhã, a equipe de Temer prepara o discurso do peemedebista, que estava reunido em Brasília com seus principais auxiliares. 
 
Além das acusações de Joesley Batista que trazem provas que corroboram as delações, Temer foi acusado pelo ex-diretor de Relações Institucionais e de Governo da JBS, Ricardo Saud, de “roubar” R$ 1 milhão do total de R$ 15 milhões destinados pelo grupo como doação à campanha de 2014 do PT.
 
Em resposta, o ex-presidente negou que tenha cometido crimes, que tenha recebido doações eleitorais não declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sobre a acusação de consentir com a compra do silêncio de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o mandatário já respondeu em nota oficial que na conversa grampeada ele mesmo diz que não fez nada pelo ex-deputado.
 
“Isso prova que o presidente não obstruiu a Justiça. Ele não recebeu valores, a não ser permitidos pela Lei Eleitoral e declarados ao TSE. Portanto, não tem envolvimento em nenhum tipo de crime”, respondeu.
 
As novas acusações e objetos de investigação contra o ex-presidente deverão integrar o discurso planejado para este sábado, ainda em horário não divulgado.
 
Saud: Temer roubou R$ 1 milhão dos R$ 15 mi ao PT
 
“Tem uma passagem interessante. O Michel Temer fez uma coisa até muito deselegante. Nessa eleição só vi dois caras roubarem deles mesmos. Um foi o Kassab, e o outro foi o Temer”, disse Ricardo Saud, narrando em seguida os detalhes do desvio.
 
Após acertarem o repasse de recursos para a campanha, no escritório político do peemedebista, na zona oeste de São Paulo, Michel Temer teria chamado Saud, já na saída do edifício, e falou: “olha Ricardo, tem um milhão que eu quero que você entregue em dinheiro nesse endereço aqui”, narrou o empresário aos procuradores da República.
 
O local anotado no papel era a empresa de engenharia e arquitetura Argeplan, que tem como sócio João Bastista Lima Filho, coronel aposentado da Polícia Militar, amigo do presidente e seu ex-assessor. 
 
“Isso me chamou muito a atenção na campanha toda, porque eu já vi um cara pegar um dinheiro para a campanha e gastar na campanha. Agora, um cara ganhar um dinheiro do PT e guardar para ele, no bolso dele, isso é muito difícil. Só o Temer e o Kassab guardaram o dinheiro para gastar de outra forma”, comentou, ainda.
 

 

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