31 de outubro de 2026

O fugitivo Bolsonaro, por Urariano Mota

Portanto, com Trump derrotado, o fugitivo Flávio Bolsonaro não demora a voltar da sua fuga.
Reprodução

Flávio Bolsonaro fugiu para os EUA, diferentemente de fugitivos éticos do cinema, seus antecedentes são criminais.
A série “O Fugitivo” (1963-67) influenciou apelidos na repressão política durante a ditadura no Brasil.
Com possível derrota de Trump, Flávio Bolsonaro deve retornar ao Brasil para enfrentar a justiça.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

O fugitivo Bolsonaro *

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

por Urariano Mota 

A propósito da acovardada fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, muitos têm procurado relacionar o fujão a seus antecedentes nos filmes do cinema. Mas já esclarecemos, de passagem, que no caso de Bolsonaro os seus antecedentes são criminais. Outra diferença é que os fugitivos no cinema possuem uma razão ética, nunca de covardia. Com exceção dos nazistas. 

É claro, um personagem fugitivo sempre teve lugar na literatura e no cinema. Nos filmes, são muitos. Inesquecíveis em Bonnie e Clyde, marcantes para sempre nas imagens do cangaceiro Lampião. Mas na literatura, sem consulta ao Google, lembro de Os Miseráveis, de Victor Hugo, na criação de Jean Valjean, liberto e mais adiante em fuga diversas vezes. Outro, na obra-prima Grandes Esperanças, de Charles Dickens. Até mesmo na recusa  de Sócrates, que ao ser aconselhado a fugir, respondeu: “Em que lugar a morte não me alcançará?”. Cito de memória.

Lembro que antes da grande literatura, o fugitivo chegou para todos os brasileiros na série O Fugitivo, que víamos eletrizados na televisão. Em uma consulta à Wikipédia, lemos que The Fugitive, ou O Fugitivo, foi um seriado de televisão dos Estados Unidos apresentado de 1963 a 1967. A série teve quatro temporadas e contou com 120 episódios no total. Na história, Richard Kimble, o protagonista, depois de ser condenado pelo assassinato da esposa,  escapa da prisão e passa a ser declarado fugitivo. 

O seriado foi um sucesso de tal natureza, que durante a ditadura brasileira o nome Kimble foi o apelido para o infiltrado Cabo Anselmo, o assassino de muitos militantes socialistas, como a sua companheira Soledad Barrett. O Cabo Anselmo recebeu esse apelido entre seus iguais na repressão política. 

Depois da repercussão absoluta da série, se fez o filme The Fugitive em 1993.  O curioso é que no filme o perseguidor é encarnado pelo ator Tommy Lee Jones. Leram bem, Jones. Por ironia involuntária, até parece uma antecipação de  Janones, que impulsionou a  vitória de Lula em 2026. 

No entanto, a série O Fugitivo era melhor. Perdão. A vida real é que é, sempre, mais de uma vez. Na série, houve um final feliz, como se vê aqui 

Mas na vida real, a história é outra. Trump, o anfitrião cúmplice dos Bolsonaros, deve perder as eleições de meio de mandato nos próximos dias. Portanto, com Trump derrotado, o fugitivo Flávio Bolsonaro não demora a voltar da sua fuga. Ele receberá dos democratas uma nova versão do  “Yankee, go home”. Em bom português, a justiça brasileira espera o criminoso que fugiu. 

*Vermelho O fugitivo Bolsonaro e seus antecedentes cinematográficos – Vermelho  

Urariano Mota – Escritor, jornalista. Autor de “A mais longa duração da juventude”, “O filho renegado de Deus” e “Soledad no Recife”. Também publicou o “Dicionário Amoroso do Recife”.

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected]. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

“Democracia é coisa frágil. Defendê-la requer um jornalismo corajoso e contundente. Junte-se a nós: https://www.catarse.me/JORNALGGN “

Urariano Mota

Escritor, jornalista. Autor de “A mais longa duração da juventude”, “O filho renegado de Deus” e “Soledad no Recife”. Também publicou o “Dicionário Amoroso do Recife”.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Recomendados para você

Recomendados