Recife, Frevo nº 1. Antídoto à desesperança. #ForaMedo, por Rui Daher

Parte de nossa força para recuperar a democracia virá da cultura brasileira, hoje impedida de vicejar em plenitude por sério ataque de ignorância, burrice e intolerância.

Foto Ricardo Stuckert

Recife, Frevo nº 1. Antídoto à desesperança. #ForaMedo, por Rui Daher

As manifestações após a libertação de Lula fazem-nos acreditar um Brasil ainda capaz de reagir aos empoderamentos milicianos e evangélicos criados por Bolsonaro, filhos, militares desatualizados e despreparados ministros.

Recife delirou no domingo, 17, com o Festival Lula Livre.

O Papa Francisco, que através de atos e palavras faz recuperar para a atualidade a essência do que pregou Jesus Cristo. O amor pelos pobres e a ira contra os fariseus, dominantes seculares do Acordo de Elites que rege esta Federação de Corporações. Bergoglio

Recife delirou no domingo, 17. Estivesse lá, assistido pela TV, ou fosse apenas informado do frevo popular, Bergoglio teria comemorado as palavras e o carinho de Luiz Inácio Lula da Silva, e saído da Praça Nossa Senhora do Carmo, coração feliz, dirigindo seus pensamentos e preces aos demais povos da América Latina, subjugados pelos autoritarismos e ganâncias do farisaísmo excludente.

Houve música. Apresentação de artistas e grupos de dança. É inequívoca a necessidade de estarem sempre presentes. Parte de nossa força para recuperar a democracia virá da cultura brasileira, hoje impedida de vicejar em plenitude por sério ataque de ignorância, burrice e intolerância.

Lá estiveram, Otto, Johnny Hooker, banda Devotos, Chico César, Moreno Veloso, Odair José, Marcelo Jeneci. E seja lá onde Lula estiver, a cultura brasileira estará a seu lado.

Lula insiste: “Não aceito negociação, eu quero a minha inocência, eu não quero privilégio. Eu quero que eles julguem o meu processo, quero que arrumem provas para dizer quem é quadrilha nesse país. Não quero favor de ninguém.”

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Foram horas saborosas para o meu, e de muitos, desânimo cotidiano de ver o Brasil caminhando para as trevas e construções importantes de sua história sendo arrasadas pelo Regente Insano Primeiro.

Presidente Lula, como sua vida é “andar por este país”, repita em capitais, grandes ou pequenas cidades, vilarejos, festivais como o de Recife. Ao seu lado, sempre estará um povo, pobre e sofrido, que reconhece as conquistas que teve em seu governo. Também, o batuque numa caixinha de fósforos, o toque de uma viola, a voz de um vaqueiro de aboio, ou de uma morena litorânea.

Faça novamente “o sertão virar mar e o mar virar sertão”. Obrigado.

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