Vamos virar o jogo?
por Izaías Almada
Impossível? Nada é impossível em termos eleitorais. E é disso que estou falando.
Estamos a cinco dias do segundo turno das eleições municipais. Em São Paulo, cidade escolhida pela mãe natureza para mostrar a ignorância das privatizações de empresas estatais, tem a possibilidade e eu diria, o dever, de virar o jogo no próximo domingo.
Água e luz: está aí a dupla de serviços mais do que indispensáveis a uma cidade com mais de 12 milhões de habitantes que tem colocado esses milhões de cidadãos em situações difíceis e mesmo calamitosas.
O leitor já pensou quantas vezes a cidade ficou sem água e sem luz desde que o Sr. Ricardo Nunes assumiu a prefeitura? Isso para sem falar do não aumento da frota de ônibus municipais, dos asfaltamentos (remendos mal feitos) e das podas de árvores, como bem lembrou o presidente Lula. Não fossem as linhas do metrô a cidade seria um caos total.

Falemos, então, do outro lado da moeda:
O que já fizeram pela cidade, sobretudo para sua população trabalhadora a viver na perifeira da cidade, Guilherme Boulos e Martha Suplicy?
Bastam dois exemplos para desmontarem a inoperância do outro candidato.
Boulos: lutas e conquistas dos Moradores sem Teto na cidade de São Paulo.
Martha: Bilhete Único e Criação dos CEUs nas comunidades paulistanas.
Alguma coisa parecida feita pelo Sr. Nunes?
Mãos à obra moçada: são cinco dias para virar o jogo.
Todos amanhã no Teatro Gazeta, às 19hs, em apoio a Boulos e Martha.
Chega de privatizações e de incompetência!
Ainda dá tempo de virar o jogo…
Izaías Almada é romancista, dramaturgo e roteirista brasileiro nascido em BH. Em 1963 mudou-se para a cidade de São Paulo, onde trabalhou em teatro, jornalismo, publicidade na TV e roteiro. Entre os anos de 1969 e 1971, foi prisioneiro político do golpe militar no Brasil que ocorreu em 1964.
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