
Por Luciano Hortencio
Aranha tatanha, aranha tatinha,
Quem está roendo a minha casinha?
É a viração, é a ventania,
O vento que sopra noite e dia.
Não consigo atinar o porquê das canções de ninar, dos acalantos, possuirem sempre um quê de fantasmagórico, de assustador. Quando eu era criança e ouvia essa quadrinha, normalmente com os últimos versos entoados de uma forma que parecia o vento uivando lá fora, só faltava morrer de medo.
Isso não acontecia somente com esses versos não. Existiam vários e vários ainda mais assustadores, como o da madrasta má que cortou os cabelos,matou e enterrou a enteada debaixo da figueira por achar que a coitadinha comera seus preciosos figos, até que foi descoberta através do jardineiro que limpava o quintal, uma vez que os cabelos da meninha voltaram a crescer em forma de relva. Será que lembro da letra? Vamos ver:
Jardineiro de meu pai não me corte os cabelos
Minha mãe os penteou, minha madrasta os cortou
pelos figos da figueira que o pássaro beliscou.
Pior ainda a estorinha de trancoso que narra a saga de um cachorrinho criado por uma senhora mal casada, que sofria maltratos do marido. Toda noite o marido, embriagado e ensandecido, chegava querendo botar a porta abaixo gritando:
Maria, abra a porta que eu quero entrar! (E o cachorrinho respondia:)
Lavou pé, lavou mão, foi passear… (O bêbado desistia e ia embora).
Certo dia o ébrio descobriu que quem respondia era o cachorrinho, matando-o incontinenti e o deixando em uma poça de sangue. A pobre mulher o enterrou, porém não conseguiu tirar a mancha de sangue do tapete.
Dia seguinte, o marido cachorro chegou na certeza que iria ser recebido e maltratar a esposa, uma vez que o cachorrinho estava morto. Aos brados gritou:
Mariam abra a porta que eu quero entrar! (Imediatamente o sangue do cachorrinho se mexeu e ouviu-se a vozinha:)
Lavou pé, lavou mão, foi passear…
Sei não, porém eu morria de medo dessas historinhas chamadas de trancoso e das canções de ninar. Muitas delas chegaram até nós com corruptelas e recriações, algumas misturadas e agregadas a outras. De todo modo, sempre interessantes e remontadoras de um passado distante e saudoso.
Trago Hoje as criações de Marcelo Tupinambá para Aranha Tatanha e do mesmo autor, com versos de Olegário Mariano, para Tutu Marambá. Essas são levinhas e não assustam não.
Que tenhamos todos nós um Natal de Paz e Luz!

jns
22 de dezembro de 2015 12:34 pmLíderis Supremis
Na infância russa, você foi cooptado para o lado mau da força,
através das tenebrosas cantigas de ninar, que podem produzir
enredos superlativos, com elevado potencial para botar abaixo
a temática repetitiva abordada no último episódio levado à telona
por George Lulucas.
Minha cobris quer comer sua aranhis em 3Ds.
Fuis!
jns
22 de dezembro de 2015 1:44 pmJovem Mussa
John Boyega
Vânia
22 de dezembro de 2015 12:37 pmLuciano, gato pensa?
[video:https://www.youtube.com/watch?v=VhZezvBfLIE%5D
jns
22 de dezembro de 2015 12:44 pmLuluzinho
o pequerrucho cearense usava bonezinho verde e o indispensável
talquinho preparado com a flor do mandacarú no alvo bumbumzinho
por isso, virou um tenor dos bão!
Vânia
22 de dezembro de 2015 12:47 pmQuerido Luciano, pois fique sabendo de uma coisa
Saiba: todo mundo teve medo
Mesmo que seja segredo.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=_HU6XgC4dAU%5D
lucianohortencio
22 de dezembro de 2015 12:53 pmMedo de Avião?
[video:https://www.youtube.com/watch?v=c42-n_kX3J4%5D
Vânia
22 de dezembro de 2015 12:59 pmMedo da Chuva?
Eu perdi o meu medo da chuva!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=w1G3rqVil1s%5D
lucianohortencio
22 de dezembro de 2015 1:05 pmTá com medo, diz!!!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=x5dogLtA_Ew%5D
lucianohortencio
22 de dezembro de 2015 12:48 pmPensa muito mais do que a gente!!!
Pensa até atrepado NUM GALHO DE ACÁCIA!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=uCwpsy9L9Bc%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=JssIXVpB1v8%5D
jns
22 de dezembro de 2015 1:14 pmLulu Pó de Arroz
BANHO DE TALCO
Por Marcos Dhotta no ‘Caríssimas Catrevagens’
Minha avó materna adorava passar talco pelo corpo… E todo final de tarde lá estava ela – “xêroooosa” – sentadinha bordando. Em seu pescoço ainda se via os vestígios do Pó de Arroz . E eu perguntava: Já tomou seu “Banho de Talco” hoje? Ela simplesmente balançava a cabeça e sorria para mim.
Usar pó de arroz ou talco por todo o corpo era um hábito bastante antigo, milenar mesmo. Um costume próprio das mulheres orientais (chinesas e/ou japonesas). Somente depois é que se tornou peculiar às mulheres europeias (principalmente as inglesas e francesas). Já no Brasil a origem do pó de arroz se deu no início do…. ///// Êpa! Parou tudo. (Eu não sei porque estou a falar dos primórdios do milenar pó de arroz, se eu sou do tempo do pó de talco Palmolive.)… Portanto, no tempo do talco Palmolive – Década de 70 – O pó vinha dentro de um cone cilíndrico de papel. E o tal papel da embalagem era mais grosso do que o papel de enrolar prego… E daí que depois do frasco seco, eu e meus irmãos brincávamos de fazer cofrinho com ele. Pronto!
Então! Como ia dizendo, minha avó materna tinha verdadeira adoração por talcos de tudo quanto era tipo. Dos mais finos, trazidos de Paris por sua amiga Luzia Rêgo, até os vendidos no balcão da mercearia do meu pai. Ainda lembro de alguns: Gessy, Palmolive, Vinólia(esses sempre foram em latas), Ross, Seiva de Alfazema, Cinta Azul, Lux, Topaze (Avon), Un Joyel (Myrurgia),Coty, Bonzano, Alma de Flôres (lembro de alguns cuja embalagem era de plástico e na cor azul), Cashmere Bouquet, Rastro…
As minhas tias também tomavam “Banho de Talco” antes de se entregarem nos braços de Morfeu… (só iam pra cama polvilhadas com talco, pode?). Acredito que naquela época sequer existiam os hidratantes corporais. Ainda bem, pois não consigo imaginar minhas tias se lambuzando de hidratante monange, tal qual Xuxa no comercial da TV.
As lembranças que tenho do pó de arroz é que vinha dentro de umas caixinhas “bem bonitinhas” e coloridas. Também recordo daqueles talcos perfumadíssimos daAvon e das latas de metal decoradas com desenhos coloridos ( como as que aparecem nas fotos exibidas ao longo do post ). Todos esses talcos com cheiros da minha infância estão associados a uma sensação de bem-estar, conforto e nostalgia de um tempo super mágico para mim.
Infelizmente aquela nostalgia das caixinhas do pó de arroz, bem como o charme das antigas latas de metal, se perderam no tempo. O que vemos agora são modernas embalagens de plástico de multinacionais despersonalizadas.
Eu nunca tomei um “Baaaaanho de Talco”… Mas lembro que só usei talco em alguns momentos de minha vida… Quando ia cortar o cabelo e o barbeiro vinha com uma “mini vassourinha” cheia de talco a passar no meu pescoço. Usava também para acabar com o cheiro de chulé dos meus kichuts e nas manhãs de domingo de Carnaval… No famoso Mela-Mela! Que era uma brincadeira divertidíssima, porém de extremo mal-gosto. Confesso que fui uma criança politicamente incorreta neste quesito… Eu, Duda de seu Zé Mendes e Anchieta de seu Liu nos posicionávamos próximo à calçada da igreja. E cada qual com sua bisnaga de água e um frasco do talco Cinta Azul (comprados na mercearia de meu pai) atacávamos exatamente aquelas pessoas limpinhas, limpinhas… Por isso é que ninguém gostava de sair às ruas no domingo de Carnaval pela manhã. Aqueles que ousavam por os pés fora de casa, é porque já sabiam do mela-mela e queriam melar-se também. Valia tudo no mela – mela, quando acabava o talco se comprava farinha de trigo,farinha de mandioca, maizena, coloral, cuminho… E até o resto das cinzas do fogão á lenha eram usados. Mas quando dava meio-dia o mela-mela se encerrava. Estava na hora de voltar para casa e tomar banho… E o banho já não era mais de talco, e sim com bastante agua e sabão… Bons tempos!!!
E quem disse que talco era coisa só de mulher? Nunca foi caríssimos/as… Meu tio Luís da Penha usou talco a vida inteira. Assim que saía do banheiro lá ia ele tomar outro banho, desta vez com talco. Espalhava aquele pó branco pelo corpo todo… E haja talco meu bem! Ele era “enooorme” e pesava aproximadamente cento e cinco quilos. O problema todo é que ele usava o talco “infantil” Johnsons dos próprios filhos. E não adiantava sua esposa comprar talco Johnsons para “adultos” que elenão usava. O seu perfume era este: O cheiro do talco infantil da Johnson&Johnson. Esteja onde estiver, tenho certeza que… Sua “alma cheira a talco/ como bumbum de bebe.” (Gilberto Gil). Saudades…
Houve um tempo em que dar “Banho de Talco” nos bebes era algo bastante comum também. Só que hoje em dia os pediatras não mais aconselham. Dizem que as partículas do pó do talco são tão finas que podem entrar nos pulmões da criança e causar problemas respiratórios graves.
E pensar que cansei de ver minha mãe (desavisada na época) juntamente com a babá de minha irmã mais nova, promovendo um verdadeiro Carnaval de fumaça de pó de talco. Na hora de trocar a fralda da coitadinha da minha irmã, eu via o frasco de pó sendo sacudido pra cá e pra lá e o “fumacê” tomando conta do quarto. Eu acho que minha irmã Betânia até hoje é viciada em talco Pom-Pom e não sabe… Vai ver que é por causa disso que a “bichinha” ficou daquele jeito… Agitadíssima! E a culpa toda? Lógico que foi do talco Pom-Pom meu bem.
Enfim, os talcos infantis da minha época eram: Talco Ross, Gessy, York, Johnson&Johnson, Granado e o Pom-Pom. E tem mais… Eu já escutei falar que algumas mães da zona rural usavam Maisena, Arrozina e até goma seca de fazer tapioca como anti-séptico infantil. E quer saber, acho que funcionava. O estranho era pensar que: O produto que fazia o mingau do bebe servia também para polvilhar os bumbuns dos mesmos… Não era o máximo!
FONTE: http://carissimascatrevagens.blogspot.com.br/2009/11/tomar-banho-de-talco.html
lucianohortencio
22 de dezembro de 2015 1:52 pmGuru açucarado!!!
Sei não, mas tô pensando que sei lá!!!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=ifD2Z6o8Hzk%5D
jns
22 de dezembro de 2015 3:28 pm3 Malandros
Os tres pagodeiros do rio
Dicró:
Pintor, Pintor Pintor
Eu já fui pintor
Bezerra:
E eu também já fui pintor
Agora sou tenor!
Moreira:
Lapa querida na minha infância
eu garotão dirigindo ambulância.
Dicró:
Não tem Pavarotti nem José Carreras nem Placido Domingo
Eu sou mais o Bezerra, Moreira da Silva e Dicró rei do
bingo.
Bezerra:
Não tem Pavarotti, José Carreras nem Placido Domingo
Eu sou mais o Bezerra do Galo, Moreira da Silva e Dicró rei do bingo.
Moreira:
Quando eu canto em fá maior,
lá bemol ou fá sustenido,
até o Cristo redentor coloca a mão no ouvido
No prédio aonde eu moro,
fui obrigado a sair,
quando estou ensaiando no quarto
lá de são Paulo dá pra se ouvir
Bezerra:
É mas não tem Pavarotti, José Carreras nem Placido Domingo
Eu sou mais o Bezerra, Moreira da Silva, Dicró rei do
bingo.
Dicró:
Não tem Pavarotti, José Carreras nem Placido Domingo
Eu sou mais o Bezerra, Moreira da Silva e Dicró rei do
bingo.
Bezerra:
Os três pagodeiros do Rio,
quando cantam causam emoçao,
os gringos cobram quinhentos,
a gente cobra um milhao.
Gravamos um disco anteontem,
hoje já se esgotou,
ganhamos um disco de ouro, um de platina e um disco
voador.
Dicró:
É não tem Pavarotti, José Carreras nem Placido Domingo
Eu sou mais o Bezerra, Moreira da Silva, Dicró rei do
bingo.
Bezerra:
Não tem Pavarotti, José Carreras nem Placido Domingo
Eu sou mais o Bezerra do Galo, Moreira da Silva e Dicró rei do bingo.
Dicró:
Com três dias de nascido, foi o meu primeiro choro,
o meu grito foi tão alto,
que a babá me deu um couro.
Agora vem esses caras,
com voz de taquara rachada,
e não chega nem aos pés de Moreira e Bezerra e Dicró da baixada.
e não chega nem aos pés de Moreira e Bezerra e Dicró da baixada.
Bezerra:
É mas não tem Pavarotti, José Carreras nem Placido Domingo
Eu sou mais o Bezerra, Moreira da Silva, Dicró rei do
bingo.
Moreira:
Não tem Pavarotti, José Carreras nem Placido Domingo
Eu sou mais o Bezerra, Moreira da Silva, Dicró rei do
bingo.
Dicró:
Figaro figaro figado….
[video:https://youtu.be/HPpu4thU0ug width:600]
lenita
22 de dezembro de 2015 1:59 pmAos meus amigos
muito queridos e que costumam frequentar o Blog do Luciano, o “Oásis” do blog do “Seo” Nassif, o meu carinho e desejo de um Natal gostoso com suas famílias. Um grande abraço a todos, incluindo o dono do Blog Nassif e todos os seus.
lucianohortencio
22 de dezembro de 2015 2:04 pmPara minha amiga Lenita!
Com abraços e beijos do luciano!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=AdurJS6VIPA%5D
lenita
22 de dezembro de 2015 2:27 pmLuciano querido
Muito obrigada pela música . Não poderia haver melhor e mais bonita.
Beijão nas bochechas.
Vânia
22 de dezembro de 2015 3:45 pmMúsica de brinquedo para Lenita
Boas festas!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=N7aLQrx1iDE%5D
beijos
lenita
22 de dezembro de 2015 5:00 pmVânia
Que delícias de músicas ! Amei ! Muito obrigado.
Beijos
lenita
22 de dezembro de 2015 2:09 pmjns
Deliciosas lembranças ! Eu fico a imaginar que usavam talco pq a pele não ressecava , já que a água não tinha cloro. O mesmo acontecia com os cabelos, que não precisavam de creme de enxaguar.
E o talco reinava absoluto , pois ficar cheiroso(a) sempre foi imperioso. E imagino que perfume só o importado, que deveria ser mt caro, como sempre.
Abraços
jns
22 de dezembro de 2015 2:54 pmO Mineirinho
vai pro jogo das gatas com instinto maternal aguçado,
usando apenas talquinho Johnson & Johnson
aí, é só empurrar a bola pra rede e partir pro abraço
[ cê joga futebol? ]
fui
lucianohortencio
22 de dezembro de 2015 3:21 pmDom JNS é goleiro frangueiro!
Deixa passar todas as bolas…. rsrsrsrsrsrsrsrsrrssrs
[video:https://www.youtube.com/watch?v=zXrhNYY6Pak%5D
jns
22 de dezembro de 2015 4:38 pmAquí não Neném
Aquí só tem craques, que tocam fácil.
Quando as atividades esportivas recomeçarem, vou gravar um vídeo mostrando mais de duas dezenas de campos de futebol de Ipatinga, que contam com alambrado, vestiários para as equipes e o trio de arbitragem, ótimos gramados, arquibancadas erguidas em alvenaria ou aço e madeira e grande parte contando com muros protetivos.
Não tenho nenhuma informação que exista algo parecido em outra cidade no Brasil – nem nas capitais.
Maria Luisa
22 de dezembro de 2015 5:28 pmCafuné na cabeça de um mimoso jacaré
Então quer dizer que o “guru galã” do blog usava talquinho Johnson & Johnson, hehehe. Eh por isso que é um…
[video:https://youtu.be/Q11Ub4A5_wQ%5D
lucianohortencio
22 de dezembro de 2015 5:39 pmNosso Guru não é jacaré não!
Ele é o BOI BARROSO!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=My-LCe7cXAA%5D
jns
22 de dezembro de 2015 3:10 pmLenita
O Lulu já foi pintor, hoje é Tenor
[video:https://youtu.be/HhqPC21k-h0 width:600]
Não tem Pavarotti nem José Carreras nem Placido Domingo
Eu sou mais o Bezerra, Moreira da Silva e Dicró rei do bingo.
Maria Luisa
22 de dezembro de 2015 5:35 pmDorme pimão, pimpão!
Lulu, meu grande Lulu, se as canções ninar estão provocando posadelos – lembra da “boi boi boi, boi da cara preta, pega essa menina que tem medo de careta. boi boi boi, boi da cara branca, pega esse menino que tem medo de carranca!” – pois é, então envio o ursino pimpão para você colocar na horinha de fazer dodô!
Bom soninho. Ursinho pimpão é tiro e queda. O meu curumim dorme rapidinho 🙂
E eu tinha mais ou menos essa idade da Simony, snif snif.
[video:https://youtu.be/3samrBz-oCA%5D
lucianohortencio
22 de dezembro de 2015 5:45 pmPara Ninar Maria Luisa!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=6Ws-jnO8Ws8%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=vW3lsTQSRyA%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=iW1gTs-tv5s%5D
Jair Fonseca
22 de dezembro de 2015 5:49 pmValeu, Luciano!
“Não consigo atinar o porquê das canções de ninar, dos acalantos, possuirem sempre um quê de fantasmagórico, de assustador.”
O Chico Buarque consegue. “Acalanto” é uma de suas mais belas e terríveis canções. Uma pequena obra-prima.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=8fuI27A6-Fw%5D
lucianohortencio
22 de dezembro de 2015 6:35 pmAo Jair Fonseca!
Com um caloroso abraço do luciano!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=XRYJNVuyec4%5D
Frederico69
22 de dezembro de 2015 8:30 pme como não tinha lei maria da penha,
o cravo brigou com a rosa!!
lucianohortencio
23 de dezembro de 2015 1:21 amAo Frederico69
[video:https://www.youtube.com/watch?v=_n1j822XkXI%5D
antonio francisco
22 de dezembro de 2015 10:28 pmO Acalanto e o Horror
Mestre Hortêncio,
Na dissertação de Mestrado, a hoje psicanalista e pós-doutora Ana Lúcia Cavani Jorge desenvolveu estudos a respeito desta estranha relação entre as cantigas para ninar e os medos que as letras dessas cantigas despertavam nas crianças; mais tarde, baseada nesses estudos, ela publicou um livro com o nome de O Acalanto e o Horror, editora Escuta, 1988.
Nele, ela fala de uma angústia que precede o adormecimento – angústia que precisa ser acalmada, enquanto se é criança, por uma série de rituais de adormecimento: o embalo, o afago e o acalanto.
Na apresentação do livro ela diz que sua atenção foi despertada pelo fato de que os acalantos mais cantados para as crianças dormirem tinham conteúdo aterrorizante, o que lhe pareceu paradoxal, pois num momento em que a calma e a tranquilidade seriam propicias ao sono, eram utilizadas cantigas com textos que a principio mais parecem excitar a atenção e despertar temores.
Como não poderia deixar de ser, em se tratando de trabalho científico, o texto é denso.
No link, pode-se saber mais sobre a autora:
http://www.bv.fapesp.br/pt/pesquisador/14119/ana-lucia-cavani-jorge/
Ainda a respeito do acalanto vi disponível na internet um trabalho de conclusão de curso de Thiago Ramil Magalhães: A Hora de Dormir: o acalanto com crianças em acolhimento institucional , texto que pode ser lido em
https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/95467/000913994.pdf?sequence=1
Forte abraço e Feliz Natal prá todo mundo que mergulha em Vossos Ensinamentos no GGN !!!!!!!
lucianohortencio
23 de dezembro de 2015 1:19 amAo amigo Antonio Francisco!
Com um forte abraço do luciano!!!
(Obrigado pela excelente contribuição ao post)
[video:https://www.youtube.com/watch?v=Z_0kkHi35Mc%5D
JMauriciO
22 de dezembro de 2015 10:31 pmÔ Luciano. Fui ler seu
Ô Luciano. Fui ler seu artigo, acabei fechando os olhos e cochilando uns 15 minutos. Salvei a pag. pra ler antes de dormir. Melhor que lexotan.
Feliz Natal, pra todos.