5 de junho de 2026

Bonner e Poeta expõem o desespero tautista da TV Globo, por Wilson Ferreira

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A verborragia estudada e simulada de William Bonner e Patrícia Poeta (perguntas quilométricas e fisionomias treinadas em longos anos de experiência olhando para “teleprompters” nos estúdios de TV) na suposta entrevista com a candidata Dilma Roussef não quis dizer apenas que a TV Globo “não gosta dela”. A dupla de apresentadores do Jornal Nacional involuntariamente expôs a dramática situação atual da emissora: o desespero “tautista” (tautologia + autismo) – ter que ao mesmo tempo assumir o papel de oposição política servindo de câmara de eco da pauta da grande mídia e institutos de pesquisa e ter que demonstrar histericamente que ela é imparcial para tentar recuperar uma audiência em queda pela perda de credibilidade e relevância.  A resposta da emissora para seu dilema existencial não poderia ser mais autista quando utiliza a técnica de dissociação psíquica na entrevista, velha tática do Manual Kubark de Interrogatório e Contra-inteligência” da CIA.

Em 1985, no último bloco de debate dos candidatos à Prefeitura de São Paulo, o jornalista Boris Casoy disparou uma pergunta a Fernando Henrique Cardoso: “Senador, o sr. acredita em Deus? A reposta dessa pergunta simples e direta fez ele perder uma eleição que parecia ganha.

Um ano depois, durante a Copa do Mundo no México, o dublê de ator e jornalista Marcelo Tas, na pele do personagem cínico Ernesto Varela, conseguiu invadir a concentração da seleção brasileira para dar de cara com o cartola Nabi Chedid, então chefe da delegação. Varela foi direto: “depois da Copa, qual será a sua próxima jogada?”. Transtornado com a pergunta maliciosa, Nabi expulsou ele e o câmera Toniko Melo da concentração.

No passado, perguntas simples e diretas eram
capazes de desconstruir entrevistados

Esses foram tempos onde a televisão ainda possibilitava a abertura de espaços para a realidade do mundo exterior, a realidade de um país que se abria politicamente depois duas décadas de regime militar. Uma década onde uma série de programas televisivos utilizavam uma linguagem experimental assentada na metalinguagem como possibilidade de desconstruir todos os chavões, clichês e estereótipos da grande mídia. Assim como o personagem Ernesto Varela, que através de perguntas diretas e inesperadas desmontava todos os clichês do jornalismo televisivo e, ao mesmo tempo, conseguia se sintonizar com a realidade de um país que mudava.

O que testemunhamos no último dia 18 na espécie de “pinga fogo” da bancada do Jornal Nacional da TV Globo com a candidata à reeleição Dilma Roussef foi o sintoma de toda uma reversão que a televisão brasileira mergulhou em duas décadas depois dos experimentos televisivos radicais como Fábrica do SomPerdidos na NoiteGoulart de Andrade e o próprio repórter amalucado Ernesto Varela da produtora Olhar Eletrônico.

Os 40% de tempo de fala que os “entrevistadores” William Bonner e Patrícia Poeta ocuparam na sabatina à candidata Dilma demonstraram não só como a metalinguagem e a autorreferência que domina hoje a TV deixou de ser radicalmente crítica como nas experiências descritas acima, para se tornar um sintoma de uma espécie de desespero tautista em que a TV Globo se encontra.

Na verdade, Bonner e Poeta não estavam ali para entrevistar a candidata, mas para desesperadamente falar de si mesmos, como em todo programa do gênero talkshow da TV pós-moderna, ou “Neotevê” como dizia Umberto Eco. a atração já não é tanto as ideias ou a personalidade do entrevistado mas o estilo ou as idiossincrasias do entrevistador: suas conversas com os câmeras, as brincadeiras com o boom operator, as piadas e gozações com membros da banda musical de apoio etc. É como se a Neotevê fizesse um constante making-off. O mundo exterior é um mero pretexto para ela se desnudar na frente do telespectador.

Simulação de imparcialidade com 
fisionomias aprendidas em anos 
olhando para
os teleprompters dos estúdios

Mas no caso de Bonner e Poeta há um ingrediente a mais, o desespero tautista: eles precisam simular o quanto eles são implacavelmente críticos e objetivos (supostamente estão ali para dar paulada em todos) e, ao mesmo tempo e de forma paradoxal, têm que se tornar uma espécie de câmara de eco da própria agenda criada pela grande mídia e pelos institutos de pesquisa nessas eleições: corrupção, mensalão, crise da saúde, crise econômica e inflação.

Suas verborragias estudadas e simuladas (dedos em riste, soquinhos na mesa, os olhos apertados de Bonner sugerindo argúcia e gravidade e as expressões de ojeriza ou repugnância de Poeta – sobrancelhas erguidas e lábios apertados) expressam uma situação desesperadora para a grande mídia, mas em particular para a TV Globo: ela tem que assumir o papel de oposição (desde a convocação de Maria Judith Brito, em 2010 presidente da Associação Nacional dos Jornais) e, ao mesmo tempo, aparentar imparcialidade e credibilidade numa situação atual de curva descendente de audiência.

As perguntas quilométricas de Bonner e Poeta, muito mais a repetição dos mantras estampados nas perguntas dos institutos de pesquisas, é o sintoma desse tautismo global, tendência generalizada da chamada Neotevê, mas que se torna dramática na atual condição esquizofrênica em que se meteu a Globo.

O que é tautismo?

Conceito criado pelo francês Lucien Sfez, o tautismo tem a ver com o que ele chamava de “comunicação confusional”, traço dominante contemporâneo onde o processo comunicacional teria se tornado um diálogo sem personagem. Só leva em conta a si mesmo, isto é, a comunicação como seu próprio objeto. (veja SFEZ, Lucien. Crítica da Comunicação. São Paulo: Loyola, 2000).

Sfez: o tautismo é uma
“comunicação confusional”

Sistemas de comunicação que se tornam expansivos e complexos tenderiam às características de auto-organização e fechamento: de um lado a característica da tautologia (repetição lógica onde o resultado é igual a sua proposição; soma-se a isso o autismo onde o sistema de comunicação cria um mundo próprio com pouco ou nenhum contato com o mundo exterior.

As redes das grandes mídias acabaram criando uma verdadeira câmara de eco onde seus experts, editores, chefes, colunista e executivos criaram uma agenda cujos temas são confirmados pelos números e estatísticas de pesquisas cujas perguntas tendenciosas acabam confirmando proposições e hipóteses. Tautismo, em síntese: discurso autorreferencial, delirante, neurótico.

 

Wilson Ferreira

Wilson Roberto Vieira Ferreira – Mestre em Comunição Contemporânea (Análises em Imagem e Som) pela Universidade Anhembi Morumbi.Doutorando em Meios e Processos Audiovisuais na ECA/USP. Jornalista e professor na Universidade Anhembi Morumbi nas áreas de Estudos da Semiótica e Comunicação Visual. Pesquisador e escritor, autor de verbetes no “Dicionário de Comunicação” pela editora Paulus, e dos livros “O Caos Semiótico” e “Cinegnose” pela Editora Livrus.

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42 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    21 de agosto de 2014 4:53 pm

    Hoje peti ao meu Deputado

    Hoje solicitei ao meu Deputado Federal que apresente um Projeto de Lei tornando co-devedor  o jornalista que esconder a sonegação fiscal do seu patrão. Se aprovado Bonner se retirará do jornalismo ou perderá o emprego porque entregou os podres do clã Marinho para não ser privado do seu rico dinheirinho. Ha, ha, ha…

  2. FABIO PLACIDO

    21 de agosto de 2014 5:01 pm

    ESQUISOFRENIA GLOBAL

    “Tautismo, em síntese: discurso autorreferencial, delirante, neurótico.”

    Nesta última frase, psicanaliticamente falando, a palavra acertada não seria neurótico, mas psicótico. Por ser a psicose surto do real, dissociação do ser. E desintegração entre externo/interno ou real/imagináro.

  3. PauloBR

    21 de agosto de 2014 5:03 pm

    Mais semiótica

    E a Globo esqueceu de levar iluminação para o Palácio do Planalto? Por que aquela cena escura, opressiva? O rosto da presidenta, mal iluminado, com matizes sombrios.

    E por que as roupas escuras dos “entrevistadores”?

     

     

    1. ljunior

      21 de agosto de 2014 8:01 pm

      Referência?

      Isso seria referência aos “robôs partidários de todos os matizes”?

  4. Raí

    21 de agosto de 2014 5:08 pm

    O maior tiro no pé, na TV brasileira.

    Com toda a liberdade de iimprensa, que os veículos de comunicações têm, a perfórmance dos apresentadores do J.N naquela 2ª feira, foi alem do que esta liberdade permite.

    Alí o desrespeito á então candidata, que ainda ocupa o maior cargo da nação, que estava recebendo-os em sua(dela) casa, com o maior carinho e respeito, e merecia, pelo menos, o tempo hábil, para responder-lhes, o que foi desrespeitado, e a entrevista que deveria ser para a candidata mostrar os seus planos e propostas, não pôde ser feita.

    1. Eliane Campello

      21 de agosto de 2014 8:12 pm

      Também fiquei indignada com o

      Também fiquei indignada com o desrespeito  dos jornalistas com a Presidente do Brasil. Na hora mesmo senti que foi um tiro  dado no pé por eles mesmos.Ficou patente o desequilíbrio dos intrevistadores. Foi um espetáculo horrível. A Dilma saiu -se vitoriosa pela demonstração de controle da situação, não caiu nas provocações desrespeitosas e ainda por cima ganhou a simpatia por ocupar lugar de “vítima” da agressão desmedida.

  5. Ataíde Coutinho

    21 de agosto de 2014 5:28 pm

    Perca de tempo

    Bonner,Poeta, Reinaldo ,Jabor,são prepostos a briga tem que ser com os proprietários desses meios, o caso “Constantino” dessa semana mostra claramente que são apenas empregados que cumprem as ordens do patrão.

  6. Juliano Santos

    21 de agosto de 2014 5:43 pm

    Será que não estamos já

    Será que não estamos já presenciando um novo sistema tautóligico sendo gestado nesse exato instante, caro Wilson? A tautologia da mídia com a tautologia da Marina, a política que é uma tautologia ambulante?

    É interessante como a tautolgia da Marina consegue conviver com seus assessores econômicos mais próximos, que são seus contatos com a realidade, e ao mesmo tempo parecer imunes a eles.

    Aguardo o pinga-fogo da Osmarina, que deve já estar agendado. Como Bonner fará o equilíbrio entre manter a bola alta dela, já que se tornou a chance real de derrotar o PT, e a simulação de insenção? Será que se esconderão atrás da trágica morte do Eduardo, e pouco tocarão nas contradições dela? Então tem que ser logo, pois o cadáver já está esfriando.   

  7. Luciano Prado

    21 de agosto de 2014 5:43 pm

    E o que vem a ser bandidagem, então?

     

     

    “… A dupla de apresentadores do Jornal Nacional involuntariamente expôs a dramática situação atual da emissora:…”

     

    Novamente os argumentos vão no sentido de considerar as investidas da Globo como  mau jornalismo,  erros, vícios, excessos, parcialidade.

    Sobre bandidagem ninguém quer falar. Ora, se uma empresa que exerce seu mister através de uma concessão pública e o faz mentindo, manipulando fatos, enganando incautos e tentando cooptar a opinião pública através de instrumentos não democráticos para satisfazer interesses claramente particulares não há que se falar em equívoco ou conduta involuntária.

    Acho que está na hora de as pessoas darem nomes as coisas. A prática é de bandidagem.

    Vivo Leonel Brizola já teria dado nome às armações da Globo e seus soldadinhos.

    Não nos esqueçamos que o que está em jogo são as verdinhas, popularmente conhecidas como dólares.

  8. Franbeze

    21 de agosto de 2014 5:56 pm

    Hoje no horário político

    o Lula falou sobre a parcialidade do PIG quando afirmou que o PIG vem mentindo com relação aos feitos do Governo Dilma. Isso me deixou muito feliz, pois acredito que já é uma dica de como vai ser o novo Governo Dilma caso ela se reeleja. Sempre me lembro do Brizola porque ele nunca baixou a cabeça para o PIG. Mas não podemos esquecer que o Senador Requião também nunca baixou a cabeça para o PIG. Então, porque a Dilma, o Lula e o PT não aprendem com o Requião?

  9. Mario Blaya Santos

    21 de agosto de 2014 6:17 pm

    Bonner deve ter batido bem dura no Dilma! ela mereceu!

    eu não assisti a entrevista da Dilma no JN, mas deve ter sido uma senhora surra que o Bonner aplicou nela, pois desde então o PHA tem feito uma coluna atras da outra desqualificando o Bonner, e aqui no Nassif agora aparece esse post!  o que mostra a reação da esquerda ao jornalista!

     

    deve ter batido forte pacas na Dilmona!

    1. William S.

      21 de agosto de 2014 9:03 pm

      Não viu a entrevista? E vem

      Não viu a entrevista? E vem dar palpite baseado naquilo que “acha” que os outros jornalistas comentaram em seus blogs? Nesse caso era melhor não ter dito nada, meu caro.

    2. Marcos Carv. Campos

      21 de agosto de 2014 10:05 pm

      Como pode avaliar o

      Como pode avaliar o comportamento dos outros em relação a “entrevista” se não viu ? E pelo jeito não leu também o post. .. Blaya vem “comentar” sem ler nem ver nada.

      É outro hipnotizado pelos anos e anos de Globbels.

      Tá cheio de gente neste mundo de experts sem ler ou vivenciar uma partícula da realidade.

    3. Eduardo Ramos

      22 de agosto de 2014 12:51 am

      rsrsrsrsrsrs

      um claro exemplo de tautismo, seu comentário…….

    4. Milton Pereira Neves

      22 de agosto de 2014 2:46 am

      Bonner?

      Homer você não viu a entrevista? Acho que a DUFF te derrubou de novo….kkkk

    5. Alexandre Hermany

      22 de agosto de 2014 10:27 am

      Gente como vc deveria

      Gente como vc deveria simplesmente se calar

    6. aliancaliberal

      22 de agosto de 2014 4:35 pm

      Os alvos mudam mas as

      Os alvos mudam mas as intenção não muda Mario Blaya.

      A patrulha quer intimidar, milicianos sem armas (ainda).

  10. Weyll

    21 de agosto de 2014 6:35 pm

    A melhor resposta para o

    A melhor resposta para o Bonner é: O sr poderia fazer a gentileza de repetir a pergunta?

  11. Athos

    21 de agosto de 2014 6:59 pm

    Sobre o episódio do Marcelo

    Sobre o episódio do Marcelo TAS descrito no terceiro parágrafo, a história completa é mais interessante.

    O NAbi estava envolvido em escandalos e estava rodeado de repórteres perguntando sobre oa ssunto.

    Num determinado momento, ao se cansar de falar, “sem declarações”, ele explodiu e disse a todos que só falava sobre futebol. As explosões, eu só falo sobre futebol. Nada de política.

    Fez-se o silêncio porque ninguém tinha pergunta alguma para fazer sobre o assunto quando derrepente me vem Marcelo Tas berrando “eu tenho”, “eu tenho”. Então, a turma toda parou em expectativa pois seria a primeira pergunta a ser respondida pelo Nabi. E o Marcelo me vem com essa, “Qual sua próxima jogada?”

     

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    1. Marcos Carvalho Campos

      21 de agosto de 2014 10:08 pm

      Marcelo Tas era muito bom

      Marcelo Tas era muito bom naquela época. Foi idiotizando até chegar no que é hoje. Não é um idiota total ainda mas. … a trajetória …

      1. Marina Camargo

        25 de agosto de 2014 9:54 pm

        Marcelo Tas

        Hoje aparenta uma ligeira imbecilidade!

  12. Daytona

    21 de agosto de 2014 8:01 pm

    A linguagem da mídia é

    A linguagem da mídia é autorreferencial, visando a exclusão de qualquer discurso incompatível com o seu, é o que diz Chomsky em “Manufacturing Consent”.

    No caso da entrevista de Dilma, pode-se perceber a necessidade de Bonner de reafirmar a centralidade do discruso do mensalão como maior escândalo de corrupção da história, a maneira enfática como ele cita o caso, a importância da condenação pela “mail alta corte do país”, o uso de termos fortes(“corruptos”, “condenados por corrupção”). A reação programada nas redes sociais, enfatizando como Dilma não respondeu e não quis falar em corrupção, mostra que este foi o ponto central da entrevista.

    O Wilson tem razão, a constante necessidade da mídia em reafirmar os discrusos que cria denotam sua fragilidade em um ambiente da internet, caracterizado pelo contraditório e maior pluralidade de informações.

    É a crise do modelo do monopólio da informação e da linguagem da televisiva(talvez essa crise seja ainda mais grave da perspectiva dos antigos detentores da ditadura da informação). As pessoas não apenas possuem mais fontes para se informar, mas a linguagem da televisão se tornou cansativa, jovens não tem mais paciência para se submeter a essa ditadura discursiva, verdadeiras sessões de tortura nas mãos de um Luciano Huck ou Faustão. O modelo se esgotou, e afunda rapidamente.

    1. Marcos Carvalho Campos

      21 de agosto de 2014 10:17 pm

      Seu resumo foi

      Seu resumo foi perfeito.

      Prolongaria um pouco no aspecto de como a internet e a enorme pluralidade de fontes de informações, utilizada por quem venceu as primeiras barreiras da hipnose imposta pelos mesmos meios de comunicação, aprofunda este rompimento cognitivo e permite e favorece uma desconfiança em relação ao que é passado pelos meios de comunicação ainda dominantes.

      Ao contrário dos individuos que ainda não romperam esta barreira, os “libertos” percebem com detalhes os modus operandi da lavagem cerebral e se tornam “ovelhas vermelhas” no rebanhão.

      1. Daytona

        21 de agosto de 2014 11:19 pm

        Sim, e a maior agressividade

        Sim, e a maior agressividade na retórica visa constranger o público ainda em cativeiro a manter seu apoio às posições do monopólio midiático. Até o bom moço Bonner está se fazendo de valentão.

  13. Djijo

    21 de agosto de 2014 8:05 pm

    É o giro da roda do tempo?

    Lendo até os comentários, me veio um “deja vu” de 2010. Estou enganado?

    1. Rosemary K.F. Silva

      22 de agosto de 2014 4:21 am

      ‘déjà-vu’

      Não está enganado. Mas pode espraiar o ‘déjà-vu’ pra 1998, quando do debate/armagedon entre Lula e Collor, quando tiveram a maldade nojenta de ‘puxar’ pra o picadeiro o nome de Lurian, a filha de Lula.

      1. João Maria Fernandes de Sousa

        24 de agosto de 2014 12:21 pm

        Rosemary, alem da “filha

        Rosemary, além da “filha bastarda e rejeitada” mostraram também os sequestadores de Abílio Diniz vestindo camisas do PT no Jornal Nacional (que na época ainda tinha grande audiência), foi terrorismo puro… apenas uma correção: foi 1989.

        Outros 2 fatos “isolados” que aconteceram aqui no RN:

        – Na região no entorno de Mossoró, militantes de Collor disfarçados de petistas saiam na Zona Rural amedontrando os pequenos proprietários, diziam a eles que estavam fazendo um cadastro pois com a posse de Lula, suas terras seriam usadas na reforma agrária, nós, do Sindipetro-RN, tivemos um trabalho danado pra convencer os agricultores do contrário.

        – Em Natal, no segundo turno, os empresários de ônibus tiraram 70% da frota de circulação, muitos, como eu, tiveram que ir votar ou de carona, de taxi ou a pé.

         

  14. Calvin

    21 de agosto de 2014 8:30 pm

    Só que não!

    Um levantamento feito pelo Controle da Concorrência revela que Aécio Neves foi o candidato com menos espaço para falar na entrevista do Jornal Nacional.

    Entrevistado no dia 11, Aécio falou por 9 minutos e 51 segundos. Ficou atrás do Pastor Everaldo com dez minutos de fala; seguido de Eduardo Campos com 10 minutos e 35 segundos; e Dilma Rousseff, com 11 minutos e 4 segundos.

    Coluna Radar

    1. zé lima

      21 de agosto de 2014 11:58 pm

      A coluna Radar, da Veja…

      Informações com esteio na coluna Radar, da Veja, assinada pelo Lauro Jardim? Poupe-nos!

  15. Maria Silva

    21 de agosto de 2014 8:36 pm

    Por que a Globo News faz

    Por que a Globo News faz materia sobre o virus ebola todo santo dia? É a mesma coisa todo dia. Coincidentemente eu recebo pelo whatsap mensagens alarmantes de que existe  casos de ebola no Brasil.  Minha tese é que a Globo esta alimentando alguma central perversa de boatos terroristas, com materias ambiguas sobre o ebola. Hoje a manchete é que 50 mil pessoas foram colocadas em quarentena na Liberia. Para o Homer Simpson desavisado, parece que são 50 mil casos da doença.Caso contrario, pra que o isolamento? Justo. Faz sentido. É assim que uma mentira ( a disseminação do ebola) começa a se tornar verdade.  Globo não se dá ao minimo trabalho de esclarecer o que esta acontecendo na Africa nem como a doença se propaga. O tom das materias é o mais alarmista possivel, como se a humanidade estivesse em alto risco … Isso pra mim cheira a sabotagem e armação. Vem mrda por ai …

     

  16. altamiro souza

    21 de agosto de 2014 9:12 pm

    o termo tautismo deve ter

    o termo tautismo deve ter sido inventado por causa da globo na época da ditadura com o programa do repórter amaral neto que a gente chamava de amoral nato, o qual só propagandeava as grandes obras dos militares, sem jamais criticá-las.

    aí começou esse papo autorreferencial da globo que só fala nela e dela mesma.  

    sai do ventre do dragão e se converte no torturador-mor(te) e no exterminador do presente e do futuro dos movimentos populares e dos partidos trabalhistas.

    bonner simpson é atualmente o reverso do amoral nato dos tempos ditatoriais.

    só que agora ainda tira sarros esquizofrenicos da sua operação pelo tuíter como se tivesse apertando botões da cela do dragão.

    escarmento, como dizia  minha avó.

    ninguém mais aguenta o tautismo global. a autorreferncia notoriamente egoísta.

    só fala de si mesmo porque não vê o outro.

    portanto, a cegueira mental criada pela globo evidentemente é um problema genético, como diriam alguns cientistas.

    os historiadores da mídia já o sabem. basta contextualizá-lo.

     

     

  17. Marcos Antônio

    21 de agosto de 2014 10:42 pm

    A Hora do Espanto 45!

    Havia uma oposição viva em meu local de trabalho!

    Agora eles estão taciturnos…

    Espantaram-se com bonner..

  18. Aldo Cardoso

    21 de agosto de 2014 11:01 pm

    O que posso dizer

    Em resumo, o que posso dizer é que a Globo só tem esse comportamento visceral e engodamente desafiante devido a Autoridade Brasileira ter se nivelado por baixo de onde deveria se situar; ter se despido de sua liturgia à condição de geni, para alvo dos arremessos de Bonner e Poeta.

  19. Gilson S Raslan

    22 de agosto de 2014 12:47 am

    cuidado, wilson Ferreira,

    cuidado, wilson Ferreira, você está correndo o risco de ser chamado de robô.

  20. Valquirio Barbalho

    22 de agosto de 2014 1:27 am

    Debate na tv globo entre Bonner, Patricia Poeta contra Dilma

    Creio que faltou presenca de espirito `a presidenta Dilma ao responder o cliche: “12 anos nao eh mais que o suficiente para….?

    Ela poderia ter respondido: “Bonner essa pergunta deveria ter sido dirigida aos governantes anteriores que tiveram 500 anos para deixar o paraiso que encontraram sem estraga-lo.

    12 anos sao o suficiente para preparar o pais para a proxima etapa de crescimento, embora ainda nao dara para consertar os 5 seculos de estragos.

    Governar um pais nao eh a mesma coisa que ler o teleprompt como voce faz todas as noites. A gente precisa de tempo, de trabalho e paciencia. Fazer a noticia nao eh a mesma coisa que le-la. Nos precisamos de pelo menos 17 anos para pegar uma crianca da pre-escola e entregar a ela um diploma de universitario. Nos precisamos de mais que isso tomando conta da saude de uma crianca ate que ela se torne adulta.

    Tudo demanda tempo. Voce pode resumir isso em minutos, lendo que ela nasceu, lendo que ela se formou e lendo que ela transformou-se numa pessoa importante para a sociedade. Mas nos precisamos trabalhar todos os dias da vida dela para que a noticia aconteca e voce possa le-la.

    Para dar um contraditorio do que eh uma entrevista e o que eh um debate, basta assistir `a entrevista feita pelo jornalista, neutra, Christiane Amanpour no endereco: http://amanpour.blogs.cnn.com/2014/07/10/amanpour-brazil-world-cup-president-dilma-rousseff/ e comparar o debate entre os candidatos do pig contra Dilma.

  21. Rabuja

    22 de agosto de 2014 1:32 am

    Quando leio Bonner num texto, logo penso…

    Mostra-O-DARF-Bonner!

  22. Edia

    22 de agosto de 2014 2:09 am

    Entrevista de Dilma ao JN

    Não foi entrevista, foi um interrogatório. Só que ali, todo Brasil ficou sabendo que a Globo é um partido de oposição. Quem ajudou a Ditadura acha  que pode manipular as mentes dos brasileiros e definir seu destino. Parecia que o Bonner e a Poeta , estavam com medo da Dilma incorporar o Brizola e  dizer:” Para inicio de conversa, já que vcs, falam  tanto em corrupção, sonegar também é uma forma gravíssima de corrupção. Seus patrões já quitaram a dívida com a sociedade brasileira , nos quase 1 bi de impostos sonegados? Por gentileza , mostrem o DARF.”

  23. Edia

    22 de agosto de 2014 2:20 am

    Acho   que os 

    Acho   que os  entrevistadores estavam com medo da Dilma incorporar Brizoala e solicitaro DARF, da empresa sonegadora de quase 1 bi, em impostos , que são do povo brasileiro. A Globo, acha que aninda manipula as mentes dos brasileiros e que os filhos de Roberto Marinho , mandam no Brasil. Uma concessão pública, não informa a verdade ao seu público. Esconde todas as realizaçoes do governo e só  divulga coisas negativas. Fica evidente, a parcialidade  e demonstração  que é um Partido Político de Oposição , que não mede esforços para derrubar o governo. Lei de  democratização da mídia já!

  24. Eduardo Litrenta

    22 de agosto de 2014 1:10 pm

    Mimimi

    Gente, nunca vi, me perdoem a palavra, “MIMIMI”  mais técnico que estes.

    Abaixo números referentes as entrevistas.

    Entrevistado no dia 11, Aécio falou por 9 minutos e 51 segundos. Ficou atrás do Pastor Everaldo com dez minutos de fala; seguido de Eduardo Campos com 10 minutos e 35 segundos; e Dilma Rousseff, com 11 minutos e 4 segundos.

  25. josé adailton

    22 de agosto de 2014 1:47 pm

    Duro na queda

    A Globo pode cair (muitos há muitas décadas jogam-lhe cascas de banana-na mídia começou com o O Pasquim) mas, ironicamente,  a cada escorregão eles vão mais a frente(família Marinho está  entre os maiores bilionários do mundo ocidental).Comparemos  esta grande organização da mídia nacional a um elefante. Aí somente um grande precipício poderá imobilizar  para sempre o paquiderme.Caça aos elefantes com arma de fogo está proibida.

  26. IV AVATAR

    22 de agosto de 2014 2:05 pm

    Lula na TV: Imprensa é principal partido de oposição

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=Rzf-cxQ4JgQ%5D

    http://www.ocafezinho.com/2014/08/21/lula-na-tv-imprensa-e-partido-de-oposicao/

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