A minha máquina de moer espantos
por Romério Rômulo
Os cacos do poema são minha vergonha,
o meu espanto, a minha máquina de moer espantos.
Tantos poemas sem significado eu tenho feito
que só me cabe o lamento.
Se a vida pulsa, eu me recolho.
Se a vida não cabe, eu me abato.
Nada. Nada de nada. Me estremeço.
Romério Rômulo (poeta prosador) nasceu em Felixlândia, Minas Gerais, e mora em Ouro Preto, onde é professor de Economia Política da UFOP e um dos fundadores do Instituto Cultural Carlos Scliar – Rio de Janeiro RJ.
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