
&bruxo&Hermeto&bruxo&Hermeto&
por Romério Rômulo
A cantilena na noite
a vara grossa do açoite
o som trinado dos bichos
Uns bichos das Alagoas
vida tomada de eitos
arrebentados nos peitos
Sons descobertos, laranjas
vermelhos, verdes, rompidos
sons dos mais entorpecidos
Vila dura de uns anjos
em mãos demais, renascidos
por vasilhas do antanho
E soubessem, os sabidos
o que sobra do emaranho
no traço dos mais perdidos
Verdade tamanha, tanta
sons desatados, dormidos
na profunda das manhãs
A carne, da mais louçã
se derrete, entristecida
que o verbo duro da vida
se montou daquelas mãos
Dobrados em sons vividos
remontados, distraídos
irmãos daquelas irmãs
Sons para eitos, rompidos
indecentes, indormidos
Sons, defeitos de ruídos.
Romério Rômulo (poeta prosador) nasceu em Felixlândia, Minas Gerais, e mora em Ouro Preto, onde é professor de Economia Política da UFOP e um dos fundadores do Instituto Cultural Carlos Scliar – Rio de Janeiro RJ.
Deixe um comentário