Há um Irã nos ossos. Nos meus ossos.
por Romério Rômulo
Quem na terra me vai amar agora
Num olhar de brilho contundente
Se dezembro, mês noturno, me devora?
2.
Em quanto tempo eu sobrei, aflito
Em quanto fogo eu queimei o ato
Em quanta pedra eu deixei meu grito?
3.
Quantas terras e águas me carregam
Sobre os tampos da vida, remoída?
Em quanta terra se remonta a vida?
4.
Há um Irã nos ossos. Nos meus ossos.
Romério Rômulo (poeta prosador) nasceu em Felixlândia, Minas Gerais, e mora em Ouro Preto, onde é professor de Economia Política da UFOP e um dos fundadores do Instituto Cultural Carlos Scliar – Rio de Janeiro RJ.
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