Quando o poeta se perde e vira nada
por Romério Rômulo
A máquina do mundo é virulenta
e te carrega, depois e antes. Vai
te entregar na estrada da tormenta.
São mancais e bielas, mamulengos
que mais sonoros rompem pelo dia
numa dureza de tangos e flamengos.
As forças que separam meus olhares
e fazem do meu sangue toda a estrada
têm a força rútila dos mares
onde o poeta se perde e vira nada.
Romério Rômulo (poeta prosador) nasceu em Felixlândia, Minas Gerais, e mora em Ouro Preto, onde é professor de Economia Política da UFOP e um dos fundadores do Instituto Cultural Carlos Scliar – Rio de Janeiro RJ.
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DESLANDI TORRES
18 de fevereiro de 2023 12:12 pmGosto muito do Romério Rômulo. Seus poemas são, antes de tudo, originais. Às vezes são até bonitos.