
Quilombolas, cadê o gordo?, por Rui Daher – Venda do BRD/FD, Capítulo 10
Desistimos de Liu, Xi, e do norte-coreano. Estamos em negociação com a família Marinho. E a melhor forma é o ataque me aconsearam Zidane e Luís Henrique.
Além da pérola proferida no Clube Hebraica do Rio de Janeiro, por um Messias em missão e local contraditórios, de que ao visitar um quilombo percebeu que lá o “afrodescendente mais magro pesava sete arrobas e que sequer para reproduzir serviria”, o que mais você sabe de quilombolas?
Não muito, né? Mas também, se quiser, não mais.
No Festival de Cinema, em Cannes, França, ocorrido entre 5 e 9 de abril, o documentário brasileiro “Samba de Cacete – Alvorada Quilombola”, foi premiado no Festival Internacional du Film Pan Africain.
Assim como “Martírio”, de Vincent Carelli, a cada dia mais real, “Samba de Cacete”, dirigido por André dos Santos e Artur Arias Dutra, realizado pela paraense Lamparina Filmes, é mais uma concessão de realidade servida pela arte aos espectadores brasileiros.
Originário do município paraense de Cametá, o ritmo e a marcação vêm dos cacetes, dois pedaços de pau batidos no carimbó, que proporcionam sensualidade à dança. Folcloristas criticam suposta desfiguração das cantigas das comunidades tradicionais quilombolas, de extrema suavidade e da tristeza de ser escravo, o que não combina com rebolados e umbiguinhos de fora.
Os recursos para o filme vieram do Ministério da Cultura, em Edital de 2014, quando imbecis ainda lá não mandavam. Foi rodado na comunidade de Igarapé Preto.
Ainda não tem estreia marcada no Sudeste. Fiquem de olho e não percam. Convidem, inclusive, “Já-devia-ter-ido Bolso-Ogro” para assistir. Não encontrará nenhum “afrodescendente mais magro pesava sete arrobas e que sequer para reproduzir serviria”.
Bilhete não premiado para “Os Marinhos”
Como frutos-do-mar não são, somente lhes resta a podridão nos pomares jornalísticos.
Sua última façanha foi comprar a participação da Folha de São Paulo, no “Valor Econômico” e aniquilar o pouco de honestidade e imparcialidade que lá havia.
Assinante, volto de viagem e encontro um amontoado de edições na minha escrivaninha – sou antigo. Então, o Brasil em que estamos é assim tão economicamente profícuo? Tudo está melhorando? Que bom! Temer é grande, Meirelles merece, Ibovespa é campeão, as empresas crescem ou irão crescer, principalmente nos dias em que publicam seus balanços trimestrais e ganham como brinde uma matéria elogiosa?
Que merda, hein? Que descaramento! Quanta desfaçatez.
Um simples exemplo. Embora não podendo comparecer, sei de amigos e familiares que foram e me informaram sobre o enorme sucesso da Segunda Feira Nacional da Reforma Agrária, promovida pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no Parque da Água Branca, em São Paulo, entre 4 e 7 de maio.
O jornal não divulgou sequer uma nota sobre a Feira. Apenas que, em almoço com Lula, anunciaram que levariam 20 mil trabalhadores rurais a Curitiba.
São uns porcos e quem lá escreve e não reclama também.
Ricardo Cesar
9 de maio de 2017 11:01 amEu estive na Feira, muito
Eu estive na Feira, muito bacana, comprei algumas coisas, inclusive uma garrafa de pinga “cubana”, deliiosa! Assisti os depoimentos no sábado de manhã e voltei a sonhar com a fala do Mujica. Pena que só quem foi sabe….mirdia de merda!
marcio r
9 de maio de 2017 11:20 amCametá é lá…
Que maravilha bom saber, espero que o video esteja liberado pro povo logo. Estou a caminho de Cameta pra ver o povo do açai e coloco o video aqui depois na boa sem cortes. Maravilha!!!! Valeu.
ze sergio
9 de maio de 2017 2:38 pmquilombolas….
Fiquei sabendo que o MST é o maior produtor de arroz orgânico do Brasil. E 30% se destinam à exportação. É assim com trabalho e não com fantasias de revoluções bolivarianas que conseguirão apoio aos seus argumentos, sem parasitar orçamentos públicos.
Maria Luisa
9 de maio de 2017 5:11 pmNosso povo
Oi, Rui, que beleza a divulgação do (digo belo pelo teaser postado) documentario. Espero poder vê-lo em breve. O que esperar de uma imprensa que prefere falar sobre superficialidades e que se mostra descaradamente parcial? Esperar que um dia tenhamos contraposição de peso à ela, pois do que temos ai, não espero nada de bom em termos de jornalismo ético.