4 de junho de 2026

Retalho colorido, por Geraldo Hasse

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Retalho colorido

por Geraldo Hasse

Incrível depoimento do capixaba Roberto Menescal a Rolandro Boldrin no programa Sr. Brasil

Era reprise de um programa apresentado no ano passado, mas o conteúdo veio com sabor de novidade no domingo de carnaval 11 de fevereiro de 2018.

– Como foi que nasceu a batida da bossa nova? – perguntou o Sr. mestre de cerimônias.

– É que a gente não sabia tocar samba — respondeu na lata Menescal, explicando, com extrema sinceridade, que cada tocador de violão tinha uma batida diferente nas cordas do instrumento. Havia o Baden Powell. O Carlinhos Lira. O Sergio Castro Neves. Até o veterano Dorival Caymmi tinha um modo peculiar de tocar. Aí chegou o João Gilberto com seu dindindon… O pessoal do jazz nos Estados Unidos se ligou na batida da bossa nova…

– E como nasceu o nome Bossa Nova?

– A Silvinha Telles, que era cantora profissional, nos convidou pra dar uma canja num show dela na Hebraica, do Rio. Juntamos a turma em dois taxis e fomos pra lá. Subimos por uma escadaria em curva e tinha lá um cartaz escrito assim:

“Hoje Silvinha Telles com o grupo Bossa Nova”.

Ficamos achando que o tal grupo Bossa Nova pudesse ficar chateado com a gente. Então perguntamos ao diretor cultural da Hebraica qual era a situação. E ele:

– Ah, não, botei esse nome aí porque não sabia nada de vocês.  

– Oba – falou Menescal. – Agora já temos nome!

Na conversa com Boldrin, Menescal revelou que a turma dele, no Rio, queria fazer um tipo de música livre do tom pesado do samba-canção, aquelas músicas com letras sobre amores impossíveis, dor de cotovelo, paixões desesperadas.

“A gente tinha 18 anos, queríamos viver a vida numa boa”, explicou o autor do Barquinho e de outras 500 canções.

O pessoal da bossa nova queria cantar a alegria de viver que ressurgia em 1956, início da era JK.  

A bossa nova foi construída em apartamentos do Rio de Janeiro, que logo deixaria de ser capital federal embora os cariocas continuassem achando que nunca a Cidade Maravilhosa deixaria de ser o centro do Brasil…

Num desses apartamentos cariocas morava a família da capixaba Nara Leão, que se tornou a vozinha característica da bossa nova, até que foram chegando ao palco outras vozes: Bethania, Gal etc.

Ouvindo depoimentos como esse de Roberto Menescal, que carrega em si o despojamento característico dos capixabas, a gente percebe que o pequeno-grande Espírito Santo também faz parte da colcha de retalhos que constitui a maior riqueza brasileira – a MPB.    

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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  1. josé fernando da silva

    12 de fevereiro de 2018 1:00 pm

    A entrevista apenas mostra

    A entrevista apenas mostra que a bossa nova foi (e é!!!) uma frande, uma embalagem reluzente com um conteúdo paupérrimo. Na entrevista ele afirma, literalmente, que aquela batida “frankstein” nasceu do fato deles não saberem tocar samba… 

  2. josé fernando da silva

    12 de fevereiro de 2018 1:00 pm

    A entrevista apenas mostra

    A entrevista apenas mostra que a bossa nova foi (e é!!!) uma frande, uma embalagem reluzente com um conteúdo paupérrimo. Na entrevista ele afirma, literalmente, que aquela batida “frankstein” nasceu do fato deles não saberem tocar samba… 

  3. Gilson AS

    12 de fevereiro de 2018 1:03 pm

    Talvez muitos não saibam,
    Talvez muitos não saibam, principalmente os mais jovens .

    Roberto Carlos tambem é capixaba, de Cachoeiro de Itapemirim .

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