17 de junho de 2026

Uma aventura na selva digital do Facebook, por Jorge Furtado

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Enviado por André STK

Da Casa de Cinema de Porto Alegre

Uma aventura na selva digital: dois meses de facebook

por Jorge Furtado

Faz dois meses que resolvi frequentar o facebook quase que diariamente, aceitar amigos virtuais, postar fotos, artigos e links, participar de debates, curtir, comentar e compartilhar, enfim, fazer aquilo que bilhões de pessoas fazem todo dia. Minha intenção, além de reencontrar amigos e trocar informações, era estabelecer um diálogo com pessoas que pensam diferente de mim. Acompanhei a internet desde o seu nascimento, tenho um site e publico textos desde 1997, mas o facebook é uma completa novidade e é na condição de novato que compartilho minhas primeiras impressões.
 
Não enviei solicitação de amizade a ninguém e só aceitei solicitações de pessoas que conheço, ainda que superficialmente, da vida real. Tenho pouco menos de mil “amigos” e bloqueei, até agora, 49 pessoas, quase sempre por publicarem mensagens agressivas, ofensas, grosserias, xingamentos ou piadas de mau gosto. Comecei compartilhando fotos antigas e links mas, aos poucos, acabei me envolvendo em alguns debates acalorados, especialmente sobre a tentativa de golpe que, espero já micou. Nestes debates, percebi uma série de vícios de discurso, falácias recorrentes e truques muito usados. Fiz uma lista de 10 mandamentos do debate infrutífero, aqueles que são pura perda de tempo, bem melhor gastá-lo namorando, conversando com a família, lendo um livro, vendo um filme, ouvindo música ou jogando “Plantas versus Zumbis”. 
10 mandamentos do debate que não leva a lugar nenhum.
 
1. Esqueça a lógica. O objetivo de quase todos estes debates acalorados no facebook não é chegar a alguma conclusão, nem arejar as ideias e, quem sabe, mudá-las, nem perceber uma maneira nova de ver o mundo, um novo ponto de vista. O objetivo é simplesmente vencer o debate, derrotar o inimigo.
 
Exemplo 1: Um rapaz contesta a pesquisa Datafolha que informa que a maioria dos manifestantes nos protestos da av. Paulista são da classe A e B, diz que ele estava lá e não foi ouvido nem mostrou o contracheque. Eu argumento que as pesquisas são feitas por amostragem, nem todas as pessoas são ouvidas. Ele replica: se eu acredito em pesquisas, como explico o fato da maioria da população estar reprovando o governo? Bem, para começar, foi ele quem disse que não acreditava em pesquisas, não eu. Segundo, são duas pesquisas distintas, uma para estabelecer as classes sociais presentes numa manifestação e a outra para aferir a opinião sobre o governo, neste momento. A argumentação dele não tem nenhuma lógica.
 
Exemplo 2: Uma amiga publica uma palestra de uma professora que afirma que a arte contemporânea é uma fraude, que os artistas contemporâneos “não tem rigor”. Eu argumento que a professora incorre numa generalização apressada, a arte contemporânea inclui todos os artistas vivos e ainda os que morreram recentemente, dizer que nenhum deles tem rigor é um absurdo, uma afirmação não verificável. Um rapaz me contesta: quer dizer então que a arte contemporânea não pode ser criticada? É claro que pode, deve, mas não desta maneira superficial, juntando todos os artistas contemporâneos no mesmo saco. A argumentação deles não tem nenhuma lógica.
 
2. Esqueça a nuance e o equilíbrio: ou você é a favor ou você é contra, não importa o assunto. Graças a pobreza de espírito do debate público brasileiro o raciocínio binário triunfou, os extremos são a única opção: ou você é petista (petralha, ladrão, parasita, etc.) ou é coxinha (nazista, sonegador, racista, etc.). Se você acha que derrubar uma presidente recentemente eleita é golpe é porque você aprova a corrupção e, provavelmente, está envolvido em alguma maracutaia ou quer manter sua boquinha no governo. Se você acha um absurdo a roubalheira na Petrobrás é porque você é um coxinha que lucrou com a privataria e provavelmente não gosta de nordestinos e negros. Qual a lógica destes raciocínios? Nenhuma, vale o primeiro mandamento, esqueça a lógica.
 
3. Esqueça os fatos, ofensas e adjetivos tem preferência. Você afirma que a mortalidade infantil caiu pela metade entre 2003 e 2013, que o número de negros nas universidades cresceu 230% nos últimos 10 anos, que o salário mínimo subiu de 70 para 300 dólares desde 2002. Você é chamado de pelego, vendido, idiota, ladrão. Bem, talvez você seja mesmo um pelego, vendido, idiota e ladrão, mas isso não muda os fatos: a mortalidade caiu pela metade, o número de negros nas universidades mais que dobrou e o salário mínimo mais que triplicou.
 
4. Quando os argumentos acabam e as ofensas não surtem efeito, GRITE!!
 
5. “Todos são desonestos, menos eu”. Muita gente afirma que se você está defendendo o governo só pode ser por um motivo: você tem alguma vantagem pessoal com isso. Quem pensa assim ou está confessando que age assim – só defende causas em interesse próprio – ou está afirmando que todos são desonestos, menos ele. Na primeira hipótese, é um egoísta insensível. Na segunda, é um psicopata. Pode parecer impossível para muita gente, depois de 12 anos de bombardeio moralista na imprensa, mas há pessoas que pensam e agem pelo bem comum.
 
6. “Se saiu no jornal ou na tevê, deve ser verdade”. Poucas pessoas tem tempo para ler com atenção as letras miúdas das notícias, menos ainda para procurar uma segunda fonte para checar uma informação. Uma grande parcela da população sabe do mundo apenas pelas manchetes de jornais e pelos poucos minutos dos telejornais. Como os grandes veículos se tornaram, desde que seus candidatos começaram a perder as eleições, francamente oposicionistas e com muita frequencia abrem mão dos princípios básicos do jornalismo, muita gente está mal informada e repete, nos debates no facebook, as informações incompletas e tendenciosas que recebe.
 
7. Contra os inimigos, publique; contra os amigos, silencie. A lógica assumida pela grande imprensa, desde que seus candidatos perderam as eleições, é a seguinte: publicar qualquer coisa que seja prejudicial aos seus inimigos sem qualquer verificação da veracidade dos fatos ou da idoneidade da fonte, e silenciar sobre qualquer informação negativa sobre seus amigos, por mais inquestionáveis que sejam. Esta mesma lógica é reproduzida no facebook. Os que defendem o governo não falam nada sobre o mensalão petista, a roubalheira na Petrobras, o caixa dois da campanha do PT ou seus aliados picaretas do PMDB. Quem é contra o governo não fala nada sobre o mensalão tucano, a operação Zelotes, o caixa dois de campanha do PSDB ou seus aliados picaretas do PMDB.
 
8. Somos racistas. O Brasil é, talvez, o país mais racista do mundo, em poucos lugares há tamanha diferença de renda entre brancos e negros. Os negros são 50% da população mas são 70% dos assassinados a bala e 60% dos encarcerados. São frequentes nos debates no facebook, especialmente nas páginas dos jornalistas de direita, os comentários contra nordestinos (“preguiçosos”, “sustentados pelo bolsa família”) e contra os pobres (“comedores de mortadela”). Como não há diálogo possível com essa gente, comentários deste tipo encerram qualquer conversa.
 
9. “Era brincadeira…” Com preguiça ou sem talento para o jornalismo, que requer seriedade e pesquisa, o debate público foi ocupado por pseudo-humoristas, colunistas e apresentadores de televisão que, sentados em suas casas, falam de tudo e de todos, em tom jocoso, irônico ou debochado, fazem “piadinhas”. No caso mais recente, um destes inomináveis idiotas profissionais disse que a bomba de pregos jogadas contra o escritório do ex-presidente Lula foi uma farsa e que “muita gente” lamentou que Lula não estivesse no local. Processado por Lula, o covarde alegou que era “uma piada”, ele “estava brincando”. Este tipo de imbecilidade supostamente engraçada infesta os debates no facebook, gente que covardemente se esconde atrás de desenhos, charges e animações bobas para exercer sua pobreza de espírito.
 
10. No mundo da mídia absoluta, fama e infâmia são sinôminos. Com milhões de pessoas disputando espaço, quem quer marcar presença e aparecer precisa produzir algo de valor, o que é difícil, ou dizer alguma asneira memorável, o que é bem mais fácil. Diga que seus adversários são pobres comedores de mortadela, ou que os pobres vivem às custas dos impostos pagos pelos ricos, ou que os nordestinos preguiçosos são sustentados pelos laboriosos sulistas, ou que é melhor lavar latrinas em Miami que viver no Brasil, ou queixe-se que os que lutaram contra a ditadura não foram todos assassinados, fale da vida sexual da presidente da república e pronto, você despertará um milhão de apoiadores tão imbecis como você, e ouvirá um milhão de ofensas e assim terá facilmente dois milhões de views, curtidas, cutucadas e compartilhamentos, garantindo o seu lugar ao sol na praia da infâmia e os cumprimentos do seu patrão.
 
x
 
Para não dizer que não falei de flores, tenho me divertido muito no facebook, reencontrei amigos, compartilhei muitas músicas, imagens, fotos, palestras, textos, comentários, notícias e links. Pretendo seguir por aqui. Como Anne Frank, apesar de tudo, ainda creio na bondade humana.

 

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20 Comentários
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  1. Odonir Oliveira

    11 de setembro de 2015 10:30 am

    Como já escrevi aqui, ali, acolá, sobre os textos de J. Furtado

    RARAMENTE, não considero o que escreve como algo que assinaria COMPLETAMENTE.

    Isso se refere a quaisquer textos, roteiros etc. etc.

    E porque não tenho Face, te abraço daqui mesmo, Jorge.

  2. Marco St.

    11 de setembro de 2015 10:40 am

    Jorge Furtadio é o cara!
    Mas

    Jorge Furtadio é o cara!

    Mas cá entre nós, facebook não é bom lugar para se frequentar.

    Muito menos discutir.

    Nesse aspecto o twitter é bem mais amistoso e vc consegue selecionar precisamente o que quer ver e ler.

    Mas o melhor mesmo, como o Furtado disse é ler um livro, ver um filme, namorar ou jogar Plantas X Zumbis.

    Melhor para a saúde!

     

    1. D_P

      11 de setembro de 2015 12:48 pm

      É isso mesmo.
      Perfeito.

      É isso mesmo.

      Perfeito.

    2. J. Alberto

      12 de setembro de 2015 12:37 am

      Pra quebrar o clima

      “Plantas versus Zumbis”, diga-se de passagem, é um jogo fantástico, recomendo a todos.

  3. Álvaro Noites

    11 de setembro de 2015 11:41 am

    O facebook hoje está

    O facebook hoje está insuportável.

    Na minha timeline é jorrado diariamente compartilhamentos de:

    – Revoltados Online

    – PSDB

    – Fernando Francischini

    – Adimiradores da Rota

    – Folha Política

    – Folha Centro Sul

    – Movimento Endireita Brasil

    – Implicante

    – Bolsonaro Zueiro 3.0

    – Orgulho de ser hétero

    – MCC

    – Olavo Carvalho

    – OCC

    – Avança Brazil (o z é revelador)

    – Quero me defender

    – Socialistas de i-Phone

    – VEJA

    – Colunistas que são verdadeiros analfabetos políticos: Rodrigo Constantino (devidamente “tratorizado” pelo Ciro), Felipe Moura Brasil (fã do Olavo Carvalho), Rachel Sheherazade (“leva pra casa então”), entre outros assemelhados.

    Os posts sempre são curtidos pelas mesmas figuras, geralmente semelhantes ao “postador”.

    Sempre tive no facebook como “principio” jamais excluir alguém (exceto em caso de ameaça ou agressão direta), afim de conviver com diferença de opniões.

    Entretanto, dado o quadro atual, este “princípio” está desmoronando, e já considero várias exclusões. Não desejo amizade com sórdidos, homofóbicos e criminosos em potencial.

  4. Maria Luisa

    11 de setembro de 2015 11:42 am

    Selva digital aqui e la

    Muito boa constação, Furtado. Mais ou menos a mesma coisa que vejo nos videos do youtube. Eu so vi o universo do facebook através de terceiros, os quais ainda me cobram de abrir uma pagina (e queriam abrir uma no meu nome à minha revelia. Eh demais), mas a verdade é que com a correria da semana, o pouco tempo que sobra para se ler algo, prefiro mesmo usa-lo com os bons e “velhos” blogs, assim consigo me informar bem melhor.

    Vou enviar seu artigo para os viciados do “face”, so que acho pouco provavel que maioria chegue até a metade do texto.

     

  5. Ricardo Cesar

    11 de setembro de 2015 11:54 am

    O que que é esse tal de

    O que que é esse tal de facebook? Algo pareceido com o Blog do Nassif?

    1. Jorge Luis

      11 de setembro de 2015 12:23 pm

      É como o blog do Nassif mas

      É como o blog do Nassif mas onde quase 100% dos comentaristas são Oneide ou Aliança Liberal.

    2. Ugo

      11 de setembro de 2015 4:06 pm

      bolsa troll

      Testa da cavolo.

  6. joao

    11 de setembro de 2015 11:59 am

    O meu mundo como ele eh!
    Muito louco viver. Definitivamente vou me afastar da convivencia humana na geral. Nao entendo e compreendo. Como posso na vida real aceitar este texto. Os jornais e revistas passaram tambem por estas fases.
    Cada um com sua loucura, opiniao, chato, ilogico, lucro, sensato, sensibilidade, emocao, ganancia, etc. Seja na rua de estranhos e na internete. Seja no nosso mundinho conhecido e dos conhecidos. Nosso mundinho familiar e parente. Nada eh estranho. Somos diversos.
    Acredito piamente que somos um universo.
    Construido e fazemos nossa casa, liberdade e sociedade que queremos. Nos somos o nosso proprio limites. Cada um tem seu espaco fisico que vai alem do corpo material e o espaco imaginario. O nosso pensamento, ideias e mente junto com nossa emocao e razao nos defini o ilimitado no nosso proprio infinito e dentro deste universo conhecido e desconhecido. A ciencia concreta e as possiveis.
    Como somos na vida “real” como somos na “virtual” eh a mesma.
    O que sou em familia, no meu mundinho social nesta cidade, neste lugar sou e seremos em qualquer lugar.
    O meu face, telefone, internete, whatsapp sao o que sou!
    E minha relacao e interactivo somos como somos.
    O meu amor eh o mesmo e a razao nao sei nao sao objetos.
    Nao separo minhas ferramentas, como um homem tribal, um artesanato, como extensao de meu corpo e mente. Assim vou construindo, fazendo e construindo. Como meus ancestrais fizeram na africa, na italia e em portugual e sei lah mais. Assim saimos das arvores para andar num mundo desconhecido.
    O mais nao vale!
    Qua! Qua! Qua!
    Que loucura!
    Desde 2005 somos 18 pessoas e nenhuma crianca neta ( fica no sapp).

  7. Jorge Luis

    11 de setembro de 2015 12:10 pm

    Outro dia me envolvi em uma

    Outro dia me envolvi em uma discussão que se enquadra bem nos exemplos apresentados. Eu sustentei que Lula não era burro. Simplesmente isso. Não me identifiquei como petista (ou petralha, como fui logo classificado), não entrei no mérito da qualidade dos governos dele, se foram bons ou ruins, não fiz comparações com o período FHC, nem mencionei os diversos títulos recebidos por Lula em todo o mundo.

    Eu simplesmente sustentei que alguém que vem de uma situação de penúria absoluta, com todas as adversidades possíveis, e chega até a presidência (duas vezes), não pode ser chamado de burro, afinal de contas, outras pessoas, que tiveram condições de vida muito melhores, que puderam estudar muito mais, não conseguiram.

    Não teve jeito. Lula, além de ladrão e corrupto, precisa obrigatoriamente ser burro. Ponto final.

  8. emerson57

    11 de setembro de 2015 12:39 pm

    mais um

    “como explico o fato da maioria da população estar reprovando o governo?”

    Mais um: qualquer debatedor tem a procuração e fala em nome da maioria ou da totalidade do povo brasileiro.

    Até aonde eu sei a MAIORIA real do povo brasileiro elegeu o governo que ai está. 

  9. Juliano Santos

    11 de setembro de 2015 2:09 pm

    Saúdo o fato do Jorge Furtado

    Saúdo o fato do Jorge Furtado frequentar o Facebook e principalmente com a intenção de debater com pessoas que pensam diferente. Eu não tenho paciência. Isso porque a maioria dos que pensam diferente simplesmente não pensam. Nesses exemplos que ele elencou os debatedores replicam clichês e para isso não é preciso pensar antes de teclar.

    Mas apesar disso, é um esforço louvável e mesmo necessário. Não adianta ignorar o Facebook, sua influência é grande no debate político. Se pessoas como o Jorge Furtado não participarem, o Faceburro será cada vez mais faceburro, tomado totalmente por analfabetos políticos. O efeito disso para o debate é devastador. Aguenta o tranco e vai nessa Jorge!

  10. Fr@ncisco

    11 de setembro de 2015 4:21 pm

    Mais ou Menos Jorge, Furtado Ao Feicibuqui

    A constatação do próprio não dá margem a dúvidas que o problema de Jorge Furtado no feicibuqui é termos menos Jorge, furtado ao mais do feicibuqui

  11. Marcelo Castro

    11 de setembro de 2015 6:02 pm

    o facebook tornou-se hegemônico e relevante

    Provavelmente nenhum outro serviço no planeta reúna a diversidade , variedade e complexidade do facebook. Temos desde informações atualizadas do CERN e da NASA , passando por quase todas fontes de noticias do planeta, até o pensamento de um amigo distante e esquecido. Dentro de um conceito de evolução e propagação da informação o facebook é hoje o principal instrumento conhecido. Não se pode perder de vista que se trata de um software programável, que bem ajustado e com os filtros corretos, pode ser uma fonte de informação inestimável.

    1. Eduardo Pereira

      12 de setembro de 2015 12:24 pm

      irreelevante
      Gente
      Então devo ser uma pessoa muito irrelevante !
      Não tenho feicebuque ( assim aportuguesado mesmo ) , e não sinto necessidade de participar .
      Sempre vivi sem , e não parece que vai modificar muito os meus dias , mas não condeno os que o utilizam construtivamente ( embora sejam realmente , e lamentavelmente , minoria ).
      O contato com os queridos e valorosos amigos próximos fisicamente , já me é uma riqueza . E a leitura em geral (inclusive na rede virtual) , uma dádiva.
      Ah , e antes de finalizar , um lembrete para reflexão : todos nós , no fundo , e nossas paisagens ( incluindo o feice ) , somos irrelevantes , tudo passa . É a Impermanencia , palavrinha magica , cara à filosofia oriental , e que tanto nos faz falta no nosso cotidiano cheio de fogueiras de vaidades e quetais .
      Um grande abraço a todos .

  12. Nilva de Souza

    11 de setembro de 2015 8:20 pm

    Concordo integralmente com o

    Concordo integralmente com o Jorge Furtado. Muitas vezes fica difícil mantermos o bom senso, com tanta estupidez nos comentários.

    Uso o face com perfil público para postar meu ponto de vista e suscitar debates. Não entro em bate-boca, não dissemino boatos, mantenho dois perfis e as páginas Mescla Notícias, basicamente sobre política, mídia e Direitos Humanos e a Trepadeiras Não Calarão, contra a misoginia, violência contra as Mulheres, questões de gênero em geral, racismo e o assédio midiático nas nossas meninas, através das propagandas.

    É normal pessoas tentarem me enquadrar porque só falo de política. Minha resposta é que o propósito dos menus perfis e páginas é discutir política e mídia. Se reclamam, digo que estão no lugar errado. Normalmente continuam, rs., mas param de me amolar.

    Há idiotas nos vários espectros políticos e isto às vezes complica, pois vêm com baixarias. Dou um toque e aviso que não admito baixarias no meu mural.  Em muitas ocasiões pediram desculpas.

    Enfim, procuro fazer e publicar o que eu acredito e as lutas em que me envolvo.

     

  13. Dorlei

    11 de setembro de 2015 10:52 pm

    Coxinha

    Disse tudo Seu Jorge. 

    Acrescento apenas que todos os que poderíamos dentro deste debate chamar de “coxinha”, que conheço, são ignorantes. Sem ofender. O sujeito pode ser muito inteligente, alguns “tem faculdade”, mas não adianta, é ignorante. Simplesmente são iletrados como já constatou o Olavo de Carvalho sobre seus fãs e seguidores. A maioria são mesmo boas pessoas. São apenas iletrados, ignorantes.

    E como a ignorância é irmã siamesa do preconceito não tem o que fazer

  14. Ze Guimarães

    12 de setembro de 2015 12:27 am

    Face é como casamento

    Facebook é que nem casamento, quem casou mal, fica com dor de cotovelo e dizendo que mulher ( ou homem) alguma presta.

    Quem adicionou amigos errados, e/ou entrou em salas de discussão de má qualidade diz que o face também não presta.

    Moral da história, aprenda a escolher com quem casa e aprenda a escolher quem adiciona que sua visão sobre casamentos e facebook mudam.

  15. Paulo Eduardo

    12 de setembro de 2015 4:30 am

    Jorge Furtado

    Na maioria dos que frequentam o facebook (e na maioria dos que não aceitam qualquer tipo de derrota) há um desconhecimento do papel importante na evolução humana que teve o “polegar opositor”…

    E a “Ilha das Flores” prospera.

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