Economistas destroem ‘mitos’ da ‘reforma’ da Previdência e lançam manifesto

PEC de Bolsonaro não garante sustentabilidade do sistema de aposentadorias nem contribui para a retomada do crescimento, segundo especialistas ouvidos pela Frente Parlamentar em Defesa da Previdência

Reforma Previdência Reforma é "contracionista" e vai reduzir o crescimento econômico, ao contrário do discurso oficial do governo (Reprodução/Frente em Defesa da Previdência)

da Rede Brasil Atual

Economistas destroem ‘mitos’ da ‘reforma’ da Previdência e lançam manifesto

São Paulo – A “reforma” da Previdência do presidente Jair Bolsonaro e do seu ministro da Economia, Paulo Guedes, foi classificada como “afronta aos brasileiros” e “uma falácia” que não vai contribuir para o crescimento econômico, como alardeiam economistas do governo e da imprensa tradicional. Representa ainda a “destruição do sistema de Seguridade Social”, que prejudica ainda mais os prejudicados de sempre: negros e negras, os que mais sofrem com o desemprego e a informalidade. A avaliação é dos participantes do Encontro de Economistas em Defesa da Previdência Social, realizado nesta terça-feira (14) em Brasília.

O evento foi uma iniciativa da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência. Antes do debate, foi lançado manifesto assinado por dezenas de economistas, encabeçado por Maria da Conceição Tavares, Luiz Carlos Bresser-Pereira e Luiz Gonzaga Belluzzo.

O coordenador da frente parlamentar, senador Paulo Paim (PT-RS), diz que os esforços são para mostrar que as mudanças propostas pelo governo sequer são necessárias, já que o déficit registrado nos últimos anos se deve à queda na arrecadação por conta da alta do desemprego. “Se fizerem o encontro de contas, não apenas nos últimos dois anos, não há déficit. Todos os economistas dizem que a Previdência está quebrada, falida, e que não vai dar certo nunca. Esse manifesto diz exatamente o contrário”, afirmou.

Para a professora de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Denise Gentil, a proposta, ao contrário do que diz o discurso oficial, “elegeu a injustiça como lema”. “Não existe possibilidade dessa reforma ser neutra, nem de promover um sacrifício igual para todos. O ajuste fiscal, no Brasil, é para pobres, é opressão fiscal. A classe média parece ainda não ter entendido completamente o que essa reforma vai fazer com suas vidas e uma parte insiste em apoiar. Os mais ricos permanecerão intocáveis pelo ajuste fiscal.”

Ela diz que os defensores da reforma usam o envelhecimento da população para causar terror e insegurança. “É verdade que estamos numa sociedade que está envelhecendo cada vez mais. Mas isso não significa que devemos cuidar agora do abreviamento da vida das pessoas para fazer o equilíbrio fiscal. Há outras alternativas, e os economistas sabem disso.” Ela propôs, por exemplo, um programa público de combate ao desemprego, que teria como consequência direta o aumento da arrecadação da Previdência.

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O professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Pedro Rossi atacou a “falácia” da “reforma” como pré-condição para a retomada do crescimento econômico, alardeada por dez entre dez “especialistas” na imprensa tradicional. Sem pluralidade no debate, falta alguém para dizer o óbvio: que a proposta de reforma é “contracionista”.

“Qualquer proposta de reforma que corta gastos, limita as transferências e aumenta impostos, é contracionista. Reduz, portanto, o crescimento econômico, no curto, médio e longo prazo. A reforma não vai gerar o crescimento esperado. Esse discurso é baseado em mitos, que são facilmente desmontados”, afirmou Rossi.

Um dos mitos, segundo ele, é que a reforma aumentaria a confiança do mercado. “O empresário não investe porque o governo cortou gastos. O empresário investe quando tem demanda. Isso significa que o governo não pode cortar gastos? É claro que não. Depende do momento. Num momento de crise, quando os empresários não investem e a população não consome, é quando o governo deve gastar. Se cortar gastos, reforça a crise. É o que estamos vivendo nesse ciclo vicioso da austeridade.”

O economista Eduardo Moreira, que já atuou no mercado financeiro, lembra que a lógica do governo com a reforma é fazer o “enxugamento da dívida pública”. O problema, segundo ele, é que o pagamento da dívida tem um “multiplicador” (quanto o capital investido acumula de retorno) abaixo de um – ou 0,71, segundo o padrão adotado pelos economistas. “O problema é que quando a gente enxuga, a gente para de crescer. Em nenhum lugar da Constituição diz que essa dívida financeira é mais importante que a dívida em saúde, moradia e educação que temos com cada cidadão brasileiro.”

Segundo a economista da consultoria Necton Camila de Caso, a reforma do governo Bolsonaro é racista, “porque prejudica principalmente trabalhadoras e trabalhadores negros que sofrem muito mais com o desemprego, precarização e informalidade no mercado de trabalho.” Com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad, do IBGE), ela citou que boa parte da  população negra vive na informalidade, e esse grupo responde por quase 60% dos desocupados do país, o que quer dizer que terão muito mais dificuldade de cumprir os critérios de tempo de contribuição definidos na dita “reforma”.

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Por fim, os economistas da Unicamp Eduardo Fagnani e Guilherme Mello também ressaltaram que as mudanças nas aposentadorias delineadas por Guedes são “mais uma peça” no processo de destruição do Estado Brasileiro e “o maior ataque contra o povo brasileiro em toda a nossa história”.

Confira a integra do debate da Frente em Defesa da Previdência

Manifesto dos Economistas em defesa da Previdência Social, contra a PEC/6

Nós, entidades e economistas de diversas formações teóricas e políticas e diferentes especialidades, viemos por meio desse manifesto defender a Previdência Social e seu regime de repartição, nos posicionar contrários à Proposta de Emenda Constitucional 6/2019 (PEC 6) e demandar dos meios de comunicação mais pluralidade no debate público/midiático sobre o tema em questão.

A Previdência Social e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) atendem a dezenas de milhões de brasileiros e tornam a pobreza na velhice um problema residual no Brasil. Seu financiamento combina contribuições de trabalhadores, empresas e do governo que estão sujeitas aos ciclos econômicos, às mudanças demográficas e às transformações no mercado de trabalho. Nesse sentido, é natural que a previdência passe por ajustes periódicos que adequem os benefícios, recomponham e repactuem novas fontes de financiamentos, corrijam inadequações, injustiças e privilégios.

No entanto, a atual PEC 6 não propõe reformar a previdência social de forma a preservar a sua natureza como um regime de repartição, tampouco garante a sua sustentabilidade fiscal. O regime de capitalização proposto no artigo 201-A da PEC 6, a ser especificado posteriormente por meio de uma Lei Complementar, aponta para a adoção de outro regime de previdência em substituição (e não complementariedade) ao atual regime solidário de repartição, o que pode resultar em um elevado custo social (como aponta a experiência internacional) além de um alto custo fiscal de transição. Para avaliação de uma proposta dessa natureza, consideramos absolutamente necessária a especificação do regime de capitalização e uma ampla avaliação de impacto em termos do seu custo social e fiscal. Nesse contexto, na ausência da especificação desse novo regime de previdência e da disponibilização dos dados acerca de eventuais estudos de impacto dessa medida, a capitalização se apresenta como um cheque em branco com altíssimo risco social e fiscal para a sociedade brasileira.

Também nos causa preocupação a “desconstitucionalização” de aspectos do nosso sistema de proteção social uma vez que a PEC 6 possibilita a alteração de regras da Seguridade Social e de seu orçamento sem a necessidade de aprovação de Emendas Constitucionais, mas por meio de leis complementares.

Além disso, é preciso reavaliar as mudanças de regras que prejudicam especialmente a população mais pobre como, por exemplo, a redução no valor do Benefício de Prestação Continuada, as alterações na aposentadoria rural e o aumento do tempo de contribuição mínimo para aposentadorias por idade, fato que irá prejudicar especialmente as mulheres, dado que estão sujeitas a uma maior rotatividade no mercado de trabalho e menor tempo de contribuição.

Por fim, consideramos que a mídia deve proporcionar uma cobertura imparcial sobre o tema da Reforma da Previdência e contemplar economistas com opiniões diferentes, o que não tem sido observado em alguns dos principais veículos de comunicação brasileiros. As questões presentes neste manifesto, assim como outras críticas possíveis ao atual projeto do governo, não têm sido devidamente contempladas no debate público promovido pelos principais meios de comunicação brasileiros, com importantes exceções, apesar de contarem com a concordância de um grande numero de economistas. O debate democrático acerca de um tema tão sensível para o futuro do país exige uma abertura maior ao dialogo e ao contraditório por parte das instituições que promovem o debate público no Brasil.

24 comentários

  1. Creio que deva ser enfatizado, a Reforma da Previdência não é neutra em absoluta para o crescimento, ele irá trazer consigo uma recessão brutal, pois retirará recursos da economia (imaginem R$1 trilhão a menos circulando no comércio e serviços). A verdade é que, como o Nassif e o André ja sinalizaram, o que vai salvar a economia é a injeção de recursos na economia (impressão mesmo de dinheiro), como foi no new deal, plano marshall, etc. Impressiona a burrice do cartilhismo dos cabeções de planilha.

  2. Sr. Presidente
    Capitão Jair Messias Bolsonaro:

    Se o snr permitir que, devido a reforma da previdência social os brasileiros mais pobres venham a pagar o pato e as contas desta reforma, sem que sejam vistas as conquistas já adquiridas e constitucionais pelo povo trabalhador, os que já atingiram 55 anos, os já aposentados, os pobres e dependentes do SUS, os que recebem até 3 salários mínimos piso nacional, se o snr não olhar de forma que nós brasileiros, mais pobres, tenhamos assegurados os nossos direitos sociais, trabalhistas, da saúde e educação, o snr certamente terá sido, ao final do mandato, e a história assim o julgará, como pior presidente deste país…. pior que Lula! O snr fará o país regredir e encolher em 4 anos, 60 anos, por que, do Collor prá os dias de hoje, aquele que tinha apenas 1 bala na agulha para matar 5 leões que destruíam a sociedade brasileira, com 1 bala ele travou o Brasil e o Brasil encolheu mais 40 anos. Estamos há 100 anos do Bloco Europeu! Não seja o nosso carrasco….não seja o nosso Hitler! Seja lembrado sim, como o capitão Estadista….O capitão dos pobres e tenha o seu nome engrandecido pelo que fez de bom para os pobres desta pobre rica nação.

  3. Não adianta o Presidente e os seus capangas quererem meter pela garganta a baixo dos trabalhadores que se não tiver a reforma o Brasil quebra. Porque só agora ele viu isto.
    Antes para pegar a vaga de presidente ficava falando que não era possível o trabalhador se aposentar após os 65 anos.
    Agora que pegou o cargo pode.
    Porque ele não investe no projeto que defendia e que agora não fala mais.
    O Grafeno e o Niobio que eram a riqueza que iria tirar o Brasil do buraco.
    Tá complicado em Bolsonaro. Porque não cria empregos que ai sim vai aumentar a arrecadação da previdência.
    Ficam repetindo tanto que a reforma vai salvar o Brasil. Estão tentando fazer uma lavagem cerebral na população.
    Isto é uma forma conhecida que de tanto ser repetida acaba convencendo aqueles que tem a mente fraca.
    Mas a mim não convencem.

  4. Não adianta o Presidente e os seus capangas quererem meter pela garganta a baixo dos trabalhadores que se não tiver a reforma o Brasil quebra. Porque só agora ele viu isto.
    Antes para pegar a vaga de presidente ficava falando que não era possível o trabalhador se aposentar após os 65 anos.
    Agora que pegou o cargo pode.
    Porque ele não investe no projeto que defendia e que agora não fala mais.
    O Grafeno e o Niobio que eram a riqueza que iria tirar o Brasil do buraco.
    Tá complicado em Bolsonaro. Porque não cria empregos que ai sim vai aumentar a arrecadação da previdência.
    Ficam repetindo tanto que a reforma vai salvar o Brasil. Estão tentando fazer uma lavagem cerebral na população.
    Isto é uma forma conhecida que de tanto ser repetida acaba convencendo aqueles que tem a mente fraca.
    Mas a mim não convencem.

  5. Quanta bobagem. O dia que vocês provarem que a população brasileira está ficando cada vez mais jovem (ao invés de cada vez mais velha, que é a realidade) eu irei acreditar nessa falsa narrativa da esquerda.

  6. Quanta bobagem. O dia que vocês provarem que a população brasileira está ficando cada vez mais jovem (ao invés de cada vez mais velha, que é a realidade) eu irei acreditar nessa falsa narrativa da esquerda.
    Sem a reforma da previdência o Brasil, que já está quebrado por todos os desvios, gastança desmesurada e corrupção promovida pelo PT, vai cair num buraco irrecuperável por pelo menos 30 anos.

  7. Enquanto a atual sociedade planetária assumir que rendimentos financeiros são (talvez o único) TABU, que estar submetida à uma ditadura onde a vida humana, a produção de bens e serviços , o bem estar mínimo, o meio ambiente, a natureza e a vida na Terra são menos importantes que juros, lucros e rendimentos derivados do próprio dinheiro acumulado por uma ínfima parcela da humanidade (em boa parte, pela “meritocracia” hereditária), não haverá SOLUÇÂO para um mundo onde toda riqueza e extravagância poderá até ser mantida possível, DESDE QUE a vida humana não esteja abaixo da vida decente, ainda que frugal.
    A mera redução dos juros que custam centenas de bilhões por ano à sociedade é medida muito mais EFICAZ e IMEDIATA para o tal “equilíbrio fiscal”, baseado inacreditavelmente em ANTES DE MAIS NADA, pagar o serviço financeiro de uma estranha e inquestionada dívida, assegurando primeiro que haja dinheiro para uma banca que representa poucas famílias , em detrimento de centenas de milhões de seres vivos que compõem a verdadeira e relevante sociedade.
    A “reforma” (qual?) que seria melhor denominada como “ajustes contínuos na previdência”, é sim necessária, mas não tão urgente e drástica, posto que nefasta e ineficaz no curto prazo.
    O que é diferente dos juros, cuja redução (não está se falando em eliminar) têm eficácia imediata e afetaria apenas lucros gigantes de poucos que podem ser parcialmente revertidos em favor de muitos.
    E de medidas de aquecimento da VERDADEIRA economia, do verdadeiro MERCADO, que é o da atividade econômica de compra e venda de mercadorias e serviços, e não de “mercado financeiro” improdutivo, como bolsa, dólar e quetais
    POR QUÊ SEQUER SE DISCUTE O VERDADEIRO ROMBO* DO ORÇAMENTO?
    (* aquele que o tosco e chucro ministro financeiro da banca quer aumentar ainda mais, em meros 250 bilhões numa só canetada)

  8. Quem são esses economistas? O Bolsonaro fala em reformar a previdência e a bovespa sobe e dólar caí. Ouvi hj de manhã no rádio justamente o contrário do Pedro Paulo Silveira

  9. No título: Economistas “destroem” mitos da Reforma da Previdência.
    No texto: Mais do mesmo que já foi refutado há muito tempo:
    – Mais pobres são os principais prejudicados(Mentira, os mais pobres da população já se aposentam somente por idade, não conseguem se aposentar por tempo de contribuição devido à instabilidade e formalidade dos empregos que conseguem, ou seja, isso afeta a parte mais rica da população brasileira, que consegue se aposentar por tempo de contribuição, em geral servidor público, onde os de alto escalão se aposentam com valores acima dos 5 mil previstos no teto do INSS, cujo a nova previdência quer colocar todos no mesmo patamar).
    – Vai ser tirado de circulação 1 trilhão da economia.(A velha falácia de quem defende que o Estado que gera emprego,que aquece a economia, que acredita que impressão de dinheiro é uma ação necessária pra fazer a economia crescer, quando na realidade só gera inflação e diminui o valor do dinheiro. O que faz crescer a economia é a liberdade das pessoas de empreender, de negociar seus produtos e serviços sem a intervenção e corporativismo do Estado, que amarra as pernas das pessoas com burocracia e depois diz: – Corre rápido pq os impostos vão te pegar. A solução real é, além da Previdência, termos a Reforma Tributária, que já está sendo pautada, pra que mudemos a tributação sobre bens de consumo(que realmente afeta os mais pobres, que proporcionalmente pagam o maior valor de impostos sobre o que recebem) para a renda e dividendos(onde quem ganha mais paga mais). Além de desburocratizar e dar mais liberdade para a iniciativa das pessoas que querem empreender e verdadeiramente gerar riqueza pro país, já que o Estado só gera burocracia, corporativismo e atraso pra economia, pois é ele, que com suas regras, diz quem pode empreender e quem não pode, de forma muitas vezes arbitrária inclusive, JBS,Odebrecht,OAS,entre outras, estão aí pra comprovar o que digo).
    – Não há déficit na previdência, isso é só pq diminuiram os empregos(Mentira, a quantidade de pessoas que trabalham agora pra pagar os que se aposentam reduziu drasticamente, as pessoas estão tendo menos filhos ao mesmo tempo em que morrem cada vez com mais idade, ou seja, menos gente pra pagar e mais gente recebendo por mais tempo do que o previsto. Pra explicar de outra forma, tu separou mil reais pra comprar comida no mês, que tem 30 dias, mas aí tu descobriu que o mês agora tem 40 dias, ou tu reduz o valor que vai gastar por dia,ou tu tem que tirar dinheiro de outras contas da casa(água,luz,educação, saúde)só que no caso da previdência os dias do mês aumentam cada vez mais e por consequência o governo precisa tirar mais dinheiro de outros setores pra bancar esse extra que não estava na conta inicial.
    Esses economistas devem ter interesse político, pq matematicamente eles sabem que estão errados e que não há outra solução para o Brasil que não seja reformar a previdência, até mesmo pq isso foi feito em todos os países do mundo cuja população aumentou seu tempo de vida e reduziu a quantidade de filhos, e quem não fez isso quebrou, como Portugal e Grécia.

  10. Paulo Guedes, só vejo vc falando em previdência privada, e se SUA previdência privada quebrar, quem vai se responsabilizar, vai voltar para o governo assumir o seu fiasco? Outra vc vive dizendo que vai faltar dinheiro para pagar a previdência e bolsa família, por que vc com seus tremores diante dos deputados não diz, vai faltar o dinheiro do pagamento de vcs mas as verbas parlamentares, vc é uma pessoa que poderia vir a público e falar por que está sendo colocado em dúvida sua honestidade com alguns planos privados. Vem para o Ceará dar uma voltinha aqui, com essa Mário este de presidente e sua trupe de filhos investigados. Coloca-se o Brasil nos trilhos, promova 100% do refino dos combustíveis no Brasil e deixem de demagogia. O Brasil estão de olho em vcs.

  11. Eu acho estranho que pessoas que querem que seu comentários seja levado a sério não se identifiquem. Em 2003, a Maria da Conceição Tavares (PT) criticava o Palocci (que queria fazer ajustes) e disse que o problema foi que o governo nao fez o ajuste fiscal. Agora que se pretende fazer, critica também?
    Bresser não foi aquele que promoveu a perda de rendimentos da população em 87, gerando hoje milhares de ações para recuperação da correção da poupança? Isso não é lesar o povo?
    Belluzzo afundou as finanças do Palmeiras. Nao que isso seja desabonador, mas para um economista, é sim!!
    Ou seja, da pra ver que tem somente gente puramente de esquerda. Acho que seria um manifesto mais justo e valido se tivessem economistas de centro e até de direita. Parece ser “reclamar simplesmente por reclamar”.
    Entendam que não esta ruim só pra quem está contra não. Está ruim para quem apoia o novo governo também. Vamos ter que fazer sacrifícios (em detrimento dos últimos 16 anos de improbidade e roubalheira) e remar juntos!
    Criticam a PEC como um todo, sendo que existem apenas alguns itens que necessitam atenção. Ou vão querer dizer que limitar o teto dos políticos ao teto do INSS não é justo com o povo?

  12. Primeiro tem que haver a reforma política! Onde deve cortar as mordomias , os salários absurdos, vantagens absurdas e o cartão corporativo dos políticos. Os políticos brasileiros vivem como milicianos fossem. Só pensam em tirar do povo vantagem para eles.

  13. Os economista do governo sempre dirá que e necessária a reforma dizendo que esta quebrada mais ate cego ewta vendo que devido os milhões de desempregado a previdência deica de arrecadar agora se ele fizer a tal reforma da na mesma o país nao tera como sustentar os ja aposentados devido aos homens e mulheres devido a idade porque no brasil com cinquenta anos vc nao entra no mercado de trabalho mais principalmente os pobres ai sera o fim do Brasil ao de o trabalhador morrerá sem ver a cor da aposentadoria

  14. Realmente nao e justo com um salário desse não deveriam se aposentar pelo Inss pois podem pagar uma previdência privada mas querem ganhar por todos os lados.

  15. Marco Polo,

    ‘’’’’’Pra explicar de outra forma, tu separou mil reais pra comprar comida no mês, que tem 30 dias, mas aí tu descobriu que o mês agora tem 40 dias, ou tu reduz o valor que vai gastar por dia,ou tu tem que tirar dinheiro de outras contas da casa(água,luz,educação, saúde)só que no caso da previdência os dias do mês aumentam cada vez mais e por consequência o governo precisa tirar mais dinheiro de outros setores pra bancar esse extra que não estava na conta inicial.’’’’’’

    Nossa! Muito ruim!

    “Explicação” típica de quem não entende nada do que está falando.

    “”Esses economistas devem ter interesse político, pq matematicamente eles sabem que estão errados”””

    Claro! Certo mesmo é vc, que com certeza não é formado em nada (e se for, é em área totalmente diversa desta a qual se mete a dar pitaco)

    “”””e que não há outra solução para o Brasil que não seja reformar a previdência””””

    kkkkkkk
    Nem preciso repetir o que já disse porque estaria sendo extensivo e redundante. Acredito que as refutações acima já foram suficientes pra provar não apenas que vc está errado, mas que em matéria de “previdência” vc é um dos maiores poetas de boca (e dedos) fechados.

    “até mesmo pq isso foi feito em todos os países do mundo cuja população aumentou seu tempo de vida”

    Errado! Os países desenvolvidos que promoveram suas reformas previdenciárias tiveram como maior medida apenas o aumento da idade mínima. Nenhuma destas reformas mundo afora incluía bizarrices como obrigar o sujeito a ter 40 anos de contribuição pra se aposentar com valor integral ou retirar direitos da classe trabalhadora como o PIS (pra quem ganha até 2 salários mínimos). Além do que, uma previdência de capitalização nem seria uma reforma: seria outra previdência. Ou seja, essa “reforma” quer apenas promover a substituição de um sistema por outro.

    “””e reduziu a quantidade de filhos, e quem não fez isso quebrou, como Portugal e Grécia”””

    A falência do sistema previdenciário destes dois países atende a outros fatores muito mais complexos do que essa afirmação rasa que vc fez. Neles, a diversidade da base de custeio de suas previdências era muito menor que no Brasil, e esse foi um dos principais fatores. As reformas que estes países promoveram foram muito mais a fundo na estrutura do sistema de que eles dispunham e de suas disparidades.

    Desculpe, mas vc vir aqui fazer pregação ideológica disfarçada (muito mal e porcamente) de “argumento de defesa” a esta reforma chega a ser até engraçado. Sugiro que estude mais a fundo não só o que vc pretende defender (e dá pra ver que vc sabe pouco desta reforma) como também se aprofundar mais naquilo que vc pretende criticar.

  16. Os “economistas” keynesianos afirmam que a solução não é cortar gastos do governo, e sim que a solução é o governo gastar mais porque aí sim os investimentos viriam.
    Se isso fosse verdade o Brasil seria o país do empreendedorismo porque os governos federal e estaduais gastaram tudo o que tinham e o que não tinham e hoje vemos empreendedores e investidores saindo do Brasil.
    Outra coisa. Onde estão as propostas reais para contrapor a do governo Bolsonaro?
    Falar é fácil “economistas”.

  17. Caros colegas economistas.
    Qual é a proposta para a previdência elaborada por vocês que se dizem economistas?
    A reforma da previdência deve ser estudada subidivida em cinco grandes grupos;
    1) setor público
    2) setor privado
    3) setor militar
    4) setor rural
    5) aposentados invalidez
    Cada um desses grupos tem suas particularidades.
    Vamos levar uma proposta factível.
    Nós economistas temos um grande espaço para essa discussão que é o Corecon – conselho regional de economia.
    Quanto ao desemprego, é uma outra discussão a ser tratado com seriedade.
    E é para isso, que o governo dispõe de instrumentos de política econômica.

  18. Marco Pollo,

    “que já está sendo pautada, pra que mudemos a tributação sobre bens de consumo(que realmente afeta os mais pobres, que proporcionalmente pagam o maior valor de impostos sobre o que recebem) para a renda e dividendos”

    Prove-me, por A + B, com números, que uma inversão tributária desta natureza proporcionaria maior benefício tanto pra população quanto para o Estado, e que o Estado passaria a arrecadar mais se tributasse o cidadão direto em sua fonte de renda, retirando os impostos sobre todos os bens de consumo.

    Plagiando Ciro Gomes: “dá bilhão”?

    “Além de desburocratizar e dar mais liberdade para a iniciativa das pessoas que querem empreender e verdadeiramente gerar riqueza pro país, já que o Estado só gera burocracia, corporativismo e atraso pra economia””

    Sou muito a favor de desburocratizar, mas, SEGUNDO VOCÊ, desburocratizar O QUÊ? Saia dessa superfície rasa de afirmações genéricas e aponte onde, em que setores desburocratizar e que benefícios – mediatos ou imediatos – a população teria?

    “””””– Não há déficit na previdência, isso é só pq diminuiram os empregos(Mentira, a quantidade de pessoas que trabalham agora pra pagar os que se aposentam reduziu drasticamente, as pessoas estão tendo menos filhos ao mesmo tempo em que morrem cada vez com mais idade, ou seja, menos gente pra pagar e mais gente recebendo por mais tempo do que o previsto””””.

    O que vc disse acima é uma meia verdade. Concordo com você na parte de que é mentira que não há déficit na previdência. De fato, há, sim, este deficit! Porém, os números são falsos porque este governo, de maneira ardilosa, apresenta dados da Seguridade Social (que é constituída do tripé: Previdência, Assistência Social e Saúde), tendo por base o orçamento da seguridade como se fosse o da previdência. Cada sistema tem seu orçamento próprio, e é sabido que a previdência social, tomada isoladamente, tem um deficit muito menor do que o apresentado pelos motivos explicitados acima.

    Um outro ponto. Você, por talvez (aliás, provavelmente) desconhecer o sistema de custeio da previdência, acredita leigamente que ela se dá apenas através da contribuição dos trabalhadores. Ledo engano! Quem mais contribui para o sistema de previdência social são as empresas – por meio da contribuição patronal (20% sobre a folha de pagamento), do COFINS (10% sobre o lucro) e 2% sobre o faturamento ou receita -, os concursos de prognóstico (jogos de azar), os jogos desportivos e shows em eventos (5% sobre a renda de bilheteria), os Estados, Municípios e a própria União. Além deles, o agronegócio também contribui com 2,6% de toda a sua produção, os empregadores domésticos e aquilo que chamam de “outras fontes” (multas, leilões, 50% do leilão de mercadorias apreendidas, etc.). Vale dizer, também, que as instituições financeiras contribuem com um percentual a mais para a previdência, 22,5% ao invés dos 20% que as empresas no geral contribuem.

    A arrecadação diminuiu, em maior parte, porque os empregos sumiram, e consequentemente a contribuição patronal sobre o número de funcionários, porque empresas faliram e já não há mais contribuição sobre o faturamento e o lucro delas, e principalmente porque o consumo diminuiu, se considerarmos a contribuição dos Estados, municípios e União, e que esse valor injetado pelos entes federados na previdência é oriundo dos impostos tributados sobre os mesmos bens de consumo que vc, irresponsavelmente, quer desonerar.

  19. ‘’’’’’– Mais pobres são os principais prejudicados(Mentira, os mais pobres da população já se aposentam somente por idade, não conseguem se aposentar por tempo de contribuição devido à instabilidade e formalidade dos empregos que conseguem, ou seja, isso afeta a parte mais rica da população brasileira, que consegue se aposentar por tempo de contribuição, em geral servidor público, onde os de alto escalão se aposentam com valores acima dos 5 mil previstos no teto do INSS, cujo a nova previdência quer colocar todos no mesmo patamar).’’’’’
    ————————————-

    Isso não é verdade. Você dizer que “os mais pobres da população se aposentam ***SOMENTE*** (termo por vc usado) por idade é uma afirmação falsa. Segundo dados do INSS, quem se aposenta por tempo de contribuição recebe, em média, R$ 2.000,00. Ou seja, é pobre.

    Ainda, segundo dados de 2016, os aposentados por tempo de contribuição somam um total aproximado de 6 milhões de pessoas, enquanto que os aposentados por idade giram em torno de 10 milhões. Quer dizer, aqui estamos falando de um número muito expressivo (6 milhões, ao contrário da sua afirmação mentirosa de que “os mais pobre se aposentam somente por idade”).

    Além do que, o número de pedidos de aposentadoria por tempo de contribuição, no ano passado, aumentou em 5,5% em relação ao ano anterior (2017).
    (fonte: https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2018/01/30/internas_economia,934480/reformada-previdencia-dispara-aposentadoria-por-tempo-de-contribuicao.shtml)

    Quanto à questão “da parte mais rica do Brasil”, onde você a diagnostica como sendo os servidores públicos que ganham acima de 5 mil, eu discordo.

    No Brasil, apenas 130 mil pessoas (ou seja, 0,07% da população) podem se dizer ricas segundo o padrão internacional. Mas as principais entidades brasileiras que lidam com o assunto usam uma classificação diferente. É o caso do Critério de Classificação Econômica Brasil, criado pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep), para pertencer ao que eles classificaram de classe A, o sujeito deve receber algo em torno de R$ 9.733,00, o que convenhamos não é nenhuma fortuna e nem valor suficiente para dizer que alguém é rico. Mas, a despeito disso, é sabido que a ampla maioria esmagadora dos servidores públicos que ganham valor acima de R$ 5.000,00 (servidores de baixo pra médio escalão – algo em torno de 90% dos servidores brasileiros (municipais e estaduais) ganham entre 5.200,00 a 7.800,00 reais. Ou seja, abaixo do valor estabelecido como critério para se pertencer a tal classe A1.

    Ainda, sabe-se que há um consenso entre consultores financeiros de que, para ser rico, uma pessoa precisa ter um patrimônio igual ou maior que US$ 1 milhão em investimentos financeiros (excluindo patrimônio imóvel) e uma renda familiar em torno de 700 mil por ano (58.300,00 por mês).
    (Fonte: https://super.abril.com.br/historia/quanto-e-preciso-ganhar-para-ser-considerado-rico/)

    Dito isso, concluo sobre o quão risível é você afirmar que a população mais rica do país pode ser definida meramente por trabalhadores da iniciativa pública que ganham acima de 5 mil. Essa afirmação não se sustenta por nenhum critério ou parâmetro definido por qualquer associação de pesquisa, seja nacional seja internacional.

    “”””– Vai ser tirado de circulação 1 trilhão da economia.(A velha falácia de quem defende que o Estado que gera emprego,que aquece a economia, que acredita que impressão de dinheiro é uma ação necessária pra fazer a economia crescer, quando na realidade só gera inflação e diminui o valor do dinheiro””””.

    Não há nenhuma falácia nisso. Aliás…há! E é a sua própria afirmação. Se você alega que vai “economizar” 1 trilhão, e depois aponta a fonte dessa economia (o bolso do trabalhador assalariado e do aposentado pobre), é lógico que se trata de 1 trilhão retirado não apenas da economia, mas da poupança do trabalhador. Outra coisa, eu não vejo ninguém, nenhuma pessoa que critica essa reforma defender “mais impressão de dinheiro”. As pessoas estão criticando a reforma por si mesma, sem entrar em absolutamente nenhum outro mérito tal como esse que vc citou. Aliás, diria que vc citou isso apenas pra tornar mais fácil sua “refutação” (com todas as aspas) de modo que ela se contruísse sobre algo totalmente fictício, criado por você mesmo e que nunca, jamais saiu da boca de quem quer que seja. Não preciso nem dizer que isso é um ato de desonestidade pura e simples que, aliás, virou rotina entre vcs, defensores desta reforma.

    “””“O que faz crescer a economia é a liberdade das pessoas de empreender, de negociar seus produtos e serviços sem a intervenção e corporativismo do Estado””””

    Essa é a velha falácia de quem foi doutrinado por uma esquizofrenia ideológica conhecida por “liberalismo econômico” (termo pomposo para disfarçar a maltrapina do neoliberalismo) travestida de teoria econômica, apregoada por um doente conhecido por Misses e difundida por seus robôs asseclas.

    O que faz uma economia crescer são políticas públicas de investimento em educação, em infraestrutura, em modelos de desenvolvimento sustentáveis. É o exemplo da China, que investiu pesado na malha ferrovia; o exemplo da Coreia do Sul que investiu em educação; o exemplo do próprio Brasil que, na era Vargas, investiu pesado na industria nacional modernizando o país e gerando milhares de empregos.

    “”“A solução real é, além da Previdência, termos a Reforma Tributária””

    E você acha que uma reforma tributária vai trazer o quê? Menos oneração para as empresas e cidadãos? É claro que não! Só um ingênuo doutrinado pra pensar desta forma. Uma reforma tributária, no Brasil, irá, no máximo, promover uma otimização dos impostos tornando as siglas mais enxutas, menores, ou otimizadas em uma única sigla (um único imposto), mas que no final das contas, em questão de oneração (em termos percentuais) irá onerar a mesma coisa (ou até mais).

    Os ingênuos (como vc) que acreditam que uma “reforma tributária” resolveria o problema do país tendem a associá-la a uma fictícia desoneração do bolso do contribuinte, o que convenhamos é um devaneio, principalmente se levarmos em consideração que vivemos uma recessão econômica.

    “que já está sendo pautada, pra que mudemos a tributação sobre bens de consumo(que realmente afeta os mais pobres, que proporcionalmente pagam o maior valor de impostos sobre o que recebem) para a renda e dividendos”

    Prove-me, por A + B, com números, que uma inversão tributária desta natureza proporcionaria maior benefício tanto pra população quanto para o Estado, e que o Estado passaria a arrecadar mais se tributasse o cidadão direto em sua fonte de renda, retirando os impostos sobre todos os bens de consumo.

    Plagiando Ciro Gomes: “dá bilhão”?

    “Além de desburocratizar e dar mais liberdade para a iniciativa das pessoas que querem empreender e verdadeiramente gerar riqueza pro país, já que o Estado só gera burocracia, corporativismo e atraso pra economia””

    Sou muito a favor de desburocratizar, mas, SEGUNDO VOCÊ, desburocratizar O QUÊ? Saia dessa superfície rasa de afirmações genéricas e aponte onde, em que setores desburocratizar e que benefícios – mediatos ou imediatos – a população teria?

    “””””– Não há déficit na previdência, isso é só pq diminuiram os empregos(Mentira, a quantidade de pessoas que trabalham agora pra pagar os que se aposentam reduziu drasticamente, as pessoas estão tendo menos filhos ao mesmo tempo em que morrem cada vez com mais idade, ou seja, menos gente pra pagar e mais gente recebendo por mais tempo do que o previsto””””.

    O que vc disse acima é uma meia verdade. Concordo com você na parte de que é mentira que não há déficit na previdência. De fato, há, sim, este deficit! Porém, os números são falsos porque este governo, de maneira ardilosa, apresenta dados da Seguridade Social (que é constituída do tripé: Previdência, Assistência Social e Saúde), tendo por base o orçamento da seguridade como se fosse o da previdência. Cada sistema tem seu orçamento próprio, e é sabido que a previdência social, tomada isoladamente, tem um deficit muito menor do que o apresentado pelos motivos explicitados acima.

    Um outro ponto. Você, por talvez (aliás, provavelmente) desconhecer o sistema de custeio da previdência, acredita leigamente que ela se dá apenas através da contribuição dos trabalhadores. Ledo engano! Quem mais contribui para o sistema de previdência social são as empresas – por meio da contribuição patronal (20% sobre a folha de pagamento), do COFINS (10% sobre o lucro) e 2% sobre o faturamento ou receita -, os concursos de prognóstico (jogos de azar), os jogos desportivos e shows em eventos (5% sobre a renda de bilheteria), os Estados, Municípios e a própria União. Além deles, o agronegócio também contribui com 2,6% de toda a sua produção, os empregadores domésticos e aquilo que chamam de “outras fontes” (multas, leilões, 50% do leilão de mercadorias apreendidas, etc.). Vale dizer, também, que as instituições financeiras contribuem com um percentual a mais para a previdência, 22,5% ao invés dos 20% que as empresas no geral contribuem.

    A arrecadação diminuiu, em maior parte, porque os empregos sumiram, e consequentemente a contribuição patronal sobre o número de funcionários, porque empresas faliram e já não há mais contribuição sobre o faturamento e o lucro delas, e principalmente porque o consumo diminuiu, se considerarmos a contribuição dos Estados, municípios e União, e que esse valor injetado pelos entes federados na previdência é oriundo dos impostos tributados sobre os mesmos bens de consumo que vc, irresponsavelmente, quer desonerar.

  20. Parabéns aos economistas pela iniciativa em prol da conscientização coletiva. Concordo que demonstrar os inexoráveis efeitos contracionistas da famigerada deforma da previdência é essencial para obstar a marcha da insensatez. Todavia, vale lembrar que, além de adotar políticas anticíclicas, com vistas à ampliação da demanda agregada, é preciso também recompor as fontes de receitas da previdência, a começar com a extinção das medidas de desvinculação de receitas da união, bem como com o enxugamento das renúncias fiscais, com o efetivo combate à sonegação milionária e com a cobrança eficaz das dívidas previdenciárias de grandes empresas recalcitrantes.

  21. Mas porque, mesmo os defensores da Previdência, insistem em isolá-la da Seguridade Social, que abrange ainda, a Saúde e a Assistência Social, como estipulado pela Constituição de 1988 em seu Art.: 194? Os recursos estabelecidos pela Carta Magma para a Seguridade, como por exemplo, o Cofins – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – são mais do que o necessário, em seu somatório, para o custeio, inclusive da Previdência, que ainda dispõe das contribuições patronal e dos trabalhadores. Ainda, que na realidade houvesse o déficit, por questões óbvias, principalmente humanitárias, não se justificaria, a meu ver, esse achaque, o qual já se iniciou em 2003 no governo Lula. Justiça? Seria qualquer governo que houve, há e haverá, realizar de forma abrangente, senhores e senhoras economistas, a auditoria da dívida pública, desde o nível municipal, até o federal. Creio, que uma vez resolvida essa impostura, haja sobra de recursos para o que realmente é importante e necessário, posto que a maior parte (40, 45%) do orçamento da União, ser direcionado para o sistema da dívida, deveria ser um fator prioritário para qualquer governo sério tomar as devidas providências. Com todo respeito, o mais é só cortina de fumaça feita de retóricas sem fim, que mantém “blindados” os malfeitores de sempre, os bancos. Para essas instituições, nunca há crise. Já que se propala tanto, até mesmo se brada a necessidade de reformas, que tal uma reforma monetária, senhoras e senhores?

  22. + comentários

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