5 de junho de 2026

As pesquisas para uma célula fotovoltaica orgânica em BH

Sugerido por Renato Silva

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Do Uai

 
Empresa desenvolve em BH tecnologia de ponta para produção de filme orgânico fino, que promete colocar o Brasil na vanguarda da produção de eletricidade sustentável
 
Imagine gerar energia elétrica em sua casa usando uma película plástica, fina e transparente. O produto, que mais parece saído de filmes de ficção, promete colocar o Brasil na vanguarda da geração de eletricidade por meio da energia solar. Trata-se da tecnologia fotovoltaica orgânica (OPV), sigla em inglês, que deve, já em 2015, tornar-se realidade no país, que, por outro lado, ainda tem 1 milhão de casas sem energia elétrica. A pesquisa começou a ser desenvolvida em 2007 pela empresa CSEM Brasil, instalada no parque tecnológico do Senai-Cetec, no bairro Cidade Nova, em Belo Horizonte.
 
Em breve, a tecnologia poderá ser vista em janelas de residências, revestimentos de prédios, automóveis, vestuário e celulares. Segundo o presidente da CSEM no Brasil, Tiago Maranhão Alves, a tecnologia vai mudar a mentalidade e o estigma do Brasil. “Somos pioneiros em um projeto que pode mudar o futuro de nossos filhos”, diz o engenheiro pernambucano, que está há cinco anos na capital mineira e não esconde a satisfação com os resultados. “A tecnologia fotovoltaica orgânica de filmes finos coloca o Brasil em outro patamar.” 

Tiago Maranhão e a célula fotovoltaica orgânica: 'O produto vai gerar nova cadeia de valor para o país' (Samuel Gê)
Tiago Maranhão e a célula fotovoltaica orgânica: “O produto vai gerar nova cadeia de valor para o país”
 
Os investimentos no projeto, entre 2008 e 2012, chegam a R$ 50 milhões, com recursos do FIR Capital, Fapemig, BNDES e da própria CSEM, filial do Centre Suice d’Electronique et Microtechnique. Parte desse investimento está sendo gasto na construção e na adaptação das máquinas, que ainda não são fabricadas em larga escala. A previsão é de que, até 2023, OPV tenha mercado 50% maior que outras tecnologias e movimente cifras da ordem de R$ 20 bilhões no mundo (R$ 1 bilhão até 2019).
 
A impressão da película, que lembra um pouco a de uma off-set rotativa, é feita em rolos, o que torna mais fáceis seu transporte e armazenamento. Para levar a cabo o projeto, a empresa buscou parceria com universidades na Inglaterra e na Alemanha, além de diversas instituições brasileiras, como as universidades federais de Minas Gerais (UFMG), de Ouro Preto (Ufop), de São Carlos (UFSCar), Universidade de São Paulo (USP). Ao todo, trabalham no projeto 21 pesquisadores de 11 nacionalidades. Além da tecnologia fotovoltaica, o centro de pesquisa desenvolve a impressão de circuitos cerâmicos para os setores aeroespacial, mineração, óleo e gás.
  
Para o engenheiro eletricista Alexandre Henriger, especialista e responsável pela instalação da energia solar no estádio do Mineirão, a produção terá alto impacto na economia de Minas Gerais. “Hoje, o preço ainda é muito alto, como em qualquer tecnologia, mas futuramente será possível ganhar em escala de produção”, explica Henriger. 
 
Já o diretor de ciência, tecnologia e inovação da Fapemig, Evaldo Ferreira Vilela, destaca a importância do projeto, mas faz um alerta quanto ao escoamento da produção, gargalo do Brasil. Isso pode tornar a indústria menos competitiva. “Falta velocidade nos processos. O Grupo CSEM quer buscar um modelo eficiente de produção e distribuição. Eles sabem que não basta produzir, precisa haver velocidade na entrega”, completa Evaldo.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

7 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Jorge Luis

    16 de maio de 2014 1:12 pm

    Se o negócio é transparente,

    Se o negócio é transparente, não perde-se a maior parte da energia luminosa?

    A eficiência das células fotoelétricas normais já é muito baixa. Transparente, então, deve ser menor ainda.

  2. DUDE

    16 de maio de 2014 1:20 pm

    UAI, e as outras 15 milhões atendidas por Luz para todos?

    Adorei a notícia de que aqui, no Brasil, estamos chegando a uma tecnologia inovadora e que poderemos fazer parte do futuro do mundo. Palmas para os pesquisadores brasileiros. É uma notícia excelente.

    Mas no meio da noticia, mesmo com alusão a financiamento do BNDES – não financia apenas estádios de futebol –  eis que vem,  o ecoar da repetição da manchete do PIG, que não posso deixar passar em branco e que não gostei, é claro::

    “que deve, já em 2015, tornar-se realidade no país, que, por outro lado, ainda tem 1 milhão de casas sem energia elétrica”

    E é isto que a imprensa gosta de noticiar. Outro dia, foi uma manchete: O Brasil tem 1 milhão de casas sem energia elétrica”

    E a repetição continua, sutilmente, deixando de lado o fato de que nesta décáda de Lula/Dilma, foram atendidos mais de 15 milhões de casas pelo programa Luz para todos!

    Infelizmente, a imprensa de nosso País tem a fórmula Ricúpero às avessas: o que é bom a gente esconde e o que é ruim a gente mostra.

    E parece que não aprendemos, repetindo essa ladainha do PIG destruidor da nação!

    Eu não poderia deixar passar “in albis”, o que, por sinal, em um discurso, o ex-presidente Lula já havia se expressado, mostrando que o PIG só se refere ao que ainda não foi feito, deixando de lado o que fizeram, como v. gratia, 16 universidades federais, quando o FHC não fez nenhuma. Zero mesmo.

    .

     

    1. Chico Pedro

      16 de maio de 2014 4:47 pm

      Acho um um puta de um

      Acho um um puta de um exagero, sinceramente…

      E mais fácil o leitor do texto considerar este um problema do Estado de Minas Gerais que do Governo Federal.

      Um motivo é saberem que a Cemig é responsável pelo fornecimento de energia elétrica.

       

  3. Free Walker

    16 de maio de 2014 1:22 pm

    Falando em Uai! faz tempo que

    Falando em Uai! faz tempo que procuro na Internet mais informações sobre uma senhorinha mineira, precursora e respeitadíssima no exterior na pesquisa de nanotubos…. vi isso num Globonews, Globo Ciência ou num desses tipos programas, mas morreu por aí. Se alguém tiver mais informações……

     

  4. Athos

    16 de maio de 2014 1:32 pm

    Meu amigo, publique numa
    Meu amigo, publique numa revista científica e não num site de fofocas mineiras.

    Até lá…

    Nem uma palavra sobre preço?
    Se painéis normais já são uma besta, imagine o orgânico. Lol

    Mas isso é pesquisa não é?
    Coisa para daqui há 20 anos.
    Porque Porque estamos falando disso agora?

    Termine a pesquisa, PUBLIQUE, e depois eu vou bater palmas.
    Mas publique antes!!!

  5. DUDE

    16 de maio de 2014 1:49 pm

    CONFIRMANDO O DISCURSO DE LULA

    Está aqui, um ótimo texto do Viomundo:

    http://www.viomundo.com.br/denuncias/lula-analisa-as-manchetes-dos-jornaloes-1-milhao-de-brasileiros-ainda-vivem-sem-luz.html

    Agora, já está na hora da gente começar a bater de frente. Mostrar as coisas como são e não engolir sapos, como esta o UAI!

    UAÍ, e os outros quinze milhões que conseguiram chegar no LUZ PARA TODOS!

    O que é bom a gente esconde, o que é ruim a gente mostra, PIG brasileiro, nova versão de Ricúpero.

  6. Danilo Resende

    25 de março de 2015 3:02 pm

    Fico triste com materias como

    Fico triste com materias como esta , pagas em jornais e revistas .

    Dinheiro BNDES aplicado e pouco resultado .

    A fabrica deve funcionar em junho de 2014 , segundo site , já estamos em março de 2015 , quantos kilos já produziram ?

    Duvido que os pesquisadores envolvidos apoiam uma materia como esta .

    Qual eficiencia , qual custo beneficio , qual vida util , etc …

    Se fosse tão facil  comprar um linha de produção no mercado e sair fabricando , porque outros paises já não estariam fazendo ?

    Publiquem em uma revista cientifica seria se esperam um pouquinho de credibilidade .

     

Recomendados para você

Recomendados