5 de junho de 2026

Brasil não aproveita potencial de gás em terra

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Jornal GGN – A Confederação Nacional da Indústria (CNI) acredita no potencial do Brasil para produzir gás em terra. Estimativas da Agência Internacional de Energia (AIE) prevêem um crescimento exponencial na capacidade de produção nacional, que deve passar dos atuais 3 bilhões de metros cúbicos por ano para 20 bilhões até 2035.

“Mas o país só alcançará essa produção se adotar medidas que fortaleçam a exploração do combustível”, afirmou em nota a CNI. O alerta também está no estudo da entidade, intitulado “Gás natural em terra: uma agenda para o desenvolvimento e modernização do setor”.

De acordo com o trabalho, depois de 17 anos de abertura do setor de petróleo e de 12 rodadas de licitação, o esforço exploratório em terra no Brasil não conseguiu reverter a situação de escassez de gás natural. “Os investimentos em exploração são muito modestos se comparados com os países vizinhos e estão em uma trajetória de redução”, diz o documento.

A CNI observou que cerca de 50%  do gás natural consumido no Brasil é importado da Bolívia. “Só em 2013, as despesas com importação do combustível alcançaram cerca de US$ 7 bilhões. Apesar do grande potencial, só 27% da produção nacional de gás natural vêm da exploração em terra. A maior parte da produção brasileira de gás natural está associada à do petróleo em águas profundas. Mas os elevados custos de escoamento e de descontaminação do gás nos campos offshore fazem com que o esforço exploratório se concentre no petróleo”.

Por isso, entre os grandes produtores de petróleo, o Brasil é um dos que menos produz gás natural. Estados Unidos e Austrália, por exemplo, produzem mais gás natural do que petróleo. No Brasil, a produção de gás representa apenas 20%. “Na Argentina, a produção de gás representa 70% da de petróleo, e, na Colômbia, quase 40%. Nos Estados Unidos, alcança 160%”.

A CNI vê uma oportunidade clara no fortalecimento da produção nacional. Mas não ignora os obstáculos. “Na avaliação da CNI, a exploração de gás natural em terra está estagnada por falta de uma legislação adequada. Exemplo disso é o processo de concessão de blocos exploratórios em terra, que não permite atrair grande número de operadores. Há apenas 22 operadores em terra no Brasil”.

“O setor convive ainda com uma regulamentação técnica e ambiental complexa e burocrática, uma política de conteúdo local incompatível com o baixo nível de desenvolvimento da cadeia de fornecedores e incentivos ficais e a estrutura tributária que desestimulam a produção do gás em terra”, critica a Confederação.

A entidade propõe, portanto, algumas ações para atacar o problema:

– Organização de processos de licitação de blocos exploratórios com regularidade e previsibilidade, que considere as diferenças entre bacias maduras e bacias de fronteira geológica.

– Simplificação e padronização das informações exigidas nas diversas fases do processo de licenciamento técnico e ambiental.

– Criação de um programa de capacitação de órgãos ambientais estaduais sobre a exploração de recursos não convencionais.

– Simplificação dos processos de importação de máquinas e equipamentos para exploração em terra a partir da criação de portos secos perto das áreas de produção do gás em terra.

– Criação de uma política tributária e um programa de estímulos adequados aos custos e à rentabilidade da cadeia produtiva do gás natural em terra, com redução de royalties, desoneração dos investimentos e incentivos ao gás natural vendido às termelétricas.

– Promoção do livre acesso à infraestrutura de transporte do gás natural.

– Organização de leilões de compra de gás pelas distribuidoras termelétricas.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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7 Comentários
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  1. Athos

    14 de maio de 2015 3:58 pm

    Isso é obvio! Poderia ser diferente?

    Não vou nem ler porque o assunto é chover no molhado.

    Inúmeras vezes aqui eu disse, aqui neste blog, que o Brasil precisa cindir a Petrobrás e criar uma empresa de gás. Pode ser 100% da Petrobrás ou o que for mas o foco TEM que ser o gás.

     

    Porque se alguém da Petrobrás decidir colocar UM CENTAVO em gás, deve ser demitido NA HORA a bem do serviço público. Porque petróleo, óleo, da mais retorno. Isso é claro como o dia!

    Mas, aqui esta idéia parece coisa de outro mundo. Falou em cindir Petrobrás pegam logo um revolver e disparam. Analfabeitsmo funcional é uma merda!

    PAssei s olhos pelo artigo…

    A notícia é lobby para ver se a Petrobrás, pelo menos AGORA, admite que não vai fazer poha nenhuma com os poços.

    O assunto é simples. Caga ou sai da moita!

     

    A Petrobrás tem inúmeros ativos que não serão utilizados porque dão menos retorno que investir no Pre-Sal.

    O Mercado, que tem gente mais qualificada em business que a Petrobrás, já sabe disso desde que a legislação de petróleo foi votada.

    Mas os engenheiros da Petrobras, os concursados, os lerdos, só AGORA se dão conta disso! Neste tempo todo tem um prédio da Petrobras cheio de gente da diretoria de gás que não faz UM NEGÓCIO há mais de 5 anos. Milhares de funcionários para nada!

    Quando digo um prédio, eu quero dizer isso mesmo. Um prédio de mais de 20 andares inteiro cheio de gente para nada. Todo mundo já sabia que não sairia NADA dali.

     

    Teve vir um furacão para a ficha cair!

    1. Athos

      14 de maio de 2015 5:46 pm

      Exemplo de negócios

      Exemplo de negócios propostos.

       

      Petrobrás tem uma CONCESSÃO de um poço de gás pela ANP. Eu disse uma concessão.

      A concessão diz que TEM PRAZO para explorar porque se não, volta para a ANP.

       

      Os poços da Petrobrás, muitos deles, estão para serem devolvidos.

      O que propõe-se a Petrobras é o seguinte:

      Chega lá o lobista e diz, “sabemos que vcs não vão desenvolver este poço porque não é a prioridade da Petrobrás”. PONTO

      Então, que tal vc entrar de sócia, com a concessão(com um papel) numa empresa em que vc não vai colocar UM PUTO e nós fazemos o negócio, nós exploramos o poço.

      Para um poço que será devolvido para a ANP de qualquer maneira…. qual o preju da Petrobrás. Isso é lucro!

       

      Os engenheiros da Petrobras, não chegam nem a este ponto de raciocínio porque não acreditavam na primeira frase em negrito.

      Os famosos engenheiros da Petrobrás só agora se dão conta que a prioridade da empresa é óleo, e é o Pre-Sal.

      Fica a pergunta, são lerdos ou não são? Diz aí!

       

      Engenheiros da petrobrás são bons em tecnologia,são os melhores.

      Mas em business… Pegar um papel, uma idéia, e realizar algo…não conseguem, nem quando a idéia bate em sua cara! Não conseguem pensar out of the box. Enfim, o perfil normal de concursados.

      O prédio vai continuar cheinho de gente porque há gás neste país. MAs quantos negócios vcs acham que a Petrobrás vai fazer?

  2. serralheiro 70

    14 de maio de 2015 5:12 pm

    comentário falacioso

    Petrobras não investe um centávo na produçáo de gás natural, Investe muitos milhões de dólares para  suprir o Brasil e apesar de não ser monoplista desta produção continua sendo  único investidor de recusos consideráveis nesta industria ,Não existe nenhum óbice da empresa para produção de campos terreste,. alguns em produção a décadas e é de se considerar ainda que produzir gás natural não depende só de descobrir e desenvolver campos produtores de gás. I nvestimentos usualmente muito mais pesados cabem a rede de distribuição e implantação de mecado consumidor, que não são competência exclusiva da estatal 

    1. Athos

      14 de maio de 2015 5:46 pm

      Tudo o que vc disse é verdade

      Tudo o que vc disse é verdade mas tem um problema no seu argumento.

      A Petrobrás também investe ZERO em gás! 

      O gás que existe neste país são investimentos da Petrobrás que DERAM ERRADO! Não deu óleo, deu gás. Entendeu o problema?

       

      Uma vez descoberto, a Petrobrás jamais investirá em gás…porque não é do SEU interesse. Os investimentos que existem são ridículos.

       

      Abraço

       

       

  3. vera lucia venturini

    14 de maio de 2015 8:41 pm

    A CNI está propondo a

    A CNI está propondo a exploração do gás a partir do “fracking”? Se for, é uma tragédia ambiental sem tamanho. E a indústria vai ter gás mas a população vai ficar sem água porque o “francking” contamina rios subterrâneos e os lençois freáticos.

    Legislação pesada nessa gente.

    1. Athos

      15 de maio de 2015 1:49 pm

      Não vai ter licença
      Não vai ter licença ambiental, pode ficar tranquila.

      Mas farão testes pontuais. Há locais sem água neste país.
      Vamos ver se acham um destes locais sem água e com esse gás.

  4. robson fonseca

    19 de maio de 2015 8:42 am

    terra do gás
    a nova fronteira do gás no brasil concentra-se na bacia do rio são francisco, em minas gerais. mais especificamente na região de brasilandia de minas. potencial imenso, mas alto risco ambiental. lembrando que a ferrovia transoceanica passará pela região, o q permitirá o alojamento de empresas na região para produção local com energia barata e facilidade para exportações

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