5 de junho de 2026

Cientistas já consideram ressurreição de animais extintos como potencial de conservação

Jornal GGN – Um estudo publicado recentemente na revista Trends in Ecology and Evolution mostra que cientistas de todo o mundo tem discutido a apresentado alternativas para evitar problemas sociais e ambientais no futuro, o que inclui ameaças a médio e longo prazo para a biodiversidade mundial. Uma das alternativas apresentadas é a “ressurreição” de espécies já extintas, como o mamute, o pombo passageiro ou o tilacino (um marsupial carnívoro).

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Os cientistas William Sutherland e Mark Spalding estão entre os 18 pesquisadores de todo o mundo que participaram do estudo cooperado, procurando identificar possíveis problemas futuros de conservação a fim de reduzir o que eles chamam de “probabilidade de confronto repentino com grandes mudanças sociais ou ambientais”. Embora possa haver muitos benefícios na restauração desses animais , os pesquisadores alertam que a atenção dada a esse projeto pode tirar o foco da conservação de espécies não-extintas.

“Houve discussão sobre essa ideia há algum tempo, mas agora ela está sendo encarada de forma mais prática e a ideia está sendo levado a sério. A questões-chave é saber se isso é realmente uma prioridade de conservação”, afirma Sutherland. Embora o último mamute tenha morrido por volta de 4 mil anos atrás, métodos envolvendo clonagem e engenharia genética poderiam levar a sua ressurreição.

A medida, além de resgatar outros animais extintos – como o tilacino e o pombo passageiro, que seriam re-construídos e devolvidos aos seus ambientes nativos –, poderia potencialmente ser usada para “fornecer ferramentas para a divulgação e educação”. Ainda que seja vista como um triunfo da conservação, a medida também pode prejudicar os esforços para proteger os animais que estão ameaçados de extinção, já que a maior parte da atenção e recursos seriam desviados da preservação das espécies existentes e seus habitats.

Além disso, alertam os pesquisadores, não houve ainda qualquer pesquisa sobre a “viabilidade, ética e segurança de liberação de espécies ressuscitadas”, nem o efeito que sua presença pode ter sobre a flora e fauna nativas. Outra questão conservacionista potencial identificada pelo estudo conjunto destaca ainda mais os problemas enfrentados pelas espécies atualmente. A perda de rinocerontes e elefantes selvagens está em vias de voltar a crescer dentro dos próximos anos, em parte estimulado por um desejo crescente de marfim e chifres.

Parar de exterminar primeiro

Em 2013, estima-se que mais de 600 rinocerontes foram caçados por seu chifres na África do Sul, de uma população mundial total de menos de 26 mil. Apesar do aumento da população humana e da proximidade dos hábitats com a infraestrutura das cidades seja em parte responsável, há indícios que o crime organizado e a caça intensiva sejam as principais culpadas. Nos países asiáticos, o chifre de rinoceronte é mais caro do que o ouro.

A demanda pelo chifre desses animais é cada vez maior, resultando em níveis elevados de caça furtiva. Se a atenção e os recursos forem desviados da proteção desses animais, é possível que haja mais candidatos para a ressurreição no futuro, segundo os pesquisadores. No total, o estudo conjunto identificou os 15 principais problemas de conservação em potencial (de um grupo inicial de 81 questões).

Além da caça intensiva e da presença humana cada vez maior, a extensa perda de terras no sudeste da Ásia e outros problemas de conservação ainda precisam ser considerados e corrigidos antes que métodos de ressurreição sejam, de fato, realizados, concluem os pesquisadores.

Com informações do Phys.org

Redação

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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