4 de junho de 2026

Impactos da política de preços dos combustíveis sobre a Petrobras

Enviado por Ronaldo Bicalho

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Do Blog Infopetro

Por Patrícia Oliveira e Edmar de Almeida

A política de preços dos derivados no Brasil tem grande responsabilidade na deterioração da situação econômica da Petrobras nos últimos 4 anos. A principal característica da política atual de precificação dos derivados é a liberalização formal dos preços, seguida de um controle indireto do governo via diretoria e conselho da Petrobras. Desta forma, não existe uma regra conhecida de alinhamento dos preços domésticos aos preços internacionais. Falta transparência e previsibilidade em relação à questão da relação dos preços domésticos e preços internacionais. Esta falta de transparência e previsibilidade da intervenção do governo na precificação é percebida como um grande fator de risco para a empresa.

Além da falta de transparência e previsibilidade, a avaliação da evolução do alinhamento dos preços domésticos aos preços internacionais mostra que houve uma mudança no padrão do comportamento dos preços. Até 2010, observou-se que o desalinhamento dos preços domésticos (para mais ou para menos) não duravam grandes períodos de tempo. A direção da Petrobras deixava claro que a empresa buscava um alinhamento de preços no longo prazo. Isto significava que os períodos de preços domésticos mais baixos eram curtos e seriam compensados por períodos de preços domésticos mais elevados.

A partir de 2011, observou-se uma ruptura com a política de alinhamento no longo prazo. A estabilidade dos preços do petróleo no patamar de 100 dólares entre 2011 e 2014, por um lado, e a política governamental de combate à inflação via controle dos preços “administrados” por outro, resultaram num período muito longo de desalinhamento dos preços doméstico. Desde janeiro de 2011 até outubro de 2014, os preços de referência internacional da gasolina e do diesel no golfo norte-americano estiveram bastante acima dos preços domésticos (preço FOB na refinaria).

Após outubro de 2014 o preço de referência internacional da gasolina ficou inferior ao preço doméstico, impulsionado pelo reajuste da gasolina em novembro no Brasil. A partir de janeiro de 2015 os preços da gasolina no golfo norte-americano se elevaram reduzindo a diferença entre os preços domésticos e internacionais. Em abril, praticamente não existia diferença entre esses dois preços, fator impulsionado, também, pela depreciação cambial.

Figura 1. Evolução dos preços da gasolina (ANP, 2014; EIA, 2014)

 edmar052015a

Fonte: Elaboração Própria

O preço internacional do diesel em dólar ficou inferior ao preço doméstico a partir de outubro de 2014 e voltou a elevar em fevereiro de 2015, reduzindo em março e aumentando novamente em abril. Assim, a tendência de aumento de preços internacionais de diesel em real a partir de janeiro de 2015 foi garantida pela depreciação cambial e resultou na diminuição da diferença entre os preços domésticos e internacionais.

Figura 2. Evolução dos preços do diesel (ANP, 2014; EIA, 2014)

edmar052015b

Fonte: Elaboração Própria

O preço do GLP residencial esteve sempre abaixo do preço de referência internacional (Propano Mont Belvieu), exceto em janeiro de 2105, quando o preço de referência atingiu o menor valor do período. O preço do GLP industrial foi superior ao preço de referência entre janeiro de 2012 e novembro de 2013 e a partir de outubro de 2014. A diferença entre o preço internacional e do GLP industrial diminuiu entre fevereiro e janeiro de 2015, mas se elevou em abril, pois a redução dos preços em dólar foi mais forte que a depreciação cambial.

Figura 3. Evolução dos preços do GLP (ANP, 2014; EIA, 2014)

edmar052015c

Fonte: Elaboração Própria

A impossibilidade de ajustar os preços internos aos internacionais implicou em renúncia de receitas pela Petrobras nos combustíveis produzidos no país até outubro de 2014, que totalizou mais de R$ 100 bilhões de reais.  Se este volume de recursos tivesse entrado no caixa da empresa certamente a situação da Petrobras (e do Brasil) atualmente certamente seria muito diferente. Este volume de recursos representa cerca da metade do crescimento da dívida da Petrobras no mesmo período. (…) Continua no Blog Infopetro.

Ronaldo Bicalho

Pesquisador na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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14 Comentários
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  1. DanielQuireza

    19 de maio de 2015 12:38 pm

    E a turma aqui ainda não

    E a turma aqui ainda não entendeu que a política de subsidiar preços de derivados é prejudicial a Petrobras.

    O pior é que parece que o Governo também não entendeu ainda.

    1. Paulo Cezar

      19 de maio de 2015 12:44 pm

      Você ao menos sabe ler ???

      Você ao menos sabe ler ???  Está escrito no texto que desde outubro de 2014 os preços estão maiores que no mercado internacional !! E  com recente aumento, a diferença na gasolina é pequena, e o Diesel continua mais barato lá fora !!!

      1. DanielQuireza

        19 de maio de 2015 1:02 pm

        Leia todo o artigo.Ele deixa

        Leia todo o artigo.

        Ele deixa claro o prejuizo que essa política causou a empresa e, ao final, discute o que fazer para que o prejuizo seja sanado.

        Ora ora, de 2011 até 2014, quase 4 anos, a empresa tomou prejuizo nesta operação. Agora, desde o final 2014 que houve algum aumento. Voce cre mesmo que tudo ja foi recuperado ?

        É claro que não e dificilmente o será.

        Para que o Governo tivesse entendido ele já teria que ter apresentado um plano para a recuperação das perdas que houveram ora. E não o fez, por isso que julgo que o Governo ainda não entendeu isso.

         

         

        1. Paulo Cezar

          19 de maio de 2015 1:13 pm

          Quer dizer que o governo

          Quer dizer que o governo autoriza um aumento dos combustiveis que os deixa muito acima do preço internacional e não “entendeu isso ” ???

          RSS parace piada !!

          Vc quer um “plano para recuperação” ??? O que você sugere, preços maiores durante 4 anos ???

          Faça-me o favor !! Essa sua impáfia dogmática é absurda !!!

          A empresa é altamente lucrativa e o pré sal altamente rentável !! Não há necessidade alguma de colocar mais esse fardo em cima da nossa economia, a Petrobras está se recuperando sozinha, sem ajuda alguma !!

          É necessário apenas e somente manter os preços alinhados, NÃO É NECESSÁRIO “PLANO”  ALGUM !!!

          E isso enquanto não entra em operação o Comperj e a Abreu e Lima plenamente, porque quando entrarem, a Petrobras vai conseguir vender combustiveis com lucro mesmo a preços inferiores ao do mercado externo !!

          1. DanielQuireza

            19 de maio de 2015 1:32 pm

            Ele fez porque não teve

            Ele fez porque não teve opção, a coisa ficou muito escandalosa, durou 3,5 anos, é muito tempo e foi uma quantidade enorme de recursos, segundo o artigo 100bi em receitas.

            Sem falar que no começo do ano já houve prejuizo novamente, devido a um aumento do dólar.

            Esse aumento pontual que houve, ate agora, nesse curto periodo de tempo, não quer dizer nada. Se o dolár aumentar ou o barril subir, vota tudo novamente.

            Por isso é preciso o plano claro de rentabilidade mínima na operação.

            A recuperação de perdas seria o mais justo e o ideal para a empresa e seus investimentos no País. Mas se não for possível pelo menos um plano claro para daqui para frente seria muito bom também .

      2. Márcio de Carvalho

        19 de maio de 2015 11:27 pm

        O preço do ‘litro do diesel’

        O preço do ‘litro do diesel’ no Brasil está na média mundial, assim como o litro de gasolina:

        Litro do diesel:

        – Brasil: U$ 0,94

        – Média mundial de 160 países: U$ 1,00

        – Venezuela, o preço mais baixo: U$ 0,02

        – Noruega, o preço mais alto: U$ 1,96

        – USA: U$ 0,76

        – China: U$ 1,02

        – Rússia: U$ 0,69

        – Argentina: U$ 1,23

        – Reino Unido: U$ 1,91

         

        – Link da Fonte e demais preços de 160 países em 18/05/2015:

         

        .http://www.globalpetrolprices.com/diesel_prices/

         

         

  2. Paulo Cezar

    19 de maio de 2015 12:42 pm

    A Petrobras esperava

    A Petrobras esperava inaugurar Comperj e Abreu e Lima entre 2014 e 2013, o que não ocorreu e piorou a situação. 

    O problema não é a produção doméstica, que pode ser, e foi vendida a preços abaixo do mercado internacional com lucro para a empresa.

    O problema são as importações a preços maiores para venda a preços menores, devido ao enorme aumento do consumo no mercado interno e o atraso nas refinarias…. 

    Dilma conseguiu ter a menor inflação média desde sempre, bateu FHC e Lula, atendeu aos chamados mal intencionados da mídia, que gritava “Inflação”, a cada aumento insignificante do IPCA, cujas causas raramente eram preços administrados, e não raro estavam ligadas a estiagem que atingiu o país nos últmos anos.

    Só que para isso sacrificou boa parte da capacidade de investimentos da Petrobras, e com isso milhares de empregos, e crescimento do PIB. Foi o maior erro de sua gestão !

    1. DanielQuireza

      19 de maio de 2015 1:12 pm

      Exatamente, ela deveria ter

      Exatamente, ela deveria ter sido transparente. Se quisesse subsidiar os derivados, como ocorreu várias vezes com o BNDES a um custo muito maior aliás, é claro que ela poderia te-lo feito, tinha legitimidade para isso.

      O erro foi sangrar o caixa da empresa para fazer isso. Deveria ter criado algum tipo de fundo de subsídio para aportar esses recursos na empresa.

      Mas preferiu dissimular, para não ficar totalmente claro o tipo de política que estava sendo feito.

      O problema atual é que até hoje não há, ainda, uma política clara, não há uma definição clara de que isso acabou definitivamente (no começo do ano houve periodo de prejuizo em funçao da valorização do dólar) e não mais voltará a ocorrer. Fica essa incerteza. E não há nem esboço ou de um plano de recuperação das perdas obtidas.

  3. DanielQuireza

    19 de maio de 2015 12:51 pm

    Parte final de artigo do blog

    Parte final de artigo do blog Infopetro.

     

    https://infopetro.wordpress.com/2015/05/18/impactos-da-politica-de-precos-dos-combustiveis-sobre-a-petrobras/

     

    A impossibilidade de ajustar os preços internos aos internacionais implicou em renúncia de receitas pela Petrobras nos combustíveis produzidos no país até outubro de 2014, que totalizou mais de R$ 100 bilhões de reais.  Se este volume de recursos tivesse entrado no caixa da empresa certamente a situação da Petrobras (e do Brasil) atualmente certamente seria muito diferente. Este volume de recursos representa cerca da metade do crescimento da dívida da Petrobras no mesmo período

    Nesta altura, não adianta mais lamentar os erros do passado. Mas a questão que se coloca é como fica o futuro. A partir de janeiro os preços internacionais dos derivados passaram a ser inferiores aos preços domésticos (exceto para a gasolina em abril), gerando uma nova relação entre os preços e possibilitando maiores ganhos à Petrobras. Se a empresa for aplicar a histórica política de busca de alinhamento no longo prazo será necessário permitir um longo período de preços doméstico acima do mercado internacional para permitir recuperar as perdas do passado.

    Para estimar o tempo necessário para recuperar as perdas do passado (em valores nominais), elaboramos três cenários alternativos. Os cenários consideram que o volume de vendas para os próximos meses como a média mensal entre março de 2014 e março de 2015. O Cenário I considera que a taxa de câmbio, os preços de referência e de realização são iguais a média desde quando os preços passaram a ser sistematicamente superiores aos preços internos (novembro de 2014) até o último mês de abril. O Cenário II considera os preços e taxa de câmbio do mês de janeiro de 2015, quando foi verificado o menor preço de referência no período. Por fim, o Cenário III considera o valor médio desde janeiro de 2015 para a taxa de câmbio, preços de referência internacional e preços internos de realização. Assim, a empresa levaria de dois a quatro anos para recuperar as perdas que teve entre 2011 e 2014 dependendo do cenário considerado (Tabela 1).

     

    Tabela 1. Renúncia de receita acumuladas (2011 a abril de 2015) e tempo até a recuperação

    Perdas acumuladas (2011-2014)

    Anos até a recuperação das perdas

     

    R$ milhões

    Cenário ICenário IICenário IIIGasolina

    30.064

    52

    6

    Diesel

    51.778

    32

    3

    GLP

    8.113

    164

    9

    Total

    89.955

    4

    2

    4

    Fonte: Elaboração Própria

     Assim, é importante reconhecer que a intervenção discricionária do governo na política de precificação dos preços impôs uma grande perda para a Petrobras. A recuperação destas perdas via manutenção dos preços domésticos acima dos preços internacionais dificilmente será politicamente viável. É portanto oportuna uma discussão sobre os impactos nefastos na empresa da intervenção discricionária na política de preços. O governo está devendo à Petrobras. Se não for possível reparar o estrago, pelo menos a adoção de uma nova política de precificação transparente com uma regra de alinhamento já seria uma importante contribuição para o futuro da empresa e do setor.

    Leia outros textos de Edmar de Almeida no Blog Infopetro

  4. Ivan Arruda

    19 de maio de 2015 1:39 pm

    O preço dos comubstível

    O preço dos comubstível sempre impactou nossos preços e índices inflacionários. O dólar também. Mas só para subir preços, jamais para baixar. A surpresa foi o tomate e o gengibre assumirem esse papel desestabilizador. E o feijão ou a mandioca – que agora está com seus preços despencados – em épocas que os tucanos estão em campanha eleitoral.

    A seguir o raciocínio de que o governo deve a Petrobrás pelo desalinhamento de preços, o setor de vestuário poderá arguir que também tem a receber dado aos inúmeros vôos para comprar enxovais e quinquilharias mais baratas nos EUA. Nem vou falar do setor automobilístico e de máquinas que, se fossem buscar a paridade de preços, nem vendendo a Petrobrás conseguiríamos indenizar esses setores. O Brasil usou suas estatais para fomentar o crescimento e evitar que a inflação se descontrolasse. Não é o ideal mas é o que deu para fazer.

     

  5. Márcio de Carvalho

    19 de maio de 2015 2:22 pm

    Os preços da gasolina em 160

    Os preços da gasolina em 160 países, por litro

    Os preços da gasolina , 18-May-2015: O preço médio da gasolina em todo o mundo é U$ 1,13 por litro. No entanto, não há diferença substancial nesses preços entre os países. Como regra geral, os países mais ricos têm preços mais altos enquanto os países mais pobres e os países que produzem petróleo e exportação têm preços significativamente mais baixos. Uma exceção notável é os EUA, que é um país economicamente avançado, mas tem preços baixos do gás. As diferenças de preços entre países são devido aos vários impostos e subsídios para a gasolina. Todos os países têm acesso aos mesmos preços do petróleo nos mercados internacionais, mas, em seguida, decidir impor diferentes impostos.Como resultado, o preço de varejo da gasolina é diferente. Em alguns casos, como a Venezuela, o governo ainda subsidia a gasolina e, portanto, as pessoas não pagam quase nada de conduzir seus carros” A gasolina mais barata é na Venezuela: U$ 0,02 / litro A gasolina mais cara é na Noruega: U$ 2,16 / litro A gasolina nos USA é : U$ 0,77 / litro A gasolina no Brasil é : U$ 1,11 / litro –  está exatamente no meio da lista, entre 160 países. A gasolina no Brasil é : U$ 1,14 / litro –  A gasolina média no Mundo (160 países) é : U$ 1,13 / litro Preços de todos 160 países aqui neste link:    http://www.globalpetrolprices.com/gasoline_prices/ É impressionante como se omitem opiiões no Brasil, sem se consultar dados e estudar o assunto com mais cuidado.              

     

    1. Márcio de Carvalho

      19 de maio de 2015 5:06 pm

      Errata:
       
      A gasolina no

      Errata:

       

      A gasolina no Brasil é : U$ 1,11 / litro –  está exatamente no meio da lista, entre 160 países. A gasolina no China é : U$ 1,14 / litro – 

    2. Márcio de Carvalho

      19 de maio de 2015 5:11 pm

      Repetindo: link da fonte de

      Repetindo: link da fonte de dados sobre preços de gasolina em 160 países atualizados dia a dia:

       

      http://www.globalpetrolprices.com/gasoline_prices/

  6. Contador de Prejuízos

    19 de maio de 2015 9:01 pm

    Cada conto aumenta um ponto

    Cada vez que leio algo sobre este assunto, o valor aumenta mais. De memória a primeira vez que li estava em 25 bilhões. Aí  foi pra 30, 40, 60, 80 e já chegou agora a mais um dígito, nos mais “de” 100 bilhões.

    Ora este é um mistério que realmente gostaria de desvendar (não com “elaborações próprias” ou com sites do wordpress, mas de uma fonte confiável.

    É evidente que segurar os preços de derivados para a companhia, se não é prejuízo, é “deixar de ganhar”.

    Assim como quem cobriria esta diferença seria a sociedade, pelo impacto nos preços de transporte (praticamente todos os produtos), petroquímicos (alimentação, cosméticos, remédios, etc.), energia (termo)elétrica, etc.

    Portanto eu que sou fã e defensor da Petrobrás, tenho que perguntar. O cidadão comum e a sociedade deverão estar mais preocupados com o resultado de uma empresa sua ou da nação (sociedade) como um todo?

    Tentando vislumbrar a ordem de grandeza disso aí fiz uma conta de padeiro com as seguintes premissas:

    Frota nacional: 90 milhões (50 de carro e 20 de motos)

    Consumo médio por veículo: 10 km/l; Rodagem anual por veículo: 25 mil km ; Preço da gasolina na bomba: R$ 3,00

    ORDEM DE GRANDEZA do consumo anual de combustível (somente veicular) no país: 90 milhõesV*2500L/a*$ 3 = R$ 675 bilhões / ano em “combustível” veicular.

    Como falam sempre em 4 anos, seriam ~2,7 trilhões de reais em 4 anos. Considerando que a parte da Petrobrás seja uns 40% disso, daria cerca de R$ 1,1 trilhão. 

    A avaliação dos derivados implica em considerar a parte que é produzida aqui, a parte que é importada, de quem é importada (preços variam), dos estoques reguladores, das margens em cada setor, e tantas outras, lembrando que o “mesmo” custo internacional (hahaha!) é origem para valores que vão de centavos à libras.

    Se o “preço internacional” fosse base, então os EUA que sempre tem um preço menor (já foi muito mais) também estaria no prejuízo? Não, porque além de impostos diferentes, eles refinam lá, coisa que o nosso Brasil neoliberal não cuidou de fazer (desde a ditadura, 1976) e nos obriga a importar um produto de muito mais valor agregado (como é típico em um país de commodities, que vende por 1 e recompra por 100…).

    Se o Cerra e seus comparsas conseguirem vender a Petrobrás, é isso que vai acontecer. Vamos pagar valor multiplo agregado de nosso próprio óleo, para enviar os gordos lucros para bolsos exógenos…

    Enfim, ainda não foi dessa vez que me desvendaram o valor real deste prejuízo (ou perda de ganho) da Petrobrás nests 4 anos misteriosos, que já estão em “mais de” 100 bilhões (!!!).

    Sempre lembrando que o que ela deixou de ganhar , a nação / sociedade ganhou em melhor contrapartida.

    Mais os lucros da própria empresa.

     

    PS: aos pentelhos: se sabem o que é ordem de grandeza, não venham com diesel, álcool, caminhões, ônibus, tratores, estacionários, gás, etc. Não computei geração termelétrica, navios, aviões, trens nem petroquímica.

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