21 de maio de 2026

Cai o desemprego em um país que se acostumou à mediocridade, por Luís Nassif

Cabeças de planilha alertam que se melhorar um pouco mais o emprego, a Selic irá parar de cair, e será a volta da inflação
CLT
Foto: Agência Brasil

A taxa de desemprego caiu para 7,8% da Força de Trabalho. Imediatamente acenderam-se todas as luzes do Banco Central e o cabeção de planilha alertou: se melhorar um pouco mais o emprego a taxa Selic irá parar de cair, por que será a volta da inflação. Volta aos níveis do pré-ultraliberalismo, inaugurado pelo pacote Joaquim Levy e prosseguido por Michel Temer e Paulo Guedes.

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Os dados abaixo são da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio Mensal (PNADM) do IBGE.

É uma conta que desconsidera diversos aspectos da População Economicamente Ativa (PEA). A Força de Trabalho é de 108,8 milhões de pessoas, 62% da PEA. Se juntar aqueles que estão foira da Força de Trabalhou ou Desempregados, dá 43% da PEA, ou 69,3% da Força de Traalho. É apenas 14 pontosd percentuais abaixo da Força de Trabalho Ocupada.

Para quem aprecia as pequenas vitórias, a FR Ocupada cresceu 2,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Houve queda de 7,5% da FT desocupada. Mas a soma de Desocupados mais os Fora da FT caíram apenas 0,8%.

Quando se compara com 10 anos atrás, percebe-se a estagnação econömica desse período liberal. A PEA cresceu 11,2%, mas a Força de Trabalho cresceu 10,5%.. A Ocupada cresceu 9,3%, mas a FT desocupada cresceu 27,1% e fora da FT cresceu 12,3%,

A soma de Subutilização mais Desalentados dá 21,1$ da Força de Trabalho. No último trimestre antes do desastre Joaquim Levy, estava em 17,7%.

Mesmo com esses númros medíocres, o salário médio permaneceu no mesmo lugar desde 2012.

O setor mais privilegiado da economia – a Agricultura -, por conta da mecanização gera cada vez menos empregos. O emprego na indústria praticamente estacionou nos últimos 10 anos e cresceu só nos setores ligados ao mercado ou tecnologia.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
luis.nassif@gmail.com

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4 Comentários
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  1. Wolney Lima Silva

    29 de março de 2024 10:23 am

    Meu pesar mas, Força é Fé a você e família Nesta Páscoa!
    Ao assunto: tenho dificuldade de entender o porquê, o governo monitora o “mercado”, e seus movimentos você escreve sobre o assunto e não se escuta o governo na Mídia Corporativa, lá reclamar da divulgação de dados tendenciosa e prejudicial.
    É muita desconectividade.

  2. José Carvalho

    29 de março de 2024 5:03 pm

    Existem coisas que estão diretamente ligadas; o congelamento da massa salarial e a quase estagnação do País, são dois casos. A desindustrialização e os seus efeitos para o surgimento de empregos com remuneração salarial de acordo com isso. Boa parte dessa população ocupada, tem um tipo de ocupação muito precária. Se sair dessa ocupação para uma ocupação formal não vai mudar quase nada o nível do desemprego. O País precisa se debruçar em questões como produtividade, eficiência, competitividade até para manter uma boa dinâmica na economia. Anunciar o pânico acerca dessa questão tem maior interesse de interferir o ritmo da redução dos juros pelo BC/COPOM. O País precisa de mais empregos, sobretudo bons empregos que é normalmente resultante de bom crescimento.

  3. HENRI NICHOLAS

    30 de março de 2024 10:43 am

    Sugiro, Nassif, da próxima vez, colocar a fonte dos dados/informações eu queria usa-lo para contra argumentar uma discussão, porém fui rebatido q isso seria números elaborados por um petista.
    Principalmente nos gráficos, não se deve ignorar a fonte de pesquisa .

  4. ed.

    30 de março de 2024 4:28 pm

    Atacar o emprego dos seres humanos para supostamente defender os números da economia beira o doentio.
    A matemática é uma ciência exata, utilizada, dentre muitas coisas, para MEDIR a economia.
    Os neoliberais e os espertos gostam, marotamente, de tratar a economia como uma ciência “exata”. Como se os fatores fossem “equações” que resultam “exatamente” em outros.
    A economia é uma ciência HUMANA, onde seus principais fatores são, primariamente, o atendimento das NECESSIDADES dos seres humanos (sociedades) entre si, daí combinadas com os desejos, as satisfações, as ambições, os medos e seus extremos, as ganâncias, as euforias, os desesperos, os pânicos.
    Um exemplo claro é a manutenção de juros estratosféricos pelo BC para, “matematicamente”, combater uma inflação causada não por aquecimento de demanda, mas por alta de petróleo, grãos, pandemia, etc. Nenhum desses fatores é “matemático” (apenas MEDIDOS por ela) mas são exatamente humanos: GANÂNCIA (exploração de oportunidades de guerras, escassez, etc.) e na outra ponta, de ganhar dinheiro com dinheiro (juros).
    Finalmente, vamos lembrar que a dívida mundial, concentrada em relativamente poucos bolsos, soma mais de 3 vezes o PIB mundial. Ou seja, tudo que se produz pela humanidade não passa de 1/3 do que ela “deve” para alguns. De fato, a matemática serve para medir esta “curiosidade”, némêz?

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