10 de junho de 2026

Chacina no Rio repercute na mídia internacional e reacende críticas à política de segurança do Brasil

Megaoperação policial que deixou dezenas mortos no Rio provocou forte reação da imprensa estrangeira; Veja
Foto: © Fernando Frazão/Agência Brasil

A imprensa internacional voltou seus olhos para o Brasil após a chacina nas favelas do Rio de Janeiro, na terça-feira (28), quando uma megaoperação policial deixou dezenas de mortos em um dos episódios mais letais da história recente do país. Segundo as autoridades fluminenses, a ação tinha como objetivo desarticular facções do tráfico, mas terminou em um banho de sangue que provocou condenações em várias partes do mundo. A tragédia foi amplamente noticiada por veículos globais, que destacaram o uso desproporcional da força e o agravamento da crise de confiança nas instituições de segurança brasileiras. Confira:

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EUA: choque e questionamentos sobre o “modelo de guerra às drogas”

Nos Estados Unidos, a cobertura foi intensa. A Reuters descreveu o episódio como uma das operações mais sangrentas da história do Rio, destacando a reação internacional de repúdio e a promessa de investigação do governo federal.

A Associated Press (AP) publicou imagens e relatos de moradores que compararam o cenário a uma “zona de guerra”, ressaltando o clima de terror que se instaurou nas comunidades.

Já o The Washington Post apontou o “fracasso histórico da política de segurança pública brasileira”, destacando que, sob governos de diferentes espectros ideológicos, o país nunca conseguiu enfrentar o crime sem recorrer à violência extrema.

.O The New York Times descreveu o Rio como “um campo de batalha urbano”, observando que a operação “exemplifica a falência de uma política de segurança baseada na repressão e na desigualdade”.

Europa: “Cenas de guerra” e críticas à impunidade

Na Europa, o tom foi ainda mais duro. O espanhol El País descreveu o Rio como palco de “cenas de guerra”, criticando a impunidade histórica das forças policiais e a falta de transparência nas investigações. O jornal lembrou que a violência policial no Brasil “raramente resulta em punição” e alertou que o episódio pode prejudicar a imagem internacional do país em temas de direitos humanos.

O britânico The Guardian destacou o impacto psicológico e social das operações nas favelas, descrevendo a ação como “um retrato brutal da desigualdade e do abandono estatal”.

Já o francês Le Monde publicou reportagem que repercutiu denúncias de execuções sumárias e ressaltou a preocupação de organizações internacionais com o uso excessivo da força.

A Deutsche Welle (DW) reforçou o peso da tragédia ao noticiar que a ONU e a Anistia Internacional pediram uma investigação independente sobre o massacre. A emissora alemã ressaltou que o número de mortos “coloca o Brasil novamente sob escrutínio mundial” e expõe “a falência do modelo repressivo de combate ao tráfico”.

Ásia e Rússia: cautela diplomática

Na Ásia, a Xinhua News Agency e a China Daily deram destaque à dimensão da operação e à resposta internacional, mencionando que o caso deve pressionar o governo brasileiro a adotar “mecanismos de responsabilização mais transparentes”.

Veículos indianos como a NDTV e o Times of India reproduziram reportagens das agências internacionais, enfatizando o impacto global da violência urbana no Brasil.

Na Rússia, a TASS e o Moscow Times citaram a operação como exemplo do “desafio interno de governança e segurança pública” que o país enfrenta, com implicações para sua estabilidade política.

Nota da redação: Este texto, especificamente, foi desenvolvido parcialmente com auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial. A equipe de jornalistas do Jornal GGN segue responsável pelas pautas, produção, apuração, entrevistas e revisão de conteúdo publicado, para garantir a curadoria, lisura e veracidade das informações.

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3 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    29 de outubro de 2025 1:09 pm

    O dano colateral foi muito pequeno. A operação foi um “sucesso”. De vítima ontem lá, só tivemos esses policiais. Número insiginificante

    “Se morrer alguns inocentes, tudo bem. Em toda guerra morre inocente”. – Jair Bolsonaro

    É como dizia um antigo $ecretário de $egurança do Rio de Janeiro: “Não se faz um omelete sem quebrar alguns ovos”.

  2. Fábio de Oliveira Ribeiro

    29 de outubro de 2025 7:16 pm

    O direito à vida e a proibição da pena de morte foram mais uma vez apagados pela PM com sangue num bairro miserável. Isso ocorre todo dia, porque na democracia das classes alta e média a classe pobre tem sido obrigada a viver sob uma ditadura.
    Juízes e promotores recebem seus salários acima do teto e penduricalhos abaixo da moralidade para não ver a matança. A direita comemora e lamenta: “Só mataram 120, aqueles merdas.” Lula viajará de novo, Gleisi Hoffman defenderá o PT e os mortos serão enterrados.
    Na democracia de faz de conta alguns tem direito a vida boa, com luxo, champanhe, caviar e coisa e tal, tudo pago pelo orçamento Todos os demais podem ser mortos a tiros. Quem não puder pagar o caixão será enterrado num saco plástico? Lula vai criar o “bolsa enterro”?
    Amanhã os estoques de munição da PM-RJ e do BOPE serão reavaliados. A compra de munição em grande quantidade será autorizada sem licitação. E o governador será recebido para jantar na mansão do dono da fábrica de material bélico. Ele é um político confiável, alguém que garante os lucros dos cidadãos de bens.

    1. Rui Ribeiro

      30 de outubro de 2025 9:07 am

      Se não fosse na Favela, a situação teria sido como segue abaixo:

      “Você é um merda de um PM que ganha R$ 1 mil por mês, eu ganho R$ 300 mil por mês. Eu quero que você se foda, seu lixo do caralho (…) Você pode ser macho na periferia, mas aqui você é um bosta. Aqui é Alphaville, mano”. – Ivan Satorel, empresário tão bem sucedido quanto a carnificina de favelados promovida pela elite sanguessuga do Brasil

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