20 de agosto de 2026

Farinazzo: Trump está tentando “sair de fininho” da guerra contra o Irã

Para comandante Farinazzo, os militares iranianos estão "dando um baile" nas forças dos EUA, que estão à beira da derrota

Comandante Robson Farinazzo criticou os EUA por subestimar o Irã e destacou a capacidade tecnológica iraniana na guerra.
Farinazzo alertou sobre risco a Israel com sistema de defesa em pré-colapso e possível isolamento sem apoio americano.
Irã mantém grande estoque de material para foguetes e produção contínua de drones, reforçando sua resiliência militar.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Na noite de terça-feira, 7 de maio, em meio a tensões crescentes no Oriente Médio e após ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de dizimar a civilização iraniana, o comandante Robson Farinazzo, atualmente na reserva da Marinha, concedeu uma entrevista exclusiva ao jornalista Luís Nassif, no programa TVGGN 20 Horas, no Youtube [assista abaixo]. A entrevista ocorreu no mesmo dia em que Trump recuou de suas ameaças e um cessar-fogo de duas semanas foi anunciado. Farinazzo ofereceu uma análise contundente sobre o andamento da guerra, destacando a capacidade de engenharia do Irã e a percepção de um erro de cálculo por parte dos Estados Unidos.

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Farinazzo elogiou a capacidade de engenharia do Irã, afirmando que o país forma mais engenheiros que o Brasil e possui uma “pujança de engenharia” que remonta à antiguidade, com a invenção de sistemas de ar-condicionado e técnicas de engenharia que utilizavam a diversidade ambiental para aquecer ou resfriar ambientes. Ele ressaltou que essa tradição se reflete na atual produção de drones e mísseis, classificando o poderio iraniano neste setor como a melhor do Oriente Médio, comparável ao da Rússia e da China em muitos aspectos.

O comandante criticou a postura dos Estados Unidos, afirmando que “os Estados Unidos achou que estava estava guerreando com os cabeça de trapo e não é nada disso. Eles [militares iranianos] deram um baile, deram uma surra nos Estados Unidos”. Ele atribuiu o que considera um “erro de informação tão brutal” ao “orgulho americano”, sua “mania de enxergar o mundo como inferior”, que, segundo ele, levou os EUA ao desastre. Farinazzo lembrou que Trump acreditava em uma campanha de dois dias, que durou 40, e que, se ele aceitar as condições do Irã, o Irã terá “ganho essa guerra”.

Farinazzo traçou um paralelo histórico com uma frase de Adolf Hitler antes da invasão da União Soviética em 1941, onde ele acreditava que “basta um pontapé na porta que todo o resto do edifício podre vai ruir”, mas que, de fato, “ruiu em cima dele”. Ele sugeriu que Trump está “saindo de fininho” da situação, pois aceitar os termos impostos pelo Irã significaria o controle iraniano do Estreito de Ormuz, a manutenção do programa nuclear e o apoio a grupos como o Hezbollah e os Houthis.

A INCÓGNITA

Diante do potencial desastre do papel americano na guerra contra o Irã, o comandante expressou preocupação com a situação de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, que, segundo ele, ficará com a “bomba na mão”, atolado no Líbano e incapaz de colocar o Irã de joelhos, caso perca o apoio dos EUA. Ele descreveu o sistema de defesa aérea israelense como em “pré-colapso”, afirmando que o Iron Dome, projetado para conter foguetes do Hezbollah e do Hamas, não estava preparado para a “enxurrada de mísseis que o Irã criou”.

Sobre a capacidade de reposição de mísseis do Irã, Farinazzo destacou o grande estoque de perclorato de sódio, essencial para combustível de foguetes, e a chegada de mais navios com o material para abastecer o Irã. Ele também mencionou a existência de uma fábrica de drones no Irã, que produz drones no padrão desejado pelo país, e outra fábrica na Belarus. Embora a Coreia do Sul negue, Farinazzo expressou dúvidas sobre a ausência de fornecimento de drones pela Coreia do Norte. Ele concluiu com a frase “enquanto tiver bambu, tem flecha”, sugerindo a resiliência e a capacidade de produção do Irã.

Robinson Farinazzo Casal (nascido em 26 de abril de 1966 em Catanduva, São Paulo) é capitão de fragata (fuzileiro naval) da reserva da Marinha do Brasil, Youtuber, político e comentarista geopolítico. Como militar, especializou-se em cursos técnicos de aeronáutica, foi piloto de aviões e Chefe do Departamento de Aviação da Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha por 8 anos consecutivos. Atualmente, atua na reserva da Marinha do Brasil como consultor, palestrante, seminarista e escritor de textos. É autor do livro “As Leis de Sucesso dos Pilotos de Guerra”, publicado na editora da Amazon, em 2016.

Assista à entrevista completa com Robson Farinazzo abaixo, a partir de 34:45:

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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3 Comentários
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  1. Guilherme Souto

    8 de abril de 2026 4:55 pm

    Sei que está longe o dia em que os eua irão perder o poder global, mas me regogizo em ver que estão com o rabo entre as pernas. Vivi para ver isso!

    1. Rui Ribeiro

      10 de abril de 2026 8:27 am

      Segundo Belchior, não vai demorar tanto.

      “Você não sente nem vê mas eu não posso deixar de dizer, meu Amigo, que uma nova mudança em breve vai acontecer”.

  2. Fábio de Oliveira Ribeiro

    9 de abril de 2026 12:41 pm

    “Alexa, eu quero uma vitória rápida e barata com poucas baixas sobre o Irã.” – diz Donald Trump
    “Desculpe-me, não entendi seu pedido. Diga qual produto Amazon Premiun você deseja.” – responde a Alexa.
    “Alexa, contate-me com o Claude IA da Anthropic. Ela criará o plano de guerra que eu quero.” – diz Trump irritado.
    “Desculpe-me, mas Claude IA da Anthropic não é um produto Amazon Premium. Diga que produto Amazon Premium você deseja.” – é a resposta da Alexa.

    Esse pequeno diálogo é imaginário. Tão imaginário quanto a vitória fácil que Donald Trump queria ter no Irã.

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