15 de junho de 2026

Felipe Durante: Guerra comercial expõe volatilidade dos EUA e fortalece a China

Engenheiro comenta os impactos da tensão comercial entre EUA e China, sob a ótica de quem vive e opera no coração da produção global
Reprodução/TV GGN

A escalada da guerra comercial entre Estados Unidos e China ganhou novos contornos nesta sexta-feira (11), com a resposta imediata de Pequim a Washington, diante dos aumentos progressivos nas tarifas de importação sobre produtos chineses. O cenário de crescentes tensões foi analisado na noite de ontem (10), pelo engenheiro de produção Felipe Durante, residente na China, dono de um canal no Youtube onde aborda assuntos relacionados ao país asiático.

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Em entrevista ao jornalista Luís Nassif, no programa TV GGN 20 horas, transmitido pelo YouTube, Durante ofereceu uma perspectiva direta dos impactos da guerra comercial sob o olhar de quem vive e opera no coração da produção global. [Assista a entrevista na íntegra no final da matéria].

Para o engenheiro, a postura dos Estados Unidos, liderados pelas políticas extremistas do presidente Donald Trump, fortalece a posição da China no cenário internacional. “O que os Estados Unidos está fazendo é jogar todo mundo no colo da China. Quem vai querer investir nos Estados Unidos? Porque o Trump está com essa narrativa de ‘vamos reindustrializar os EUA’, mas isso não é possível para muitos produtos, justamente pelo custo“, afirmou.

Durante ilustrou a problemática, mencionando que a fabricação de um smartphone desenvolvido pela Apple nos Estados Unidos poderia alcançar a cifra de 20 mil dólares. Contudo, ponderou sobre uma possível realocação de linhas de produção para nações com custos mais competitivos, no caso dos setores de menor complexidade, como vestuário e calçados, onde fábricas podem ser rapidamente instaladas. Ele enfatizou, no entanto, a dificuldade de transferir a produção de bens complexos, de alta complexidade, um domínio no qual a China estabeleceu uma extensa infraestrutura e expertise.

Para o engenheiro, um ponto crucial neste cenário é a percepção de estabilidade que a China transmite em contraste com a volatilidade das políticas americanas. “Quem que vai querer investir num país que o cara [o presidente] acorda de manhã e anuncia 150% de tarifa? Não tem como“, disse. “É justamente esse o ponto dos Estados Unidos jogarem todo mundo pro colo da China, porque que de um lado estão vendo um parceiro maluco, que toma a decisão de acordo e quando o vento muda, enquanto a China está estável, tem um plano de 15 anos, de 50 anos. Então em quem eles vão confiar o dinheiro?“, argumentou o engenheiro.

O nacionalismo chinês está aumentando em resposta ao “antagonismo forçado” dos EUA

Diante da escalada da tensão entre as maiores economias globais, Durante afirmou que o sentimento nacionalista chinês tem se intensificado, impulsionado pelo que ele descreve como um “antagonismo forçado” dos EUA. “Isso já vinha acontecendo principalmente devido ao protecionismo econômico aqui, com as pessoas comprando mais produtos chineses e cada vez menos produtos de fora e isso só aumentou com essa crise que os Estados Unidos estão criando“, explicou.

Ele ressaltou que a história de tensões entre os dois países é longa, remontando a 1844, e que a China, ciente desse histórico, não tolerará novas agressões, dada sua atual força econômica e militar. A população chinesa, conforme o relato, apoia firmemente a postura do governo de não ceder às pressões americanas.

Oportunidades para o Brasil

Apesar da crise, Durante vislumbra oportunidades significativas para o Brasil. Ele destacou a visão positiva que os chineses têm em relação aos países que historicamente não tiveram conflitos direitos.

A decisão do governo Chinês de reduzir e possivelmente cessar a importação de carne, soja e aves dos Estados Unidos abre um vasto mercado para os produtores brasileiros. “Eu acredito que essa situação toda vai abrir oportunidades pro Brasil“, concluiu o engenheiro.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
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  1. João

    11 de abril de 2025 2:24 pm

    globo Dia 11 de Abril de 2025 energia
    A energia tem um desígnio.
    O último aumento da energia não foi correto.
    O último aumento da energia foi intolerável.
    O estado incentiva a favelizacão.
    Regalia
    O favelado é criminoso.
    O favelado não é cidadão.
    Conjunto de circunstâncias que se complicam reciprocamente.
    Você sabe como o Brasil começou.
    O favelado é malandro.
    O favelado é esperto.
    Círculo
    Descontrole

  2. AMBAR

    11 de abril de 2025 2:34 pm

    O que ficou mais patente nas respostas da China às atitudes de Trump foi a impressão que os americanos causam aos chineses. Os memes fartamente divulgados pela China mostrando trabalhadores americanos obesos e indolentes sentados costurando de má vontade, homens entediados e sonolentos montando aparelhos dá mostra das dificuldades que a América terá caso queira reaquecer o seu parque industrial e, ao tempo, faz um discreto deboche da população do país: preguiçosa e mal acostumada ao trabalho.

  3. João

    12 de abril de 2025 11:33 am

    globo
    Dia 11 de Abril de 2025 energia
    A energia tem um desígnio.
    O último aumento da energia não foi correto.
    O último aumento da energia foi intolerável.
    O estado incentiva a favelizacão.
    Regalia
    Os favelado é criminoso.
    O favelado não é cidadão.
    Conjunto de circunstâncias que se complicam reciprocamente.
    Você sabe como o Brasil começou.
    O favelado é malandro.
    O favelado é esperto.
    Círculo
    Descontrole

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