Vacina da Pfizer agora pode ser guardada em geladeira comum por 31 dias

Às vésperas do depoimento de Eduardo Pazuello na CPI da Pandemia, a notícia soa como mais um prego na ferradura do governo Bolsonaro

Jornal GGN – A Agência Europeia de Medicamentos (em inglês, EMA) emitiu uma nota nesta segunda (17) recomendando mudanças nas condições de armazenamento da vacina da Pfizer contra o novo coronavírus. Às vésperas do depoimento de Eduardo Pazuello na CPI da Pandemia, a notícia soa como mais um prego na ferradura do governo Bolsonaro.

A agência informou que o imunizante – rejeitado pelo Brasil inúmeras vezes durante a primeira onda da pandemia – agora pode ser guardado por até 31 dias em geladeiras comuns.

O Ministério da Saúde só comprou a vacina da Pfizer em março de 2021, mais de 10 meses após a empresa procurar a Pasta pela primeira vez para falar do imunizante à época em desenvolvimento, em maio de 2020.

Publicamente, o presidente Jair Bolsonaro argumentou que a vacina não foi comprada antes por questões contratuais, pelas condições de armazenamento supostamente dificultosas e por falta de segurança jurídica.

No Twitter, a médica Denise Garrett, vice-presidente do Instituto Sabin, que visa democratizar o acesso às vacinas pelo mundo, compartilhou a nota da EMA e comentou que o imunizante poderia estar em uso agora, no Brasil, salvando vidas, se o governo Bolsonaro não tivesse ignorado as ofertas feitas no ano passado.

“A vacina da Pfizer agora pode ser guardada em geladeira comum por 1 mês! Sim, a mesma Pfizer q o governo recusou repetidas vezes, poderia agora estar sendo usada em praticamente todas as cidades do país e salvando milhares de vidas.”

Em depoimento à CPI, o SECO da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo, informou que ofereceu ao governo brasileiro cerca de 70 milhões de doses da vacina, começando a entrega ainda em dezembro de 2020. Mas o governo só conseguiu criar as condições de compra em março, após autorização de uso pela Anvisa.

Para alguns especialistas, porém, as condições de armazenamento da Pfizer nunca foram um impeditivo real para sua aplicação no Brasil.

MUDANÇAS NO ARMAZENAMENTO. A agência europeia diz em nota que “recomendou uma mudança nas condições de armazenamento aprovadas para a Comirnaty, a vacina COVID-19 desenvolvida pela BioNTech e Pfizer, que facilitará o manuseio da vacina em centros de vacinação em toda a União Europeia.”

“Esta alteração estende o período de armazenamento aprovado do frasco descongelado fechado a 2-8° C (ou seja, em uma geladeira normal após retirado do congelamento) de cinco dias para um mês (31 dias).”

“Espera-se que o aumento da flexibilidade no armazenamento e no manuseio da vacina tenha um impacto significativo no planejamento e na logística da implantação da vacina nos estados membros da União Europeia”, diz

Leia a nota original aqui.

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