Em oito dias Exército decidirá se pune ou não Pazuello

Nos bastidores a certeza é de que a pena será branda, para evitar atritos com o presidente, que diz que suspenderá qualquer sanção mais pesada contra o general ex-ministro da Saúde.

Jornal GGN – O general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde de Jair Bolsonaro, enviou documento ao Comando do Exército com sua defesa. Nele, o general nega ter cometido transgressão disciplinar por ter participado em ato político em favor de Bolsonaro, no Rio de Janeiro, e afirma que agiu de acordo com a ‘honra pessoal’ citando o artigo 6 do Regimento Disciplinar do Exército.

O artigo reza que o regimento da corporação deve ser aplicado levando em consideração a ‘honra pessoal’, que vem a ser ‘sentimento de dignidade própria, como o apreço e o respeito de que é objeto ou se torna merecedor o militar, perante seus superiores, pares e subordinados’. O general alega que estava no evento com o presidente, comandante-em-chefe das Forças Armadas.

O regimento não permite que militares da ativa participem de ato político e, naquele evento, o presidente reuniu motociclistas e militantes que o apoiam.

O comandante do Exército tem até oito dias para decidir o caso de Pazuello. Nos bastidores a certeza é de que a pena será branda, para evitar atritos com o presidente, que diz que suspenderá qualquer sanção mais pesada contra o general ex-ministro da Saúde. Isso geraria uma crise sem precedentes entre o Exército e o Palácio do Planalto.

Por outro lado, se o comandante usar de punição branda, estimulará a impunidade, estimulando outros integrantes do Exército a transgredirem as regras participando de eventos políticos, principalmente se o presidente estiver nele. E isso tem o condão de minar a hierarquia das Forças Armadas. Todos se escudariam atrás da justificativa de Pazuello, alegando ‘honra pessoal’ e prestigiar a presença do presidente, maior autoridade militar do país.

Instado a ir para a reserva, Pazuello tem confidenciado a chegados que só pretende se afastar da ativa em 2022, para se escudar na CPI da Covid. O general corre risco de ser preso por perjúrio no novo depoimento que prestará no Senado.

Saindo em defesa do general, Bolsonaro já afirmou que o ato não foi político, foi um ato de apoio de seus seguidores.

Na live desta quinta-feira, Bolsonaro voltou a inocentar Pazuello dizendo que o ato não teve viés político. Afirmou ter sido um encontro, já que ele não é filiado a nenhum partido político.

Apesar das tentativas de Bolsonaro por solução que privilegie Pazuello, o general Paulo Sérgio já disse que o Exército não será influenciado por pressões externas. Militares contam com uma punição para evitar que episódios semelhantes se repitam e manchem a imagem das Forças Armadas.

Com informações do Correio Braziliense.

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2 comentários

  1. Não há porquê punir o pizzauello enquanto o morfético ex-comandante do exército,que ameaçou o STF em pleno exercício do comando não for punido. Aliás,enquanto todos os milicos milicianos não voltarem para suas tocas de onde nunca deveriam ter saído.

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