Monitoramento da pandemia só ocorre por esforço das universidade e secretarias de Saúde, diz Hallal

Para Hallal, o governo Bolsonaro "decidiu não continuar monitorando a evolução da pandemia" e manifestou essa escolha em julho de 2020

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Jornal GGN – O epidemiologista Pedro Hallal disse à CPI da Covid no Senado, na manhã desta quinta (24), que o monitoramento da evolução da pandemia de Covid-19 no Brasil só ocorre hoje por iniciativa das universidades com as secretarias de Saúde. Segundo ele, o Ministério da Saúde sob o governo Bolsonaro demonstrou, desde meados de junho de 2020, que não tinha intenção de investigar nem dar transparência aos dados do maior surto sanitário do século.

Halal ainda revelou que foi censurado em uma reunião do Ministério da Saúde, que decidiu não expor em uma apresentação um slide com dados de uma pesquisa conduzida pela Universidade Federal de Pelotas, que trazia informações sobre um ângulo até então inédito para a pandemia: a mortalidade por etnia. O dado acabou sendo divulgado depois pelos próprios pesquisadores à imprensa nacional e internacional.

Em junho e julho de 2020, o Ministério da Saúde rompeu o contrato com a Universidade de Pelotas para estudos relacionados à pandemia e até hoje não escolheu um substituto para dar continuidade às pesquisas. Para Hallal, o governo Bolsonaro simplesmente “decidiu não continuar monitorando a evolução da pandemia”. “O monitoramento hoje é local e desenvolvido com muita dificuldade pelas secretarias de saúde e universidades brasileiras”, frisou.

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