Jornal GGN – Servidores públicos tem sido alvo de enquadramento institucional por apresentarem um posicionamento crítico contra o presidente Jair Bolsonaro ou a sua gestão. Na maioria das vezes, as denúncias partem de apoiadores vigilantes do bolsonarismo.
Dados da Articulação Nacional das Carreiras Públicas para o Desenvolvimento Sustentável (Arca), coalizão que engloba entidades do setor público, apontam mais de 650 episódios de assédio institucional apenas nos últimos dois anos.
Segundo informações do jornal O Globo, a pressão acaba resultando em processos administrativos, judiciais ou mesmo em demissões. Os registros mais frequentes envolvem agentes das forças de segurança e professores universitários.
Um exemplo disso foi o processo que a Controladoria-Geral da União (CGU) moveu contra dois professores da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) apenas por criticarem a atuação de Bolsonaro contra a Covid-19.
Para não serem punidos, os docentes assinaram um termo onde se comprometiam a não repetir falas de teor semelhante pelos próximos dois anos. Embora o documento tenha sido anulado por conta da repercussão, ele é um alerta claro de que, para o bolsonarismo, as opiniões divergentes não são bem vindas dentro das instituições públicas.
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