Comissão Arns e OAB lançam Mesa Nacional de Diálogo contra a Violência

O objetivo é estimular o debate plural, democrático e focado nos direitos humanos, com toda a sociedade civil brasileira, uma reação ao clima de intolerância presente hoje no país.

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Jornal GGN – Diferentes setores da sociedade civil se unem em torno da Mesa Nacional de Diálogo Contra a Violência, uma iniciativa da Comissão Arns e da OAB. O encontro será hoje, dia 15, às 11h, na sede nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O objetivo é estimular o debate plural, democrático e focado nos direitos humanos, com toda a sociedade civil brasileira, uma reação ao clima de intolerância presente hoje no país.

O evento contará com a participação de organizações como Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Conselho Nacional dos Direitos Humanos, Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (Conic), Conselho Federal de Psicologia (CFP), Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Núcleo de Estudos da Violência (NEV/USP), Instituto Sou da Paz, Centro Nacional de Africanidades e Resistência Afro-Brasileira (Cenarab), além de OAB e Comissão Arns, que presidirão o ato.

O Brasil se tornou um dos países mais violentos do mundo, com 65.602 homicídios em 2017, sendo 72,4% por armas de fogo, segundo dados do Atlas da Violência, do Ipea e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os dados mostram que a maioria desses mortos é jovem e 75,5% negros.

É em torno desta realidade que a Mesa Nacional de Diálogo contra a Violência inicia um amplo debate com a sociedade, como forma de dar voz às vítimas preferenciais de preconceito e discriminação, além de discutir as equivocadas políticas de segurança pública. Este é o primeiro passo para um processo de mobilização pelo país, que possa fortalecer a cultura de paz e a promoção dos direitos humanos.

Leia também:  Com a OAB e a ABI renovadas, a sociedade e o jornalismo se movimentam, por Laurindo Lalo Leal Filho

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2 comentários

  1. “…O objetivo é estimular o debate plural, democrático e focado nos direitos humanos,…” Isto é projeto de Entidade totalitarista que se comanda por Elite Absolutista eleita de forma indireta, cuja concepção é projeto de Estado Ditatorial de Caudilho Fascista? Juntamente com CNBB, que está atrasada há pelo menos 40 anos de um tal farsante Período Redemocrático que implantou também farsante Constituição Cidadã há 30 anos? E a Nação Brasileira e tais Elites deste Estado como estas citadas, não sabem o que construiu este país de 100.000 assassinatos? E agora querem dialogar por uma solução? Pobre país rico. Mas de muito fácil explicação.

  2. Minha opinião é que tanto a sociedade, sistema judiciário e prisional sempre continuaram fazendo as mesmas coisas e colhendo os mesmos resultados em toda história do homo sapiens.
    Toda estrutura sempre foi vingativa ao invés de corretiva. Isso nunca resolveu ou resolverá nada.
    Os malfeitores não podem ser isolados com abandono e ódio social. Muito pelo contrário, eles são uma parte indivisível de toda sociedade humana. São o outro lado da moeda de nós mesmos. Portanto, enquanto uma unidade na qual inevitavelmente estamos igualmente inseridos, somos todos igualmente responsáveis pelo transtorno da violência. Cabe a todos nós nos conhecermos melhor, a nossa real natureza para, desta forma, darmos os primeiros passos para nos tornarmos e ou voltarmos a ser uma verdadeira irmandade de homens e mulheres que nasceram nus, nem bons ou maus. Não acredito que exista um só homem na face da Terra essencialmente e absolutamente mau. Isso é balela. Nunca existiu. O que sempre existiu foi a ignorância do homem sobre a sua verdadeira natureza.

    Somos a realidade, uma unidade indivisível.

    “Guardar raiva é como segurar um carvão em brasa com a intenção de atirá-lo em alguém; é você que se queima”.

    Buda

    Somos todos, sem exceção, uns em UM.

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