10 de junho de 2026

Mais de 3 mil crianças morreram na Palestina, diz Save the Children

O número de crianças mortas em Gaza em apenas três semanas excedeu o número anual em todas as zonas de conflito do mundo desde 2019
Norte da Faixa de Gaza está sendo reduzida a escombros antes de possível entrada por terra das tropas israelenses. Foto: Flickr/ONU
Norte da Faixa de Gaza reduzida a escombros. Foto: Flickr/ONU

Pelo menos 3.195 crianças morreram apenas na Faixa de Gaza desde o último dia 7 de outubro, informou neste domingo (29) a ONG internacional de proteção infantil Save the Children. 

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A ONG detalha que as crianças representam mais de 40% das 7.703 mortes em Gaza.

“A Save the Children está seriamente preocupada com o fato de a expansão da operação terrestre em Gaza pelas forças israelitas conduzir inevitavelmente a mais vítimas infantis, uma vez que os corpos das crianças são especialmente vulneráveis ​​a armas explosivas”, alerta a organização.

Desde 7 de outubro, mais de 3.257 crianças foram mortas, das quais pelo menos 3.195 estavam em Gaza, 33 na Cisjordânia e 29 em Israel, de acordo com os ministérios da saúde de Gaza e de Israel, respectivamente. 

Pelo menos 6.360 menores também ficaram feridos em Gaza, bem como pelo menos 180 na Cisjordânia e pelo menos 74 em Israel.

Segundo a organização, “o número de crianças mortas em Gaza em apenas três semanas excedeu o número anual de crianças mortas em todas as zonas de conflito do mundo desde 2019”.

“Com mais 1.000 crianças dadas como desaparecidas em Gaza, soterradas sob os escombros, o número de mortos provavelmente será muito maior”, afirma o texto.

Segunda fase da ofensiva 

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou neste sábado (28) que a ofensiva na Faixa de Gaza entrou na sua segunda fase sob a forma de uma “operação terrestre”. 

Netanyahu afirmou que a operação será ampliada com o objetivo de destruir as capacidades do Hamas e libertar os reféns detidos pelo movimento.

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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