Agente da ditadura é homenageado por Comunicação do governo Bolsonaro

Procuradoria do MPF entrará com uma investigação para "apuração e responsabilização pessoal, inclusive por prática de ato de improbidade administrativa"

Jornal GGN – A Comunicação do governo de Jair Bolsonaro celebrou o encontro do presidente com um agente da ditadura militar brasileira. Em publicação nas redes sociais, a Secom publicou uma foto da audiência de Bolsonaro com o Major Curió, um dos principais repressores do período ditatorial do país.

Sebastião Curió Rodrigues de Moura, hoje aos 85 anos, tenente coronel reformado do Exército, foi denunciado 6 vezes por assassinatos e sequestros de militantes da Guerrilha do Araguaia (1972-1975), uma das chacinas que matou 67 militantes da esquerda presos e torturados. Curió chegou a reconhecer, em 2009, que 41 militantes da Guerrilha foram executados, sem possibilidade de reação.

A confirmação foi dada em entrevista ao jornalista Leonêncio Nossa, quando o militar apresentou as evidências de que os militantes foram presos, amarrados e executados. Enquanto haviam provas de 25 casos, Curió mostrou os registros de outros 16.

Mas para o governo de Jair Bolsonaro, ele é um “herói do Brasil”. Assim descreveu a Secom em publicação no Twitter e redes sociais. “A Guerrilha do Araguaia tentou tomar o Brasil via luta armada. A dedicação deste e de outros heróis ajudou a livrar o país de um dos maiores flagelos da História da Humanidade: o totalitarismo socialista”, escreveu a Secretaria de Comunicação de Bolsonaro.

“Presidente recebe tenente-coronel que combateu a guerrilha comunista no Araguaia”, escreveu a pasta, em outra publicação. De acordo com relatório da Comissão da Verdade, o tenente-coronel é um dos 377 agentes do Estado que cometeram crimes contra os direitos humanos durante a ditadura. Entre os crimes a que foi denunciado seis vezes pelo Ministério Público, Curió é acusado de sequestro, assassinato e ocultação de cadáver.

De acordo com o colunista Rubens Valente, do Uol, Procuradoria do MPF entrará com uma investigação para “apuração e responsabilização pessoal, inclusive por prática de ato de improbidade administrativa” contra o secretário especial de Comunicação de Bolsonaro, Fábio Wajngarten.

Um pedido da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) foi enviado para a análise direta da Procuradoria no Distrito Federal, que decidirá se abrirá ou não o procedimento interno.

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

2 comentários

  1. Nao era este sujeito o “Coroné ” das mineracoes na epoca?
    Mas e so mais uma do diversionista. Deixa pra la! Como estrume se perde no mato.
    Precisamoe é de:
    Foco na pandemia q mata a rodo. Foco no assassinato de Anderson e Mariele . Foco na precarização do trabalho e da economia. Foco na devastação das florestas. Foco no interesse dos “privatas” Foco no interesse pela PF do rj. Foco no tráfico de armas.
    Enfim: Foco em retirar esta turma insana de Brasília antes que todo brasil escorra pelo esgoto.

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome