5 de junho de 2026

Inadimplência cai e baixa renda lidera procura por crédito

Jornal GGN – Um maior rigor das instituições financeiras na concessão de empréstimos derrubou em 2% a taxa de inadimplência no Brasil em 2013, de acordo com dados da Serasa Experian. Foi a primeira desde o início da medição pela instituição, em 2000.

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Entretanto, foram os consumidores de baixa renda os líderes da demanda por crédito, no acumulado do ano: crescimento de 8,4% para quem recebe até R$ 500 mensais e 3,7% para os que ganham entre R$ 500 e 1000. Os números do Indicador da Demanda do Consumidor por Crédito também foram divulgados pela Serasa.

A quantidade de pessoas que buscou crédito teve seu segundo ano consecutivo de resultado decepcionante: cresceu apenas 1,8%, no acumulado de 2013 – no ano anterior, a demanda já havia recuado 3,1% em relação a 2011. A procura foi muito mais notória entre 2010 e 2011: 16,4% e 7,5%, respectivamente.

Para os economistas da instituição, alguns fatores impediram um desempenho mais favorável da demanda por crédito, entre eles, a alta da inflação, as altas taxas dos juros, do dólar e o do custo do crédito, além de um esforço dos consumidores em reduzir seus níveis de endividamento.

Nas demais camadas de rendimento mensal, a demanda por crédito recuou 0,1%, entre os assalariados que ganham entre R$ 1000 e 2 mil, 2,4% entre R$ 2 mil e 5 mil, 4,2% entre R$ 5 mil e 10 mil e 3,4% para quem ganha acima de R$ 10 mil. As regiões Norte e Nordeste foram as que registraram maiores taxas de crescimento de demanda por crédito. Sudeste e Centro-Oeste tiveram as quedas mais significativas.
 
O Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito é construído a partir de uma amostra significativa de CPFs, consultados mensalmente na base de dados da Serasa Experian. A quantidade de CPFs consultados, especificamente nas transações que configuram alguma relação creditícia entre os consumidores e instituições do sistema financeiro ou empresas não financeiras, é transformada em número índice (média de 2008 = 100). O indicador é segmentado por região geográfica e por classe de rendimento mensal.
 
 

Redação

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3 Comentários
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  1. Paulo Figueira

    21 de janeiro de 2014 12:07 pm

    A mídia não vivia dizendo que
    A mídia não vivia dizendo que havia uma bolha de crédito e que logo a inadimplência iria estourar?
    Ah foi só mais uma daquelas previsões de catastrofes na economia que não se confirmam

  2. JB Costa

    21 de janeiro de 2014 12:28 pm

    Já compartilhei com o “grande

    Já compartilhei com o “grande economista” Diogo copo vazio Mainardi. 

    Sobre inadimplência: por experiência própria vos afirmo: merce de serem maiores em número, são os pobres, os demandantes por pequenos créditos, que menos dão calote. 

    Se possível for abrir os indicadores de inadimplência e categorizá-los por volume, fácil constataremos que são os de classe média/alta os maiores caloteiros. 

    Pobre paga em dia ou quando muito renegocia suas dívidas porque tem um norte moral muito maior que as elites(financeiras, econômicas, o que for), mas também por razões utilitaristas: sabe que se perder o conceito(ou o crédito) vai ter mais dificuldades de sobrevivência.

    Por favor: nada a ver com negócio de classes. 

  3. Durvalino

    21 de janeiro de 2014 1:43 pm

    …..  me permitam os autores

    …..  me permitam os autores deste trabalho  mas quero discordar totalmente do enfoque adotado .

    gostaria de ver esse trabalho cotejado com as escorchantes taxas de juros praticadas pelos banqueiros brasileiros anuidas pelo governo.

    uma coisa esta presa a outra:  quando as taxas de juros sao pudicas  dispara a tomada de credito .  entao os banqueiros ganham dos dois modos …. com alta ou baixa tomada de credito, sao eles q definem qual rumo o país vai seguir…

    poem o banco central de joelhos !!!  querem um exemplo:  a moda hoje eh descolar o cdb do cdi de forma q drenam para si uma parte  do ganho q antes davam aos aplicadores .   com eles ninguem pode !!

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