4 de junho de 2026

A queda dos juros reais, o grande saldo de 2012.

A queda dos juros reais, o grande saldo de 2012, para um grande salto no crescimento do PIB no Brasil.

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Creio que o agravamento da crise econômica internacional, com a crise fiscal da zona euro, apesar de ter provocado uma significativa queda no ritmo de crescimento do PIB em 2011 e 2012, foi bem aproveitada pelo Governo da Presidenta Dilma e pela atual direção do Banco Central do Brasil, ao acelerar o processo de queda dos juros reais no Brasil, criando grandes condições para a consolidação de longo ciclo virtuoso de crescimento do PIB e de distribuição de renda no Brasil.

A queda dos juros reais, é o grande saldo do enfrentamento da atual crise econômica, que vai permitir um grande salto no crescimento do PIB no Brasil.

Creio que tudo indica que a queda dos juros reais, diferente da queda dos juros reais em 2009/2010, agora tem um caráter mais permanente, principalmente em função da utilização das demais ferramentas da Política Monetária pelo Banco Central do Brasil , além dos juros da Selic e de uma maior colaboração com o Ministério da Fazenda, para uma maior integração da política fiscal e monetária.

Creio que desde do final de 2010, o Copom vem utilizando as demais ferramentas da Política Monetária, para realizar um ajuste definitivo nos da Selic, com o uso intensivo da normas de regulação do sistema financeiro, da exigência de capital das instituições financeiras, o controle do nível do compulsório, além disso o Ministério da Fazenda vem utilizando o IOF de maneira anti-cíclica tanto no crédito como no câmbio.

Creio que os indicadores econômicos já indicam uma recuperação do ritmo de crescimento do PIB no terceiro e no quarto trimestre de 2012, entre 1% e 1,5%, em relação aos trimestre anterior, o que indica um crescimento do PIB anualizado de 4% a 6% ao ano.

Creio que com a queda da demanda externa, provocada pela lenta recuperação das economias dos países desenvolvidos e pelo agravamento da crise fiscal na zona do euro, tem permitido aumentar o consumo das famílias, de modo a compensar a queda da demanda externa e um maior controle dos gastos públicos, ou seja o crescimento do consumo das famílias será  bem maior que o ritmo de crescimento do PIB, já que está havendo uma queda da demanda externa e um menor crescimento dos gastos públicos.

Creio que a sensação de crescimento econômico para as famílias que estão no Brasil, será algo em torno de 8% ao ano, já que noa parte do crescimento da produção será consumida no mercado interno, diferente dos momentos em que boa parte do crescimento  produção se destina ao mercado externo, provocando as vezes até uma queda no consumo das famílias.

A recente diminuição do compulsório, além de aumentar a liquidez do sistema financeiro, ao aumentar a oferta de reais na economia, reduz o custo de captação das instituições financeiras, o que permite dar continuidade ao atual processo de redução dos juros nos financiamentos destinados ao consumo.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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