4 de junho de 2026

Acirramento de disputa eleitoral afeta mercado; bolsa cai 0,49%

Jornal GGN – A bolsa brasileira voltou a operar de forma volátil, e fechou as operações de terça-feira em queda, renovando o patamar de mínima visto nas últimas cinco semanas, principalmente depois que a divulgação de novas pesquisas eleitorais sinaliza que a disputa em um provável segundo turno será acirrada.

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O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou as operações em queda de 0,49%, aos 56.540 pontos e com um volume negociado de R$ 6,981 bilhões.

Segundo informações da agência de notícias Reuters, a cautela com a divulgação de pesquisas eleitorais elaboradas pelo Ibope e Vox Populi confirmou o viés de baixa final, embora longe da mínima, com alguns agentes preferindo zerar suas posições vendidas antes dos números. O aperto na disputa eleitoral foi sinalizado pela última pesquisa CNT/MDA, que mostrou a presidente Dilma Rousseff (PT) com 42% na simulação de segundo turno contra 41% de Marina Silva (PSB). Antes, Dilma tinha 42,7% e Marina, 45,5%. Os dados levaram agentes a questionarem se Marina teria fôlego para se recuperar a menos de duas semanas do primeiro turno das eleições. As operações também foram afetadas por dados divulgados na China e notícias envolvendo o mercado brasileiro de telecomunicações, com a decisão da Oi de não disputar o leilão 4G.

Quanto ao dólar, a cotação comercial teve sua quinta alta seguida, subindo 0,53%, para R$ 2,407 na venda. Esta foi a primeira vez que o dólar passa e supera a marca de R$ 2,40 desde fevereiro.

Além da indefinição quanto ao cenário eleitoral, os investidores aguardam um posicionamento do Banco Central sobre um eventual aumento de atividade no mercado, uma vez que a cotação acima de R$ 2,35 poderia gerar mais inflação, já que os produtos importados ficariam mais caros.

Diante disso, investidores esperam que o BC intensifique sua intervenção no mercado de câmbio, por meio de rolagem dos contratos de swap cambial tradicional (equivalente à venda futura de dólares). Nesta sessão, o BC manteve seu programa de intervenções diárias, com as novas regras anunciadas em junho.

Foram vendidos 4 mil contratos com vencimento em 1º de setembro de 2015, em operação que movimentou o equivalente a US$ 197,5 milhões. Também foram oferecidos contratos com vencimento em 1º de junho do ano que vem, mas nenhum foi vendido.

A autoridade monetária também manteve os leilões de rolagem, com a negociação de 6 mil swaps cambiais para estender a data dos contratos que vencem em 1º de outubro. Desse total, foram vendidos 2,7 mil contratos para 3 de agosto de 2015 e 3,3 mil para 1º de outubro de 2015, com volume correspondente a US$ 296,2 milhões.

Para quarta-feira, os agentes aguardam a publicação dos dados de confiança do consumidor pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o saldo de conta corrente e de investimentos estrangeiros diretos. No exterior, destaque para os dados de vendas de novas casas nos Estados Unidos e o indicador de expectativas na Alemanha.

(Com Reuters)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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