10 de junho de 2026

Agenda de Trump favorece a China, diz Thomas Friedman

Em artigo, economista afirma que estratégia de impugnação de energia renovável e veículos elétricos é “desprovida de bom senso”
Foto de Mike Bird via pexels.com

A agenda do presidente dos Estados Unidos Donald Trump pode priorizar a chamada “lacração de direita”, a qual impugna veículos elétricos e energia renovável, mas tal medida não vai tornar o país grande novamente.

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O economista norte-americano Thomas Friedman lembra que mexer com a questão elétrica não interessa nem mesmo à base eleitoral de Trump – cinco dos estados que geram a maior parcela da energia eólica consumida nos Estados Unidos são republicanos, e se aproveitam disso.

Além disso, Friedman afirma que a estratégia de Trump em perfurar em busca de óleo enquanto a inteligência artificial e veículos elétricos começam a avançar, isso não fará dos Estados Unidos a mesma potência. Pelo contrário, isso vai ajudar a China a crescer.

Em artigo publicado no jornal The New York Times, o economista afirma que, apesar de seus problemas, “a China sabe como fazer grandes coisas”, e o país governado por Xi Jinping não é tolo em tratar uma forma de geração de energia diferente da outra. “Tudo que importa para Pequim é o que é mais abundante, eficiente, barato e limpo”.

A partir do momento em que o governo norte-americano sufocar a indústria eólica em meio ao aumento da demanda por eletricidade, pode ser necessário reativar usinas de carvão aposentadas, o que não só seria oneroso para a economia como também para o meio ambiente.

E como explica Friedman, tal medida “é exatamente o oposto do bom senso”, e isso pode enfraquecer os Estados Unidos na disputa chinesa na composição do ecossistema industrial estruturado em inteligência artificial, veículos autônomos, bateria e energia limpa.

Interligação e DeepSeek

O que Trump e seus apoiadores não entendem é que tudo, da inteligência artificial passando pelos veículos elétricos, está conectado à política energética.

“Em outras palavras, no século 21, dominará o país que tiver o ecossistema mais inteligente, barato e eficiente de IA, veículos elétricos, baterias inteligentes e eletricidade limpa abundante. Assim como, na Era Industrial, dominava quem tinha o maior ecossistema de carvão, aço, petróleo e motores de combustão”, reitera o economista.

Isso ajuda a explicar o impacto do modelo de inteligência artificial lançado recentemente pela startup chinesa DeepSeek, cujo poder de raciocínio foi obtido sem a importação de chips norte-americanos por conta das diversas sanções impostas ao país.

É o ecossistema, estúpido. E quem arrancar uma parte dele por razões políticas estúpidas, impulsivas e lacradoras de direita vai perder”, afirma Thomas Friedman.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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