5 de junho de 2026

As empresas brasileiras em incubadouras

Do portal do MCTI

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Estudo aponta existência de 16.394 empresas em 384 incubadoras

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) concluiu junto com a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), no início deste trimestre, a atualização do Estudo, Análises e Proposições sobre as Incubadoras de Empresas no Brasil. No total, foram contabilizadas 16.394 empresas em 384 incubadoras espalhadas pelo país. 

O governo exerce um papel de orientador e financiador de iniciativas implantadas em novas incubadoras, considerando que estas são instrumentos de desenvolvimento local e regional. Dentro desse contexto, o MCTI e suas agências de fomento disponibilizaram R$ 53,5 milhões a 341 projetos, entre 2003 e 2011. 

No ano passado, a Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec/MCTI), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), lançou uma chamada pública de apoio às incubadoras de empresas no valor de R$ 6,5 milhões. Foram apresentadas 139 propostas, sendo 51 da Região Sul, 39 da Sudeste, 27 da Nordeste, 12 da Centro-Oeste e dez da Norte. Do total, foram selecionadas 28, que somam R$ 6,3 milhões. 

O estudo dimensiona o faturamento anual das empresas incubadas, que gira em torno de R$ 226 milhões. As 29.205 empresas já graduadas dentro das incubadoras, por sua vez, faturam cerca de R$ 1,2 bilhão anualmente. 

Constatou-se que 55% das empresas desenvolvem produtos em nível nacional, 28% têm atividades voltadas para a economia local e 15% alcançam o mercado internacional. Quase dois terços (58%) das empresas têm como foco o desenvolvimento de novos produtos ou processos oriundos de pesquisa científica e 38% apontaram a inserção de arranjos produtivos locais (APLs) de alta tecnologia. 

Quanto à área de atuação, foi levantado que 52% das incubadoras atuam na área de prestação de serviços, 43% na área industrial e 5% no setor de agroindústria.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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