21 de maio de 2026

Banco Central aperta o cerco e exige plano do BRB para reforço de capital de R$ 5 bilhões

Banco público tem prazo até sexta para apresentar metas ao regulador após rombo ligado a operações bilionárias com o Banco Master
Fachada do prédio do banco de Brasília (BRB) | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

▸ BRB deve apresentar até sexta para apresentar um plano ao BC para aporte mínimo de R$ 5 bilhões em seis meses.

▸ Investigações apontam sobrepreço e pagamento antecipado em compra de carteiras do Banco Master pelo BRB.

▸ Banco Master foi liquidado pelo BC; BRB tentou compra barrada para evitar maior exposição ao risco.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Banco de Brasília (BRB) corre contra o relógio para apresentar, até sexta-feira (6), um plano de metas ao Banco Central (BC) que prevê o aporte de, no mínimo, R$ 5 bilhões em seu balanço patrimonial. A medida é uma exigência da autoridade monetária para recompor a saúde financeira da instituição e deve ser executada integralmente em até seis meses, caso receba o aval do órgão regulador.

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A ofensiva do Banco Central visa estancar o desgaste na credibilidade do banco, controlado pelo Governo do Distrito Federal (GDF). O enfraquecimento contábil do BRB é o capítulo mais recente de uma crise iniciada no final de 2024, quando a instituição destinou cifras bilionárias para a aquisição de carteiras de crédito pertencentes ao Banco Master.

O rastro das operações sob suspeita

As transações entre as duas casas bancárias entraram na mira dos órgãos de controle após a revelação de inconsistências nos valores praticados. O Master teria adquirido as carteiras de uma terceira instituição por menos da metade do preço que, posteriormente, cobrou do BRB. Além do sobrepreço, as investigações apontam que o Master recebeu o pagamento à vista do banco brasiliense antes mesmo de quitar a compra original desses ativos.

Entre 2024 e 2025, o montante injetado pelo BRB no Master chegou a R$ 16,7 bilhões. O Ministério Público agora apura indícios de gestão fraudulenta, com foco especial em cerca de R$ 12 bilhões destinados a “carteiras podres“, créditos de difícil recuperação que sequer possuíam garantias financeiras ou pertenciam formalmente ao Master no momento da negociação.

Estabilidade e intervenção estatal

Apesar da fragilidade nos números, especialistas descartam, por ora, um risco iminente de falência ou liquidação. O principal pilar de sustentação é a natureza estatal da instituição: o GDF detém 71,92% do capital social. Esse controle público funciona como uma salvaguarda sistêmica, já que o ente federativo possui patrimônio para intervir e socorrer o banco se houver necessidade de liquidez imediata.

Contudo, a recomposição de capital é vista como inegociável pelo BC para que o BRB se mantenha dentro das regras de segurança e solidez exigidas de todo o sistema bancário nacional.

O colapso do parceiro comercial

A situação do BRB agravou-se com a derrocada definitiva do Banco Master, que sofreu intervenção e liquidação pelo Banco Central em novembro passado. A autarquia identificou uma crise profunda de liquidez na instituição privada, que já não conseguia honrar compromissos com investidores e correntistas.

Antes da liquidação, o BRB, com o apoio explícito do governador Ibaneis Rocha (MDB), tentou adquirir uma fatia relevante do Master ao longo de 2025. A operação, que poderia ter ampliado ainda mais a exposição do banco público ao risco, foi barrada pelo Banco Central, que agora exige o saneamento imediato das contas da instituição brasiliense.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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