21 de maio de 2026

Caso Master: PF abre novo inquérito sobre gestão fraudulenta no BRB

Investigação mira compra de carteiras de crédito sem lastro do Banco Master; prejuízo acumulado pode chegar a R$ 5 bilhões
Ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa. | Foto: BRB/Divulgação

▸ PF abre inquérito para investigar gestão fraudulenta no BRB em operações com o Banco Master, liquidado em 2025.

▸ BRB comprou R$ 12,2 bi em créditos sem garantias do Master, que emitia CDBs sem liquidez e usava ativos fictícios.

▸ BC exige provisão de R$ 2,6 bi; governo do DF pode aportar recursos para manter estabilidade do banco público.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Polícia Federal instaurou, na última sexta-feira (30), um novo inquérito para investigar suspeitas de gestão fraudulenta no Banco de Brasília (BRB). A apuração, autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), foca em operações nebulosas realizadas entre o banco público e o Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025 após a descoberta de um esquema de ativos fictícios.

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O novo desdobramento surge após uma auditoria forense contratada pela própria atual diretoria do BRB identificar “achados relevantes“. Segundo os investigadores, o banco teria adquirido R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do Master que não possuíam garantias reais ou documentação idônea.

Embora o BRB tenha conseguido recuperar cerca de R$ 10 bilhões por meio de transferências de ativos antes da quebra do Master, o rombo remanescente exigirá um provisionamento bilionário.

O esquema das carteiras fictícias

As investigações da Operação Compliance Zero apontam que o Banco Master, sob o comando do empresário Daniel Vorcaro, preso em novembro passado, emitiu R$ 50 bilhões em certificados de depósito bancário (CDBs) sem comprovação de liquidez. Para sustentar a fachada de solvência, o Master teria adquirido créditos inexistentes da consultoria Tirreno e, imediatamente, os revendido ao BRB.

O banco público do Distrito Federal efetuou o pagamento bilionário sem o devido rigor técnico, no mesmo período em que tentava formalizar a compra do próprio Banco Master. Essa aquisição, que contava com o apoio político do governo do Distrito Federal, acabou barrada pelo Banco Central em setembro de 2025 por falta de transparência e riscos excessivos.

Em nota, o BRB afirmou que entregou o relatório da auditoria à PF e ao Banco Central para “resguardar seus interesses, recuperar seus créditos e ativos e ver ressarcidos os prejuízos causados pelos agentes relacionados à Operação Compliance Zero“.

Crise de governança e impacto financeiro

O escândalo já provocou mudanças profundas na cúpula da instituição. Em novembro, o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado e posteriormente demitido após operações de busca e apreensão. Agora, o banco corre contra o tempo para apresentar seu balanço financeiro, que deverá detalhar a real extensão dos danos ao patrimônio público.

O Banco Central determinou que o BRB reserve R$ 2,6 bilhões para cobrir perdas imediatas com as carteiras fraudulentas. Apesar do cenário crítico, o governo do Distrito Federal, acionista controlador, já sinalizou que poderá realizar um aporte direto de recursos para manter a estabilidade da instituição.

O governador Ibaneis Rocha admitiu ter se reunido com Daniel Vorcaro em quatro ocasiões entre 2024 e 2025, mas negou que os encontros tivessem como pauta a polêmica tentativa de compra do banco privado pelo BRB. O caso segue sob sigilo na Procuradoria-Geral da República (PGR).

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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