4 de junho de 2026

BC revisa projeções e prevê queda de 3,6% no PIB

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Jornal GGN – O Banco Central revisou as projeções para a economia em 2015 e espera uma retração mais intensa do que previsto no início do ano. Agora, a estimativa para o PIB é de recuo de 3,6%.

Na indústria, a queda no PIB será sentida de forma mais acentuada do que o previsto. Em geral, a atividade industrial deverá ter um recuo de 6,3% contra 5,6% de previsão. O setor de serviços também, deve recuar 2,4% contra uma previsão de 1,6%.

Para 2016, o BC prevê uma retração na economia da ordem de 1,9%. “O resultado, que incorpora cenário de incertezas associadas a eventos não econômicos, se aproxima do carregamento estatístico estimado para o ano”, explicou o banco em nota.

Do Valor Econômico

BC espera retração do PIB de 3,6% em 2015 e de 1,9% em 2016

Por Ana Conceição

O Banco Central revisou suas projeções para a economia neste ano e agora espera uma contração muito mais intensa da atividade, puxada por uma piora expressiva nos investimentos. A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) do país saiu de queda de 2,7% para recuo de 3,6%, de acordo com dados divulgados hoje no Relatório de Inflação do BC.

Pelo lado da oferta agregada, a projeção para o PIB da indústria saiu de queda de 5,6% para recuo de 6,3% em 2015, refletindo as revisões nas projeções para a indústria de transformação (de ­8,2% para ­9,1%), construção civil (de ­7,8% para ­8,8%) e indústria extrativa (de +6,1% para +4,5%), esta repercutindo efeitos da greve dos petroleiros e da paralisação da atividade da Samarco após o acidente em Mariana (MG).

O setor de serviços deverá recuar 2,4%, ante queda de 1,6% prevista no relatório anterior, de setembro, acompanhando as revisões nas atividades imobiliária e aluguel, comércio e outros serviços.

O único setor com atividade positiva, a agropecuária, teve sua estimativa de crescimento rebaixada, de 2,6% para 1,7% em 2015 por causa da revisão para baixo na safra de grãos, diz o BC.

No lado da demanda, a autoridade vê uma queda ainda maior no consumo das famílias, de 3,8%, ante 2,4% previstos antes e também na formação bruta de capital fixo, para 14,5%, de 12,3% estimados anteriormente. A contribuição da demanda interna para a variação do PIB deste ano foi estimada pelo BC em menos 6,2 pontos percentuais.

Já o consumo do governo foi revisado para cima, embora ainda permaneça negativo. Em vez da queda de 1,4% estimada anteriormente, o resultado deverá ser de recuo de 0,3%.

Em relação ao componente externo da demanda agregada, o crescimento anual das exportações foi revisto de 8,0% para 5,1%. A variação das importações foi revisada para ­14,4% (­10,7% no Relatório anterior). A contribuição do setor externo para a variação do PIB em 2015 deverá atingir 2,6 pontos percenuais, a maior desde 2003, diz o BC.

PIB de 2016 deve cair 1,9%

Para 2016, o Banco Central prevê uma retração econômica de 1,9%. “O resultado, que incorpora cenário de incertezas associadas a eventos não econômicos, se aproxima do carregamento estatístico estimado para o ano”, afirma a autoridade monetária no relatório divulgado hoje. A estimativa do BC é mais “otimista” que a dos analistas de mercado, que preveem recuo de 2,8% para a economia no próximo ano, segundo o boletim Focus.

No ano que vem, a produção agropecuária deverá aumentar 0,5%, depois de um crescimento estimado em 1,7% para 2015. A indústria deve cair 3,9%, terceira retração anual consecutiva, após despencar 6,3% neste ano. A indústria extrativa deverá cair 4%, após aumentar 4,5% em 2015, estimativa, segundo o BC, compatível com as metas de produção de petróleo e de minério de ferro anunciadas pelas principais empresas do setor e, em especial, com o impacto negativo do acidente da Samarco em Minas Gerais. A indústria de transformação deve recuar 3,8%, diante da reduzida confiança dos empresários e nível de estoques ainda elevado, “que poderá ser mitigado por eventuais ganhos de competitividade decorrentes da depreciação. cambial”, segundo o BC. Na construção civil a queda deverá chegar a 5,0%. Essa estimativa, diz o BC, “evidencia a dinâmica ainda negativa do segmento residencial, afetado por elevados estoques de imóveis e restrições de financiamento”.

O setor de serviços deverá ter novo recuo em 2016, de 1,2%, após queda de 2,4% neste ano, afetado pela queda da indústria e do consumo das famílias. Comércio, transportes, outros serviços e serviços de informação devem se contrair 3,3%, 3,0%, 1,7% e 0,5%, respectivamente, segundo estimativas do BC.

Sob a ótica da demanda, o consumo das famílias deverá cair 2%, após recuo de 3,8% em 2015, e a formação bruta de capital fixo, indicativo dos investimentos produtivos, deverá cair 9,5%, após recuo de 14,5% neste ano. No caso das famílias, o BC considera que haverá uma evolução mais favorável da massa ampliada de rendimentos (massa salarial e benefícios sociais recebidos pelas famílias), que deverá repercutir o aumento significativo esperado para o salário mínimo, e a trajetória mais benigna da inflação. O consumo do governo deverá sair de queda de 0,3% para aumento de 0,4%.

Quanto aos investimentos, a queda menor em relação a este ano reflete, em parte, a perspectiva de que os choques que afetaram a formação bruta neste ano não ocorram com a mesma intensidade em 2016. A retração anual repercute, em especial, o cenário negativo para a construção civil e o recuo acentuado na absorção de bens de capital, em ambiente de encarecimento do crédito e níveis historicamente reduzidos da utilização da capacidade instalada. A demanda interna deverá contribuir com menos 3,7 pontos percentuais para a variação do PIB em 2016, segundo cálculos do BC.

Por fim, o menor dinamismo da economia brasileira seguirá reduzindo as importações de bens e serviços, que deverão recuar 11,0% em 2016, contrastando com a projeção de crescimento de 2,0% para as exportações. Assim, a contribuição do setor externo para a variação anual do PIB em 2016 está estimada em 1,8 ponto percentual.

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7 Comentários
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  1. Solange Nogueira da Silva

    23 de dezembro de 2015 6:04 pm

    Obrigado Dilma, seu governo
    Obrigado Dilma, seu governo entrará para história!!!

  2. José Adailton V Ribeiro

    23 de dezembro de 2015 7:22 pm

    ALGUÉM ME DISSE

    “É dele a afirmação em 2010: “A opção estratégica fundamental em apostar no crescimento ao invés de radicalizar a incerta proposta de ajuste fiscal contracionista, baseada nos cânones neoliberais, terminou sendo validada com base em resultados imediatos”.

    Na Folha de hoje o colunista fez esta citação que, para um leigo, é de difícil compreensão.Vocês sabem quem falou isto, segundo o autor do artigo?

    .

     

  3. João d'CUia

    23 de dezembro de 2015 7:40 pm

    o Brasil já esteve  trilhões

    o Brasil já esteve  trilhões de vezes pior e não se acabou.  E não é anda que não mereça o país que deixou o maior  presidente mundial do mundo coçando o saco para um poste assumir

  4. Henrique Dias

    23 de dezembro de 2015 7:46 pm

    A culpa é do Moro!

    A culpa é do Moro!

  5. Fabio !

    23 de dezembro de 2015 8:57 pm

    EMPIRICUS

    Bem , não deixa de ser engraçado que as previsões daquele relatório da corretora EMPIRICUS divulgado no final do ano passado – dizendo que o país teria o pior ano da economia desde os tempos do desastrado plano economico da era Collor – se concretizaram . Apesar de os pró governistas – quando da divulgação do relatório – malharem seus autores , tentando desqualifica-los.

    A velha estratégia , de ambos os lados , nesses já quase 13 anos de governo petista .

  6. Fabio SP

    23 de dezembro de 2015 9:05 pm

    O BC tem que parar com essas

    O BC tem que parar com essas  divulgações de revisões… pra cima póde!!! prá baixo não póóóóde!!!

  7. Edemar Motta

    23 de dezembro de 2015 10:03 pm

    O Banco Central está certo.
    O

    O Banco Central está certo.

    O remédio é aumentar taxa de juros sobre a dívida pública.

    O sindicato não oficial dos bancos não erra uma.

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