5 de junho de 2026

Bolsa fecha em queda, em dia marcado por incertezas

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Jornal GGN – A bolsa brasileira encerrou as operações em queda, influenciada pela desaceleração registrada no mercado externo e pelas incertezas com o cenário político brasileiro.

O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) fechou as operações em queda de 0,81%, aos 45.262 pontos e com um volume negociado de R$ 5,659 bilhões.

No exterior, as operações foram marcadas pela desaceleração em diversos mercados e pelo tom de cautela adotado antes da decisão de política monetária do Federal Reserve (o Banco Central norte-americano) programada para a próxima quarta-feira, em meio a expectativas de possível alta de juros norte-americanos.

No Brasil, o quadro de preocupações era intensificado após declarações do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.  Segundo informações veiculadas na imprensa, o ministro admitiu que poderia deixar o governo caso a meta de superavit primário para 2016, estipulada em 0,7% do PIB (Produto Interno Bruto), seja zerada em votação pelo Congresso. A declaração teria sido feita em conversa com representantes da Comissão Mista de Orçamento na noite de quarta-feira. Após a repercussão, Levy negou que deixará o cargo por causa da meta fiscal.

As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) caíram 3,8%, a R$ 8,85, e as preferenciais (PETR4) recuaram 2,68%, a R$ 7,25. Já as ações preferenciais da Vale (VALE5) perderam 4,29%, a R$ 9,59, e as ordinárias (VALE3) fecharam em baixa de 3,63%, a R$ 12,21.

No setor de bancos, as ações do Banco do Brasil (BBAS3) se desvalorizaram 1,94%, a R$ 17,65, e os papéis do Bradesco (BBDC4) fecharam em baixa de 0,86%, a R$ 20,82.

No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou em alta pelo segundo dia consecutivo: a divisa terminou o dia com ganho de 1,93%, a R$ 3,874 na venda. Com isso, a moeda norte-americana fecha a semana com valorização de 3,61%. No mês, acumula queda de 0,33% e, no ano, tem avanço de 45,7%.

No setor externo, existiam preocupações quanto a desaceleração da economia chinesa, fazendo com que investidores evitassem colocar dinheiro em negócios de maior risco nesta sessão, depois que a queda do yuan chegou ao menor nível em quatro anos e meio. A repercussão das declarações de Levy também afetaram as operações.

Ao mesmo tempo, o Banco Central deu continuidade à rolagem dos swaps cambiais (equivalentes à venda futura de dólares) com vencimento programado para janeiro, com oferta de até 11.260 contratos. Até agora, o BC já rolou o equivalente a US$ 4,926 bilhões, ou cerca de 46% do lote total, que corresponde a US$ 10,694 bilhões.

Para segunda-feira, os agentes aguardam a publicação do boletim Focus, dos dados semanais da balança comercial e o índice de expectativa do consumidor, que será publicado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). No exterior, destaque para a produção industrial do Japão; vendas no varejo, produção industrial e investimento em ativos fixos na China; e produção industrial na zona do euro.

 

(Com Reuters)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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