Jornal GGN – O índice da bolsa brasileira interrompeu uma sequência de cinco quedas e terminou as operações em alta, muito por conta dos ganhos apresentados no mercado externo, além da repercussão envolvendo dados eleitorais.
O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) fechou o pregão desta quarta-feira em alta de 0,50%, aos 56.824 pontos e com um volume negociado de R$ 6,279 bilhões.
“O Ibovespa abriu decaindo, mas, recuperou-se. Após às 13h, entrou definitivamente em alta, apoiado, primordialmente, nas evoluções positivas das bolsas de Nova York. Declarações de membros do Fed hoje, indicando um possível comportamento mais suave (dovish) do órgão sobre perspectivas de futuras elevações da taxa de juros (Fed Funds), associado ao indicador de vendas de casas novas, que avançou para nível pré-crise de 2008, levantaram o humor dos investidores”, diz o BB Investimentos, em relatório.
Segundo informações da agência de notícias Reuters, a bolsa acabou acompanhando a forte valorização vista nos mercados norte-americanos, em meio à sinalização de que a pesquisa Ibope manteve os sinais de empate técnico em um eventual segundo turno entre as candidatas Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) – a simulação mostrou Dilma oscilando de 40 para 41% no segundo turno, empatando com Marina, que caiu de 43% para 41%.
No levantamento do Vox Populi, também divulgado nesta terça-feira, a simulação de segundo turno mostrou que Dilma subiu de 41% a 46%, enquanto Marina recuou de 42% a 39%.Agora, o foco do mercado está concentrado na divulgação da próxima pesquisa Datafolha, programada para os próximos dias.
No Brasil, o Banco Central informou que o investimento estrangeiro direto somou US$ 6,84 bilhões em agosto, acumulando US$ 42,001 bilhões no ano (2,77% do PIB). Já o déficit em conta corrente foi de US$5,489 bilhões em agosto, acumulando US$54,818 bilhões em 2014 (3,66% do PIB). Nos Estados Unidos, as vendas de casas novas (com ajuste sazonal) cresceram 18% em agosto, para 504 mil, versus 427 mil em julho (dado revisto de 412 mil), sendo o mais alto patamar desde maio de 2008 (précrise), vindo acima da projeção de mercado, em 430 mil. Já em comparação com agosto do ano passado, o indicador avançou 33%.
Quanto ao dólar, a cotação (comercial) fechou em queda de 0,98%, chegando a R$ 2,384 na venda. A moeda registrou sua maior perda diária desde o último dia 26 de agosto.
O Banco Central acabou por atender as expectativas dos investidores e ampliou a oferta de swaps cambiais (contratos equivalentes à venda de dólares no mercado futuro) nos leilões que estão sendo realizados, periodicamente, para estender o vencimento de alguns contratos. Depois que o dólar ultrapassou a barreira de R$ 2,40, o BC anunciou o aumento da oferta de contratos de swap cambial. O BC decidiu ofertar 15 mil contratos (US$ 750 milhões) para renovar os que venceriam no início de outubro. Anteriormente, o BC estava anunciando a rolagem de 6 mil contratos, por dia. Além da rolagem, o BC mantém a venda diária de 4 mil contratos (US$ 200 milhões).
A medida já entrou em vigor, e a autoridade monetária conseguiu negociar todos os contratos oferecidos. Foram vendidos 9 mil contratos para 3 de agosto de 2015 e 6 mil para 1º de outubro de 2015, com volume correspondente a US$ 740,4 milhões.
Além do leilão de rolagem, a autoridade monetária também manteve seu programa diário de intervenções no mercado de câmbio, vendendo todos os contratos ofertados. Foram negociados 3 mil contratos com vencimento em 1º de setembro de 2015, e outros 1 mil com vencimento em 1º de junho do ano que vem, em operação que movimentou o equivalente a US$ 197,6 milhões. O Banco Central também informou que o fluxo cambial acumulou saldo mensal positivo de US$4,293 bilhões até o dia 22 de setembro.
Na agenda macroeconômica, os agentes aguardam a publicação da taxa de desemprego, dados da dívida federal e dos custos de construção no Brasil. No setor externo, destaque para os novos pedidos de seguro-desemprego, pedidos de bens duráveis e o PMI (índice dos gerentes de compras) composto e de serviços nos Estados Unidos, além do índice de preços ao consumidor no Japão.
(Com Reuters)
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