4 de junho de 2026

Bolsa segue mercado externo e fecha em queda de 1,42%

Jornal GGN – Depois de atingir seu maior valor em seis meses, a bolsa brasileira acabou por acompanhar o desempenho do mercado internacional e encerrou o dia em queda, voltando para o patamar dos 53 mil pontos. Contudo, a volatilidade vista ao longo do dia perdeu força na reta final das negociações, mas poucos papéis fecharam o dia no azul.

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O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou o dia em queda de 1,42%, aos 53.637 pontos e um volume negociado de R$ 5,240 bilhões. No mês, o índice acumula ganho de 4,32% e, no ano, de 4,56%

No setor externo, os agentes repercutiram a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) da zona do euro, que ficou abaixo das expectativas (alta de 0,2% no primeiro trimestre), além da produção industrial norte-americana, que teve um desempenho igualmente enfraquecido (queda de -0,6% em abril, ante -0,1% em março), o que gerou uma tendência de venda de papéis de maior risco, como os ativos de mercados emergentes.

O mercado brasileiro acabou acompanhando tal trajetória, que contou com o acréscimo das vendas no varejo, que caíram em ritmo acima das expectativas de mercado, e com a divulgação dos últimos resultados financeiros referentes ao primeiro trimestre. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as vendas do comércio varejista recuaram 0,5% em março ante fevereiro, o pior resultado para o setor, no conceito restrito, desde maio de 2012. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) também divulgou que a inflação de maio medida pelo IGP-10 subiu 0,13%, desacelerando-se ante a alta de 1,19% verificada em abril.

A expectativa em torno do exercício de opções, programado para a próxima segunda-feira, também foi outro fator de referência nas negociações.

Quanto ao mercado cambial, a cotação do dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,57%, negociado a R$ 2,221 na venda. Segundo informações do serviço Broadcast, da Agência Estado, o desempenho da moeda norte-americana ficou dentro da tendência de fortalecimento da moeda no setor externo. A recepção ruim aos dados do PIB da zona do euro no primeiro trimestre acabou por pressionar as negociações do euro, levando consigo as moedas de mercados ligados a commodities. A divulgação de dados abaixo do esperado no Brasil ajudou a tirar força do real.

Na agenda macroeconômica de sexta-feira, os agentes acompanham a publicação do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) e índice de atividade econômica do Brasil. No exterior, destaque para os dados de construção de casas novas e o indicador de confiança da universidade de Michigan, nos Estados Unidos; a balança comercial da zona do euro referente ao mês de março; e a produção industrial do Japão.

 

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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