5 de junho de 2026

Bolsonaro perde 3 apoios internacionais: Trump, a máfia de Las Vegas e das armas

As maluquices diplomáticas dos Bolsonaro, como transferir a embaixada brasileira de Israel para Jerusalem, foram influência direta de Adelson, ele próprio financiando a mudança da embaixada americana para lá.

O isolamento dos Bolsonaro não se deve apenas ao fim do mandato de Donald Trump na presidência dos Estados Unidos.

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Nos últimos dias desapareceram dois pilares da sustentação da ultradireita mundial, como financiadores do guru Steve Bannon e também como pioneiros do uso das redes sociais nas batalhas de ideias.

Um deles foi Sheldon Adelson, dono do poderoso lobby dos cassinos de Las Vegas,. Adelson tinha ligações estreitas com Trump e com o primeiro ministro de Israel Benjamin Netanyahu. Desde os episódios da GTech – os cassinos de Las Vegas que entraram na Caixa Econômica Federal, ainda no governo Itamar – o Brasil é alvo dos cassinos, estritamente ligados aos bicheiros e exploradores de bingos.

No primeiro encontro com Trump, Bolsonaro foi aconselhado a procurar Adelson. Os contatos seguintes foram feitos pelo representante comercial da família, Flávio Bolsonaro, e pelo presidente da Embratur.

As maluquices diplomáticas dos Bolsonaro, como transferir a embaixada brasileira de Israel para Jerusalem, foram influência direta de Adelson, ele próprio financiando a mudança da embaixada americana para lá.

Adelson faleceu na semana passada.

A segunda perda de Bolsonaro foi o fim, de fato, da poderosa Associação Nacional de Rifle (NRA) dos Estados Unidos.

A NRA foi  das primeiras associações a utilizarem intensamente o Youtube e as redes sociais. Sua desgraça começou após uma campanha barulhenta contra a mídia americana, lançada poucos dias antes de um tiroteio na Flórida que vitimou alunos de uma escola

Houve uma campanha de movimentos contra os financiadores da NRA, fazendo com que fosse abandonada por vários financiadores. A resposta da associação foi considerada desastrosa. Desamparada nos EUA, segundo reportagem da Bloomberg na época, sua esperança passou a se concentrar no Brasil e na Austrália, graças à ascensão dos Bolsonaro.

Dias atrás, a NRA solicitou formalmente sua falência e mudança de Nova York para o Texas.

Havia pontos em comum entre a máfia dos cassinos de Los Angeles e a NRA.

O primeiro, o fato de atuarem em setores limítrofes da legalidade. O jogo é coibido por qualquer legislação moderna, pelos impactos na saúde pública e por ser instrumento de lavagem de dinheiro. A industria de armas sofre, também, várias restrições, devido a questões de segurança.

O segundo ponto é que os dois setores sempre utilizaram intensamente as redes sociais, a NRA estimulando clubes de atiradores, os cassinos explorando o jogo online.

Ambos entenderam o potencial das redes para as disputas eleitorais e passaram a bancar candidatos de ultradireita, comprometidos com a completa desregulação dos estados nacionais. São os regulamentos que impedem o avanço desses setores.

Tornaram-se, então, os principais financiadores de Steve Bannon e dos candidatos de ultradireita espalhados por vários países.

Aqui, reportagens do GGN sobre o tema:

Xadrez da indústria de armas e o financiamento da direita.

Xadrez da indústria das armas e a era dos grandes assaltos.

A indústria das armas no México

Xadrez de como os cassinos financiaram a ultradireita e negociam com os Bolsonaro

Jair vai aos EUA fechar acordo dos cassinos que o filho começou

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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16 Comentários
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  1. andre

    20 de janeiro de 2021 7:16 am

    o Bozo agora vai se dizer outsider pq o Trump disse ser outsider….desconfio que o Trump coloca as palavras na boca dos Bostonaro

  2. Vera Venturini

    20 de janeiro de 2021 8:04 am

    Será que na economia neoliberal são só o lobby das armas e dos jogos que atuam na desregulação dos estados nacionais?

    1. Luis Armidoro

      20 de janeiro de 2021 9:20 am

      Prezada Vera
      Há outra perna, mais sinistra e assustadora, porque está nas sombras e, pq tem dinheiro, acha que está tudo a seu alcance e tudo pode ser comprado (juízes, políticos, leis, mídia): o capital financeiro. Se industriais, latifundiários e grandes comerciantes não puserem um cabresto no capital financeiro (porque, a não ser que haja uma revolução digna de nome, como a Francesa ou a Russa de 1917, tudo ficará como está); este capitalismo parasitário e improdutivo não destruirá apenas o capitalismo, mas o Planeta

    2. Dermeval Santos Lopes Junior

      20 de janeiro de 2021 10:54 am

      Mas Dona Vera,que decepção.
      Nassif levantou a bola e eu fiquei esperando seu comentário,minto,em verdade uma verdadeira aula sobre o sub mundo da jogatina,do Cartel de Medelin,da Yakuza,da Máfia de Las Vegas,de Bill Buffalino,de Paul Castellano,de Carlo Gambinno,dos assassinatos sob encomenda,especialidade do Clã Bolsonaro,mas tudo arquitetado pelo crânio de Hélio Negão,uma espécie de Don Vito Corleonne brasileiro,e senhora faz um comentário de três linhas?
      Dou-lhe um conselho sem lhe cobrar nada.Leia o livro depois assista o filme O Irlandês,de Martin Scorsese,que vosmecê começará a ter intimidade com essas coisas.Caso contrário,a senhora corre sério risco de sair da lista dos articulistas do Blog.

      1. Vera Venturini

        20 de janeiro de 2021 1:51 pm

        1 – eu não sou articulista do blog. 2 – eu leio as notícias e expresso minhas dúvidas. 3 – essa mistura de Hélio Negão, mafiosos americanos e narcotraficantes parece o samba do criolo doido

        1. Dermeval Santos Lopes Junior

          20 de janeiro de 2021 4:11 pm

          A Senhora deu uma bela de uma escapadinha pela esquerda e não demonstrou conhecimento nem pela CAMORRA.Pior,insinuou que Hélio Negão é um crioulo doido.Racismo é crime.

    3. vera venturini

      20 de janeiro de 2021 11:07 am

      Ops : “são só os lobbys das armas”

  3. paulo araujo

    20 de janeiro de 2021 8:50 am

    Os personagens mudam, mas os objetivos continuam os mesmos.
    Se estas ações trariam vantagens, por mudariam.
    Sempre é possível achar novos financiadores.

  4. Renato Cruz

    20 de janeiro de 2021 9:26 am

    O Bolsonaro que teremos de continuar aguentando até o final do mandato continuará sendo um galo de briga, por causa do seu comportamento violento diariamente exibido para as câmeras, mas por causa do desastre das vacinas – nem a distribuição dos lotes para os estados, o tal especialista em logística Pazuello foi capaz de fazer direito – e o fim de Donald Trump, ele será de agora em diante um galo cego de um olho e com uma asa quebrada.

    1. Dermeval Santos Lopes Junior

      20 de janeiro de 2021 10:31 am

      Um galo cego de um olho com uma asa quebrada!!!!!!!!!
      Você me remeteu aos meus verdes anos.
      A contragosto de Papai,eu era metido com esse negócio de galo de briga,tipo Duda Mendonça,o Sansão.Sabe como é,né.Fui presenteado por meu Avô materno com galo de briga de um olho só de nome Piloto.Piloto não tinha a asa quebrada,mas duas esporas tipo navalhas e quase meio metro de altura,principalmente quando cantava.
      Objetivo do presente do meu Avô “eu tirar raça” dado o poderio bélico de Piloto.Vamos por assim dizer,Piloto era um assassino de tantos inimigos que ele mandou pros quintos dos infernos reservado a penosas e penosos.
      Moral da história:Se Ciro Pau de Fogo Gomes tiver 20 % da letalidade de Piloto,vocês estariam com a eleição presidencial ganha,se não fosse esses desgraçados adágios populares.Cão que ladra,não morde.Tudo H.

      1. Dermeval Santos Lopes Junior

        20 de janeiro de 2021 11:10 am

        Ô compamheiro Quatro Cruzes,você já tem a informação em absoluta primeira mão,quantos votos o apoio de Cae Pé de Gelo agregou a candidatura da Baleia?
        Quando tiver,não faça bico doce.Passe imediatamente para Dona Lourdes.Tá ligado?

  5. Aloisio de Almeida

    20 de janeiro de 2021 9:58 am

    A melhor parte do texto “Adelson faleceu na semana passada.”
    O Mundo está tornando-se melhor, menos um maldito no Planeta.

  6. Marcelo

    20 de janeiro de 2021 10:48 am

    Faliram com a queda do Trump? Fica parecendo que o governo é que os financiava e acabou a mamata.

  7. +almeida

    20 de janeiro de 2021 12:13 pm

    O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer.
    (Albert Einstein)

    Enquanto existir aqueles que continuam observando e deixando acontecer espaços abertos, alguns poucos abastados do planeta usa da estratégia de Influenciar e aprisionar muitos, através do capital. Transformados em vetores do mal, esses muitos não irão desistir de influenciar e até coagir outros, para se mostrar produtivos e manter a boquinha fácil que o mal lhe oferecerá até achar conveniente.

  8. Dermeval Santos Lopes Junior

    20 de janeiro de 2021 12:53 pm

    Lobby das armas? Bem,já é alguma coisa.
    E sobre Lula V, o que lhe fez de mudar de opinião?
    Foram as lives de Pé de Gelo?

  9. dja

    20 de janeiro de 2021 2:38 pm

    O governo Bolsonaro sempre vai apoiar o governo dos Estados Unidos por uma questão de sobrevivência, os governos petistas não fizera o mesmo não de forma explícita (Serra avisou ‘ A América é maravilhosa’).
    Os Trumps e Bidens da vida americana são patriotas do capitalismo ‘individante’ que precisa ser perpetuado, nem que para isso tenha que usar contra os inimigos suas agências de inteligência artificial destruidora de reputações políticos-industriais em detrimento de máquinas de destruição em massa.

    Em detalhes:

    O Congresso Nacional brasileiro é quem governa o Brasil; Os Bolsonaros vão tocar o barco na esperança do Brasil convulsionar ou de não sofrerem processos de apedrejamento generalizado; Trump é melhor para o Mundo e pior para os americanos, por jogar o jogo da China e ter dado vida às bestas-feras armadas; Biden é pior para o Mundo por ter pensamento binário ‘guerra e paz’ como o fez em apoiar a invasão no Iraque e melhor para os americanos provavelmente por tentar a narrativa de Unidade nacional.

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