O presidente da Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Cappelli, usou suas redes sociais nesta quinta-feira (7) para criticar a decisão de aumento das taxas básicas de juros, a Selic, imposta pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta (6).
Cappelli afirma que o aumento de 10,75% para 11,25% [alta de 0,5%] será o principal fundamento para que a economia brasileira seja freada, causando um impacto direto nas rendas dos brasileiros e na criação de novos empregos.
“A prestação daquilo que você comprou ou daquilo que você está pensando em comprar no Natal vai ficar ainda mais cara. O que eles querem é frear a economia, parar com a criação de empregos. Eles estão cometendo um crime contra o Brasil“, dispara.
Na visão de Cappelli, o argumento de que a alta na Selic está atrelada à dívida pública é falacioso. “Eles argumentam que o problema é que a dívida do Brasil é muito grande. Isso é uma cascata. O Brasil tem, agora, a terceira taxa de juros mais alta do mundo. Mas os países que têm taxa de juros menores que o Brasil, têm uma dívida igual ou menor que a dívida brasileira”, diz.
Ainda em seu vídeo, o presidente da ABDI ressalta que esse aumento serve como pressão para que o presidente Lula (PT) execute mais cortes nos gastos sociais.
“Eles querem que o governo do presidente Lula corte o BPC, corte o salário mínimo, corte a aposentadoria, corte recursos da saúde e da educação, para que eles, os banqueiros e rentistas parasitários, continuem recebendo centenas de bilhões de reais do orçamento públicos”.
Por fim, Cappelli argumenta que para enfrentar essa alta da Selic, é preciso coragem e ousadia, para que a justiça seja alcançada para os brasileiros.
“Precisamos enfrentá-los e trocar os limites por ousadia para garantir o desenvolvimento do Brasil, a geração de empregos e a justiça para o povo brasileiro”, alega Cappelli.
Ricardo Cappelli, além de jornalista, teve um papel fundamental nas investigações dos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de Janeiro de 2023, já que foi nomeado pelo ex-ministro da Justiça e hoje Ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, como interventor da operação Lesa Pátria.
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Osvaldo Reis
7 de novembro de 2024 1:40 pmMas aí não tá difícil: se o Lula e a sua base de apoio é contra essa política do BC de aumento de juros, sacrificando os mais pobres, é só demitir toda a área Econômica, começando pelo Haddad, Tebet, Galipolo…. Vai Lula resgate a nossa dignidade, faça o que tem q ser feito , vc é o Presidents….
ed.
7 de novembro de 2024 1:57 pmOra, todas as desculpas serão usadas para manter os ganhos jurônicos nas alturas, até unha encravada do Bob Grandboy.
Isso tudo com uma inflação de 4,42% dentro da meta COM crescimento e emprego (pensam que meta +- 1,5% é acertar no “bull’s eye” do alvo).
Vamos observar o seguinte (Nassif, corrija se houver erros):
Quanto vale a arrecadação de cada 1% a mais no PIB? 12,5 tri*1%*33%= >41 bilhões
E cada 1% a menos na taxa de juros? Usando jurometro Fiesp: 390 bi-(390 bi/11,25*10,25)= >35 bi (se usássemos 800 bi/ano, isso mais que dobraria).
Só aí dá pra cobrir um déficit de (41+35)=76 bilhões
Sem mexer um centavo em saúde, educação, INSS, etc.
E se reduzir fundos eleitorais, fundos partidários, orçamentos secretos, gabinetes e benefícios, desperdícios, corrupção, fraudes, sonegações,…?
Não, a missão do BC braZileiro não contempla p.ex. as do FED estadunidense que, explicitamente considera como suas missões PRIMÁRIAS: a) AJUDAR a combater a inflação; b) Fomentar o MÁXIMO EMPREGO; c) Manter os juros de LONGO prazo em níveis razoáveis.
Entã0 daá pra “suspeitar”que o BC braZileiro está com missão primária manter o braZil no ATRASO, impedidindo sua prosperidade e o enriquecimento sem esforço e contrapartida à sociedade, privilegiando apenas uma parte ínfima dela.
Apenas um clube, uma sociedade de acesso restrito.