Chuvas no RS geram perda bilionária ao varejo, segundo CNC

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
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Prejuízo é estimado em torno de R$ 3,32 bilhões; infraestrutura e cadeia de abastecimento foi igualmente comprometida

Foto: Gustavo Mansur/ Palácio Piratini

As fortes chuvas no Rio Grande do Sul devem levar o varejo brasileiro a desacelerar seu ritmo de vendas, apesar dos bons resultados vistos nos primeiros quatro meses de 2024.

Cálculos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projetam perdas diárias em torno de R$ 123 milhões para o varejo, gerando um prejuízo de R$ 3,32 bilhões ao setor apenas no mês de maio – ou 18,3% do montante previsto para o período.

Em termos regionais, as perdas geradas pela tragédia climática devem levar as vendas do comércio local ao patamar apurado no primeiro semestre de 2021, o que deve atrasar ainda mais a retomada da economia na região.

Ao mesmo tempo, prognósticos preliminares da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) indicam uma queda de 28% no fluxo de veículos de carga nas estradas gaúchas.

O Rio Grande do Sul é a quinta Unidade da Federação em termos de movimentação financeira anual. Em 2023, o comércio gaúcho movimentou R$ 203,3 bilhões, representando 7% do total do volume de vendas no varejo brasileiro.

Setor avança em âmbito nacional

Até o início do segundo trimestre, o restante do Brasil mostrava sinais de recuperação no comércio varejista: dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram um crescimento de 0,9% nas vendas do varejo em abril.

O desempenho é o quarto avanço mensal consecutivo no ano – e a última vez em que o comércio experimentou quatro meses de crescimento no começo do ano foi em 2012.

Segundo a PMC, o aumento mensal foi impulsionado pelas vendas de hiper e supermercados (alta de 1,5%) e de combustíveis e lubrificantes (aumento de 2,2%). Segmentos dependentes do crédito, como móveis e eletrodomésticos (com crescimento de 2,4%), veículos e autopeças (alta de 1,6%) e materiais de construção (avanço de 1,9%), também merecem destaque.

Um dos fatores que ajudou no crescimento foi a redução das taxas de juros, que recuaram para 52,95% ao ano em abril de 2024, ao mesmo tempo em que a taxa de desocupação chegou ao seu menor nível em 10 anos, fazendo com que indicadores como inflação e juros sejam determinantes em uma eventual continuidade da retomada.

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