4 de junho de 2026

Congresso finaliza votação do pacote de corte de gastos do governo

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O Congresso Nacional finalizou a votação do pacote de corte de gastos do governo, com a promulgação da Emenda Constitucional 135, que reduz as despesas obrigatórias do Poder Executivo a partir da PEC 54/2024.

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Também foram encaminhados outros dois projetos à sanção presidencial: o PLP 210/2024, que impõe limites aos gastos públicos em caso de déficit, e o PL 4.614/2024, que restringe o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) e limita o aumento real do salário mínimo. As três propostas foram aprovadas pelo Senado em dois dias, após passarem pela Câmara dos Deputados.

Os senadores votaram a PEC 54/2024 e o PLP 210/2024 em uma sessão que se estendeu até às 23h54 nesta quinta-feira, sendo suspensa temporariamente para garantir o quórum necessário para a votação do projeto restante, o PL 4.614/2024.

Em seguida, uma sessão conjunta do Congresso garantiu a promulgação da Emenda Constitucional 135 antes do início do recesso parlamentar.

Entre as medidas do pacote estão a redução gradual do grupo elegível para receber o abono do PIS/Pasep, limitações aos supersalários, a proibição de concessão, ampliação ou prorrogação de incentivos ou benefícios tributários em caso de resultado negativo na economia, a possibilidade de contingenciar as emendas parlamentares de comissão, o novo cálculo para o reajuste do salário mínimo e o acesso mais restrito ao BPC.

Apesar das mudanças em uma série de pontos, o ministro da Fazenda Fernando Haddad projeta uma economia de pouco mais de R$ 70 bilhões, com uma diferença “em torno de R$ 1 bilhão”, ao desconsiderar as casas decimais.

Com informações da Agência Senado.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. Luiz Mattos

    22 de dezembro de 2024 7:19 am

    Como defender um Governo cuja defesa é atacar quem o elegeu e não enfrentar aberta e publicamente quem o ataca? Porque não explicar a nação quem impóe dificuldades ao invés de procurar contornar comprando votos via liberação de emendas? Porque se no passado inventaram o mentirão hoje vemos ocorrer o que?

    1. José de Almeida Bispo

      22 de dezembro de 2024 1:37 pm

      E “o governo” tem quantas divisões pra enfrentar outras divisões, a começar por uma esquerda que só discursa e se divide (além da direita e extrema-direita, com bancos, midia, polícia, religião… sempre alinhadas)?

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