Copom reduz juros para 11,25% ao ano

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
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Indicadores econômicos seguem dentro do esperado, diz BC; corte de 0,50 ponto mantém ritmo das últimas reuniões

Sede do Banco Central, em Brasília. Foto: Arquivo/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) manteve o ritmo de queda da taxa básica de juros e reduziu a taxa Selic em 0,50 ponto percentual, de 11,75% para 11,25%, em decisão que já era esperada pelos analistas.

Segundo comunicado divulgado após a reunião, a decisão tomada de forma unanime pelo colegiado “é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano de 2024 e, em grau maior, o de 2025”.

Ao analisar o cenário internacional, o Copom citou a volatilidade do cenário, com destaque para o início do ciclo de flexibilização de política monetária nas principais economias e pelas reduções nos núcleos inflacionários, embora as variações em diversos países permaneçam elevadas.

Dentro do cenário doméstico, o colegiado enfatizou que o “conjunto dos indicadores de atividade econômica segue consistente com o cenário de desaceleração da economia antecipado pelo Copom”, mas ressalta a existência de fatores de risco em ambas as direções.

Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, o Copom lista “(i) uma maior persistência das pressões inflacionárias globais; e (ii) uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais apertado”.

Entre os riscos de baixa, ressaltam-se “(i) uma desaceleração da atividade econômica global mais acentuada do que a projetada; e (ii) os impactos do aperto monetário sincronizado sobre a desinflação global se mostrarem mais fortes do que o esperado”.  

“O Comitê avalia que a conjuntura, em particular devido ao cenário internacional, segue incerta e exige cautela na condução da política monetária”, diz o Copom, ressaltando a “importância da firme persecução” das metas fiscais estabelecidas e “serenidade e moderação na condução da política monetária”.

Caso o cenário esperado seja confirmado, os integrantes do Copom indicam que o ritmo de queda dos juros deve se manter em 0,50 ponto percentual nas próximas reuniões, uma vez que “esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário”.

A íntegra do comunicado do Banco Central pode ser acessada clicando aqui

Tatiane Correia

Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.

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