O Brasil encerrou o trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026 com taxa de desocupação de 5,4%, estável em relação ao trimestre anterior e 1,1 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período de 2024, quando o índice era de 6,5%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta quinta-feira (5) pelo IBGE.
O número de desempregados caiu de 7,1 milhões para 5,9 milhões de pessoas na comparação anual, redução de 17,1%, ou 1,2 milhão a menos fora do mercado de trabalho. Já a população ocupada chegou a 102,7 milhões, com crescimento de 1,7% no ano, o equivalente a 1,7 milhão de postos a mais.
Renda em alta
O rendimento real habitual médio de todos os trabalhos chegou a R$ 3.652, com alta de 2,8% no trimestre e de 5,4% no acumulado de 12 meses, ante R$ 3.466 no mesmo período do ano anterior. A massa de rendimentos, que representa a soma de tudo que os trabalhadores brasileiros recebem, alcançou R$ 370,3 bilhões, crescimento de 7,3% no ano.
Todos os grupos de trabalhadores tiveram ganho real de renda na comparação anual: empregados com carteira assinada (+2,8%), sem carteira (+6,4%), trabalhadores domésticos (+4,7%), servidores públicos (+4,3%), empregadores (+7,4%) e conta própria (+7,8%).
Informalidade
A taxa de informalidade caiu de 38,4% para 37,5% na comparação anual, com o número de trabalhadores informais passando de 38,8 milhões para 38,5 milhões. O emprego formal com carteira assinada no setor privado, excluindo domésticos, chegou a 39,4 milhões, alta de 2,1% no ano, com 800 mil novos vínculos.
Os trabalhadores por conta própria também cresceram, chegando a 26,2 milhões, aumento de 3,7% em 12 meses, com 927 mil pessoas a mais nessa categoria.
A taxa composta de subutilização, que inclui desempregados, subocupados e desalentados, recuou de 15,5% para 13,8% na comparação anual, com 2 milhões de pessoas a menos nessa condição. A população desalentada, formada por quem desistiu de procurar emprego, caiu 15,2% no ano, somando 2,7 milhões de pessoas, redução de 476 mil em 12 meses.
Setores em destaque
Na comparação trimestral, os setores de informação, comunicação e atividades financeiras e imobiliárias lideraram a geração de empregos, com crescimento de 2,8% e 365 mil vagas a mais. A indústria, por outro lado, registrou queda de 2,3%, com redução de 305 mil postos.
Na comparação anual, o destaque foi a administração pública, saúde e educação, com alta de 6,2% e 1,1 milhão de empregos a mais, seguido pelo setor de informação e finanças, com crescimento de 4,4%.
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