5 de junho de 2026

Empresas estrangeiras na China crescem 16% e desafiam discurso anti-globalização

Crescimento do comércio de multinacionais no país indica força das cadeias globais mesmo em cenário de tensões
Foto de Eric Prouzet na Unsplash

Empresas estrangeiras ampliam presença na China, com comércio exterior crescendo 16,1% no 1º trimestre de 2026.
Crescimento reflete expansão da produção local e demanda interna, mostrando confiança no mercado chinês.
Global Times destaca que globalização gera ganhos compartilhados, desafiando narrativa ocidental sobre desequilíbrio.

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Dados divulgados pelo governo chinês mostram que empresas estrangeiras continuam ampliando sua presença no país, mesmo com as incertezas econômicas e tensões globais vistas recentemente.

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Segundo a Administração Geral de Alfândegas da China, o comércio exterior de empresas com investimento estrangeiro cresceu 16,1% no primeiro trimestre de 2026, marcando o oitavo trimestre consecutivo de expansão. Os dados chegaram a superar a média do comércio chinês no período.

De acordo com editorial do jornal chinês Global Times, tal desempenho reforça que a globalização opera como um sistema de ganhos compartilhados, ao contrário da narrativa vista em partes do Ocidente de que o processo teria favorecido a China de forma desproporcional.

Na prática, o avanço dessas empresas reflete uma lógica construída ao longo de décadas. Multinacionais, sobretudo ocidentais, foram protagonistas na formação das cadeias globais de produção ao investir em mercados com vantagens comparativas — como custo, escala industrial e acesso a novos consumidores.

No caso chinês, o aumento das importações por empresas estrangeiras está associado à expansão da produção local e ao crescimento da demanda interna, indicando confiança no mercado doméstico. Já o avanço das exportações mostra como essas companhias utilizam a base industrial chinesa para ganhar competitividade internacional.

Como a China possui praticamente todas as categorias da classificação industrial das Nações Unidas, essa estrutura alinhada com um ambiente econômico relativamente estável, mantém o país como um polo atrativo para o capital estrangeiro. O caráter binacional da globalização se reflete no avanço de empresas chinesas no exterior.

Nesse contexto, a ideia de que o comércio internacional funciona como um jogo de soma zero — em que o ganho de um país representa a perda de outro — perde força diante da realidade das cadeias produtivas interdependentes.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. AMBAR

    14 de abril de 2026 8:51 pm

    Aliás, para as empresas estrangeiras, utilizar conhecimento e mão de obra chinesa,continua sendo um negócio da China.O comunismo chinês é bom para o capitalismo burguês e, como sabemos, dinheiro não tolera desafoto.

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