Dados divulgados pelo governo chinês mostram que empresas estrangeiras continuam ampliando sua presença no país, mesmo com as incertezas econômicas e tensões globais vistas recentemente.
Segundo a Administração Geral de Alfândegas da China, o comércio exterior de empresas com investimento estrangeiro cresceu 16,1% no primeiro trimestre de 2026, marcando o oitavo trimestre consecutivo de expansão. Os dados chegaram a superar a média do comércio chinês no período.
De acordo com editorial do jornal chinês Global Times, tal desempenho reforça que a globalização opera como um sistema de ganhos compartilhados, ao contrário da narrativa vista em partes do Ocidente de que o processo teria favorecido a China de forma desproporcional.
Na prática, o avanço dessas empresas reflete uma lógica construída ao longo de décadas. Multinacionais, sobretudo ocidentais, foram protagonistas na formação das cadeias globais de produção ao investir em mercados com vantagens comparativas — como custo, escala industrial e acesso a novos consumidores.
No caso chinês, o aumento das importações por empresas estrangeiras está associado à expansão da produção local e ao crescimento da demanda interna, indicando confiança no mercado doméstico. Já o avanço das exportações mostra como essas companhias utilizam a base industrial chinesa para ganhar competitividade internacional.
Como a China possui praticamente todas as categorias da classificação industrial das Nações Unidas, essa estrutura alinhada com um ambiente econômico relativamente estável, mantém o país como um polo atrativo para o capital estrangeiro. O caráter binacional da globalização se reflete no avanço de empresas chinesas no exterior.
Nesse contexto, a ideia de que o comércio internacional funciona como um jogo de soma zero — em que o ganho de um país representa a perda de outro — perde força diante da realidade das cadeias produtivas interdependentes.
AMBAR
14 de abril de 2026 8:51 pmAliás, para as empresas estrangeiras, utilizar conhecimento e mão de obra chinesa,continua sendo um negócio da China.O comunismo chinês é bom para o capitalismo burguês e, como sabemos, dinheiro não tolera desafoto.